909 Noites Insones

Maio 15, 2009

Lá vem Simonal !

Arquivado em: Filminhos, sobre sons, vídeo — Norma Spagnuolo @ 4:26 am

Estava lendo que na sexta-feira vão lançar um filme-documentário sobre o Wilson Simonal. Caramba!  ainda lembro da vez em que subi correndo quatro andares de escada para chegar em casa e ligar o rádio porque estava tocando a música “Mustang Cor de Sangue”, do Marcos Valle, na voz do Simonal e eu amava de paixão louca tanto a voz e o jeito de cantar do Simonal,  quanto as músicas do Marcos Valle. Só não sabia que a maioria das músicas brasileiras que eu gostava na época  eram do Marcos Valle. Vim a saber muitos anos depois.
Eu tinha uns cinco ou seis anos e tenho memória pra música que chega a assustar. Não é que eu seja uma matusalém não, viu gente? ehehe
Mas também, é que lá pelos anos 60, o mundo estava cheio de gente fazendo e cantando e tocando músicas sensacionais. Como não lembrar? E ainda sempre tem umas ondas retrôs, reparou?

Já em meados dos anos 70, Simonal desapareceu. Nunca mais ouvi e também não saí perguntando por ele, mas com surpresa, muitos anos depois, fiquei sabendo que ele e sua carreira haviam caído em desgraça por ter sido acusado de ser informante da polícia da ditadura. Dizem que tudo começou por ele ter desconfiado de que estava sendo roubado pelo contador dele  (poderia ter sido mesmo…) e teria se queixado para amigos da polícia darem um susto no suposto amigo-gatuno. Essa “meia espertice” dele custou sua carreira porque seus inimigos teriam feito deste fato, um pretexto para lançar sobre ele todo tipo de calúnia e difamação até detonar sua, até então, brilhante carreira.
Ninguém vai saber de verdade o que aconteceu, mas sou da opinião de que um negro, nos anos 60, que paralizava as multidões e tinha a voz zilhões de vezes mais bonita e com mais swing do que o Roberto Carlos e seus amigos de Jovem Guarda, que eram alienados e só queriam dinheiro para sair com mulher, comprar carros de luxo e roupas - ideais da classe média tijucana de onde todos saíram-  Esses ideiais, não inventei: Erasmo afirmou que eles não pensavam em ideologia política…nem contra nem a favor da ditadura e só queriam sucesso, carro, mulher e dinheiro.
Simonal também não iria, com certeza, querer saber de ideologia se ele ganhava dinheiro à granel. Era um negro poderoso, de voz deliciosa, numa terra em que até o Pasquim, jornal baluarte da esquerda, chegou a acreditar no que diziam contra Simonal e vemos no trailer o Ziraldo escorregar e dizer que o Simonal se achava “o rei da cocada preta”. mas ELE ERA o rei da cocada branca, da cocada preta e da cocada colorida da MPB naquela época!!! Simonal tinha carisma  e balanço na voz como nunca houve nenhum cantor igual.   Ele era a Elis Regina de calças compridas.
Hoje em dia ele ainda suscitaria invejas mil nesse nosso país ainda tão preconceituoso sobre tantas coisas…imagina naquela época? um negro fazendo um sucesso tão grandioso a ponto de cantar com Sarah Vaughan, que estava no auge.
Tom Jobim disse numa entrevista que fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal. Isso, o Tom, cabelo liso, pele branca e oriundo da zona sul do Rio. Imagina ser Wilson Simonal.

Aliás, nenhum membro da classe artística , que hoje diz ter sido amigo dele foi em sua defesa . Todos tiraram o seu da reta. Será medo dos “homi” da farda verde?

Estou curiosa para ver esse documentário. E que a alma de Simonal esteja em paz aonde quer que esteja.

Abaixo, o trailer do documentário.

Abril 24, 2009

Rei Arthur & Cia: livro, filme, disco e HQ

Arquivado em: Papinho, sobre sons — Norma Spagnuolo @ 11:44 pm

rick_wakeman_myths_legends1Hoje estive trabalhando a maior parte do tempo sob o som de um disco do Rick Wakeman que eu não escutava há mais de um ano e que adoro: The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table. Como o próprio título já diz, é sobre a lenda do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda  e foi lançado em 1975. Na época, escutei logo assim que foi lançado porque o namorado da minha irmã comprou e levou pra minha casa. Eu tinha 11 anos e fiquei absolutamente viciada no som e nunca mais deixei de gostar. especialmente a faixa Guinevere que é um esculacho. Eu virei a garotinha chata que aluga o futuro cunhado perguntando pelo disco a toda hora…ehehe
Mas o disco todo é bom!!
Noutro dia, eu vi  o filme Merlin e lembrei do disco, mas não fiquei a fim de escutar porque estava na fase Patti Smith e não tem a ver misturar os estados de espírito. Então, depois, vi lá no orkut da Manoela  — que de vez em quando me visita aqui no blog — uns videos do Viagem ao Centro da Terra, também, do Rick e cujo disco foi igualmente lançado em 1975.  (Ele devia estar muito inspirado…)Voltei a lembrar do Arthur e seus cavaleiros.
Ele, o Rick Wakeman, veio fazer  uns shows aqui no Maracanãzinho e eu não tinha idade para ir…novidade…na época do Hair, do Gênesis, do Rick e outros, eu escutava mas não tinha idade pra ver. Aliás, ainda tem isso? menores de 16 anos  podem entrar em estádios pra ver show? 
Bom, então fiquei feliz de trabalhar ouvindo o som. Coisa grandiosa que o cara fez. Tem a Sinfônica de Londres, Coral de um zilhão de vozes, produção caríssima que, aliás, o próprio Rick Wakeman disse, posteriormente, que foi tão cara  que, mesmo vendendo milhões de unidades pelo mundo afora, o “Lendas e Mitos de Rei Arthur…” apenas se pagou e o lucro foi zero. Pudera…é como se alguém aqui no Brasil fizesse uma quase ópera-pop sobre  Canudos e juntasse no estúdio a OSESP e o Coral Meninos de Petrópolis, mais um tenor e um barítono solos.
E o sujeito ainda fez umas turnês com essa trupe luxuosa toda para mostrar o disco em estádios como o Wembley e Maracanãzinho!
O encarte do disco de vinil era lindo: um caderno com as letras das músicas e umas ilustrações para cada música. Tinha desenhos da Guinevere, da Excalibur, do Lancelot e as letras eram grandes e góticas. A capa desse disco duplo era a Exaclibur cravada na bigorna antes de Arthur desencrustá-la. Aliás, na lenda, a Excalibur não estava na pedra?  Bom, ele é inglês e deve saber o porquê de ter colocado a espada numa bigorna.

Li o livro da Marion Zimmer Bradley ” As Brumas de Avalon” e vi o filme também, mas umas das coisas mais legais que li sobre este mito, foi a “viagem” de um roteirista da Marvel Comics que escreveu a saga em história em quadrinhos, em 1987 (mais ou menos) e se chamava ” Camelot 3000 “. Na estória, o povo todo, Lancelot, Arthur, Galahad, Mordred, Morgana, Guinevere, etc, encarnou no 3000. Só que Lancelot encarnou como uma mulher e a Guinevere veio como mulher mesmo e deu o maior rolo porque eles não podiam trair o Arthur de novo, mas aí que rolou das almas de Lancelot e Guinevere se reconhecerem apesar das aparências diferentes e a tentação dupla transformou a vida deles um o inferno tripo. Triplo porquê ? Eis:
1º) Eles não deveriam cair na tentação de trair o Arthur de novo para não cair no mesmo erro cármico.
2º) Além de traidores de Arthur, também sofreriam o peso social de serem um casal homossexual.
3) O auto-preconceito de cada um, principalmente de Lancelot, que odiava estar aprisionado naquele corpo feminino. Sofria que dava dó.
Enfim, foi um dos quadrinhos para adultos mais bem feitos que eu já li.

Vi no History Channel um  lugar no meio do nada lá na Inglatrerra onde ,supostamente, estariam enterrados  Arthur e Guinevere.

Abril 16, 2009

O Dia da Voz

Arquivado em: Papinho, sobre sons, vídeo — Norma Spagnuolo @ 4:20 pm

Hoje é dia da voz e por coincidência, fui ouvir na noite de ontem  o Paul McCartney cantando uma música em que ele simplesmente extrapola sua capacidade vocal,  que nunca foi pouca. O homem simplesmente tinha um gogó mágico e misterioso e tinha gente que o chamava de o homem das mil vozes.
Hoje, ele já não tem mais a mesma capacidade, mas ele está com 67 anos e canta (a plenos pulmões) desde os 19 pelo  menos. É altamente perceptível o desgaste da voz do Paul, mas ele ainda está afinado. E sempre foi e é ainda um trabalhador compulsivo da música.
Falando em música, a que escutei ontem, “Monkberry Moon Delight”, o Paul deu notas altíssimas e deu notas baixíssimas, e acho que ele fez aquela música para exibir-se pro John na ocasião da separação dos Beatles. Acho que ele queria mostrar que ele era a voz dos Beatles, ou era muito ousado ou sei lá o quê que se passou na cabeça dele para compôr algo tão vocalmente aburdo.  Na primeira vez em que a escutei, me deu nervoso. Pensei que ele ia desafinar.Mas isso foi há bastante tempo atrás.
Ele brinca de desafinar, brinca de fazer palhaçada na música, mas fica lá dentro da melodia, transitando em alta velocidade pelo  tom sem despencar. Um espanto. E a letra não diz nada de importante. é pura bobagem. Coisa de quem fez a música só pra mostrar seu virtuosismo vocal (mas ele podia, né?).
Então, vou deixando o vídeo com a música para quem tiver curiosidade de ouvir o que o Sir Paul fazia com sua voz quando era um beatle desempregado, re-começando na carreira como um simples “freela”.
Mas sempre uma das melhores vozes do mundo, sem dúvida.

Aliás, Harry Nilson também tinha uma voz divina (ele cantava “Everybody`s Talking” do filme Midnight Cowboy/ Perdidos na Noite  – e “Withou You”). Transitava em todas sem sair do tom.

E a Elis Regina ?  Melhor voz feminina de todos os tempos, na minha opinião. Coisa de doido.

Com vocês…”Monkberry Moon Delight” com Paul McCartney, no dia da voz
(vocais femininos de Linda McCartney)

Abril 9, 2009

Fone sem fio, estéreo, bluetooth, bom de som, de preço e discreto?

Arquivado em: Bem Estar, Papinho, sobre sons — Norma Spagnuolo @ 10:15 pm

fones1
Se tem uma coisa que eu detesto nessa vida, essa coisa é fio. Fios servem para tropeçar, embolar, juntar poeira, impedir que se faça uma limpeza decente e rápida nos cantinhos da casa (onde eles geralmente ficam) e também servem para dar curto.
Quando o fio é de fone de ouvido, seja do celular ou do mp3 player, serve para chamar a atenção do ladrão e para ficar te “pinicando” dentro da roupa, além de fazer um voluminho feinho. 
Incomodada justamente com o fio do celular, que uso mais para escutar música do que para falar, fui procurar um fone bluetooth sem fio para eliminar da vida aquele acessório maledeto. Quase caí para trás com o preço do ÚNICO fone bluetooth estéreo e discreto, sem fio, que existe no Brasil : R$ 350,00.  E o moço disse que era compatível com o modelo do meu celular porque é um dos raros fones no  Brasil com a tal tecnologia A2DP  (Advanced Audio Distribution Profile)  que permite o fluxo de som estéreo entre dispositivos via conexão Bluetooth, com qualquer aparelho.
Uma fortuna! coisa para elite aqui na terrinha quando, lá fora, isso deve custar o mesmo que três churros e duas mariolas.
Pensei até em trocar o modelo de celular pra poder ter um outro modelo de bluetooth estéreo, mas os outros modelos de fones sem fio, para outros modelos de celulares, eram muito grosseiros, como se eu tivesse que andar com duas orelhas de Mickey pela rua. 
Resultado: quem quiser um fone estéreo, bluetooth que seja sem fio, discreto e com bom som de graves, médios e agudos, não encontra, pois o modelo que falei acima, Motorola S9, não é bom de sons graves (segundo li no site http://www.vivasemfio.com/blog/fone-sem-fio-bluetooth-a2dp/),  além de ser caro pacas.
Melhor se conformar e continuar com o fio no pescoço até lançarem o acessório compatível com a qualidade de muitos celulares ótimos que tem por aí…

Março 25, 2009

All My Loving

Arquivado em: sobre sons, vídeo — Norma Spagnuolo @ 12:09 am

Ontem, não coloquei “minha vitrolinha” no ar, mas ouvi Amy Winehouse cantando uma singela música de amor dos Beatles, do início da carreira deles: “All My Loving”.  Não tem em MP3, mas no “youtube.com” tem um vídeo mostrando a Amy cantando a canção, antes de viciar-se em drogas e tatuar-se tanto.  Cantou divinamente, como só  uma diva saberia fazer para dar um clima tão jazzístico a um rockzinho tão simples. Show de bola.

Fotos que mostram Amy antes de detorna-se. 

Aí está:

Março 8, 2009

Benção & Vício – Dia Internacional da Mulher

Arquivado em: Filminhos, sobre sons — Norma Spagnuolo @ 7:11 pm


Patti Smith – Dancing Barefoot

Segundo a contra-capa do disco “Wave” (1979), de Patti Smith, esta canção foi feita em homenagem às mulheres, bem como à amada do pintor  Amedeu Modigliani, Jeanne Hébuterne.
Falando nisso, alguém já viu o filme “Modigliani”? Eu vi umas vezes e choro em todas! bonito, mas tristíssimo. Não conto para não estragar o impacto de quem for assistir pela primeira vez.
O amor de Jeanne por Amedeu era algo que beirava a loucura, a devoção…
A música de Patti Smith & Ivan Kral, traça essa linha do amor sagrado e profano, pois ela fala na música do amor transcendental, imaterial, onde se ama outra pessoa devocionalmente, como uma possessão que também pode ser um vício e que pode ser uma benção.
Enfim, amo a música, amo Modi, amo Jeanne, amo Patti  e viva as mulheres que amam e merecem ser amadas desde antes, até hoje e para sempre. 
 
Dancing Barefoot

she is benediction 
she is addicted to thee
she is the root connection
she is connecting with he

Here I go and I don’t know why
I fell so ceaselessly
could it be he’s taking over me…

I’m dancing barefoot
heading for a spin
some strange music draws me in
makes me come on like some heroin/e

she is sublimation
she is the essence of thee
she is concentrating on he,
who is chosen by she

Here I go and I don’t know why
I spin so ceaselessly,
could it be he’s taking over me…

[chorus]

she is re-creation
she, intoxicated by thee
she has the slow sensation that
he is levitating with she …

Here I go and I don’t know why,
I spin so ceaselessly,
’til I lose my sense of gravity…

[chorus]

(oh god I fell for you …)

the plot of our life sweats in the dark like a face
the mystery of childbirth, of childhood itself
grave visitations
what is it that calls to us?
why must we pray screaming?
why must not death be redefined?
we shut our eyes we stretch out our arms
and whirl on a pane of glass
an afixiation
a fix on anything
the line of life
the limb of a tree
the hands of he
and the promise that she is blessed among women.

(oh god I fell for you …)

Março 1, 2009

Será que eu pus um grilo na sua cabeça?

Arquivado em: sobre sons — Norma Spagnuolo @ 8:19 am

O título deste post é o título de uma música dos anos 70, de um compositor/cantor chamado Guilherme Lamounier. O título, aparentemente, não tem nada a ver com a música, mas adoro o clima de mato e bicho grilo a que essa música me remete. A canção é um convite para a moça ir dividir (com o rapaz) o amor que há dentro dela.
Na época em que tocava no rádio, eu era criança e apenas gostava da música sem pensar se a letra e o título tinham a ver uma coisa com a outra mas, hoje em dia, suponho que seja esta a estória:  ela, a moça amada e desejada pelo rapaz enamorado, não estava nem aí para ele, tipo distraída da vida quando, de repente, ele declara seu amor para ela e ela começa a pensar: — ” devo ? não devo? posso? não posso? “.
Oras, a música é dos anos 70 e vá que a menina era filha de um bravo coronel do exército que não queria ver sua princezinha envolvida com um “subversivo vagabundo” que toca violão e curte chá….verde  ou azul ou lilás ?
Então, enquanto ela se vê naquele dilema, ” devo, não devo/ quero, não quero “, o rapaz olha pra ela e pensa: — Será que pus um grilo na sua cabeça ? 
Depois, imagino que a coisa terminou assim: enquanto ela tentava se decidir,  ele correu pro violão pra fazer a música e assim que a terminou, ele foi todo feliz tocar a canção para ela ouvir e ela achou linda a música e começou a namorar com ele.
Provavelmente, se divorciaram no início dos anos 80 quando teve o desbunde da moda de “amizade colorida”, que é a mãe do modismo dos “ficantes” de hoje em dia. Só que naquela época era um tal de transar com amigo….e logo depois veio a AIDS para cortar a onda de muita gente e levar desse mundinho blue muita gente boa. Mas isso é outra estória e história….
Outra explicação, eu não tenho, mas se alguém pensar em outra versão, fique à vontade para enviar a esta que vos fala e morre de curiosidade de saber outras interpretações….

Será Que eu Pus Um grilo na sua Cabeça ?
de: Guilherme Lamounier

Junho 18, 2008

Happy Birthday, Paul McCartney.

Arquivado em: sobre sons — Norma Spagnuolo @ 1:11 pm


Hoje é aniversário do (Sir) Paul McCartney. Pra mim, o maior músico do planeta. Um exemplo de pessoa e de artista. Um sujeito incansável no seu ofício e que nas piores fases de sua vida, mergulhou no trabalho para começar de novo.
Esse senhor de 66 anos completos hoje, mudou a cara da música popular mundial,ajudou a revolucionar costumes e no entanto, sempre se orgulhou de não ter negligenciado sua esposa e família, levando inclusive, sua mulher para fazer parte da banda numa época em que ninguém queria “mulherzinha” no palco do rock`n`roll. Mais uma vez, quebrando paradigmas e tabus babacas e tendo sucesso.
Happy Birthday, Paul!!
O melhor entre os melhores.

Maio 14, 2008

Falando em Távola Redonda…

Arquivado em: sobre sons — Norma Spagnuolo @ 3:18 pm

Nos anos 70, Rick wakeman gravou um disco absolutamente sensacional sobre o assunto. Era o disco de vinil (mas tem em CD) :  ”Myths & Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table” .
Uma super produção, que segundo o próprio Rick, mesmo tendo vendido mihões de discos ao redor do mundo, o saldo financeiro ficou em 0 x 0 porque o custo foi muito caro. 
Deve ter sido mesmo. O disco tem a participação da “The English Chamber Choir”.
Consta que foi um fracasso retumbante de crítica e acho que os ingleses mesmo não gostam nadica do disco por acharem que é uma espécie de “mito e lenda britânicos contados para ignorantes” algo como nossa conhecida “macumba pra inglês ver”.
Eu gosto do disco. Principalmente da música  ”Guinevere” (mas a personagem em si, eu acho insossa pra caramba. Em todas as versões que conheço da lenda ).
Enfim, tem livro, tem filme e tem disco. Pra quem gosta, como eu, é um prato cheio.

Abril 20, 2008

Fita K-7 Virtual!!!

Arquivado em: sobre sons — Norma Spagnuolo @ 9:20 am

Hoje em dia, a gente compra um CD ou DVD e nele gravamos as músicas em formato MP3 que conseguimos fazendo download em sites que hospedam tais arquivos.
Olha quanta novidade para quem não tem 20 anos!! CD, DVD, download, site, arquivo, MP3…fora plugins, bluetooth etc etc etc… Quando que em 1980 eu ia imaginar que existiriam tais coisas ? Quando que eu ia imaginar que eu ia poder procurar com calma aquela canção especial que eu adoro e que só sei o nome do cantor e eu ia descobrir rapidinho e ainda baixar “de grátis” e gravar no meu computador para passar para meu MP3 player (ou I-Pod) ? Nunquinha! Isso, só no desenho “Os Jetsons”, se muito!!
Sou do tempo em que um gravador custava uma grana forte e precisava de fitas K-7 virgens, que embolavam dentro do gravador depois de velhas, estragando uma gravação conseguida depois de muito apagar porque o locutor da rádio insistia em colocar a vinheta da rádio no meio da música para não permitir gravações. OOOhh época mesquinha….
Mas fico feliz quando lembro da alegria que eu sentia quando conseguia uma boa gravação da rádio ou do toca-discos para mostrar para meus amigos e o povo me pedia uma cópia. Gastava-se um mundo de tempo para fazer uma fita “maneira”, mas jovenzinhos são sempre jovenzinhos e ficam felizes com coisas que consideramos bobocas quando ficamos adultos. Eu ficava feliz em gravar e mostrar músicas.
Não sei se essa jovenzinha que eu fui foi embora para dar lugar a uma jovem senhora que acha que prazeres simples são prazeres bobocas …eu ainda gosto de gravar músicas, mostrar, compartilhar e fazer cópias para os amigos. Será que esqueci de passar por algum ritual de passagem?
Bom, de qualquer forma, descobri hoje um site em que eu posso gravar fitas k-7 virtuais ! Posso enviar minha fita K-7 por e-mail para os amigos e também posso deixar a fitinha lá no site; também é possível colocar em alguns blogs (menos este…grrrr) e no Orkut.
Me diverti um bocado com esse novo brinquedinho virtual nessa noite de Sábado chuvoso, chatíssimo! E tem a vantagem da fitinha K-7 virtual não embolar !! Ah, e dá para personalizar o layout da fitinha também!
Deu curiosidade de ver ? Então, dê um pulinho no site. Tem que fazer um cadastrinho rapidíssimo(colocar um nome e uma senha) e, aí, fazer sua fitinha. Dá pra ver e ouvir as fitinhas de outras pessoas também. Acho que ainda faltam muitas músicas e artistas, mas parace que a coisa é nova e, posteriormente vão melhorando os serviços.
Minhas fitinhas são de norma.spg. Quem quiser ouvir, fique à vontade!
Bom, lá vai: http://www.mixwit.com/
Divirta-se !!!!

 

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