909 Noites Insones

Novembro 5, 2009

Destempero no aeroporto

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 4:35 am

A moça e seu marido, recém-casados, indo para a viagem de lua de mel na Argentina, chegam um pouco atrasados no aeroporto e não dava mais para embarcar.  Ela é médica e ele um policial federal.  Ela dá um piti, sobe na esteira de bagagens, diz que não vai sair de lá enquanto não embarcar e xinga os funcionários da companhia de “cachorros”, “mortos de fome” e “nego”. Alguém pede para um policial registrar o ato de preconceito e o policial diz que não houve flagrante e tal e não registra a queixa.
Tudo errado.
Erro # 1 : Chegarem atrasados porque todo mundo sabe que é preciso chegar uma hora antes para fazer o check-in, como está escrito no papel quando compramos as passagens.
Erro # 2 : Sentar na esteira de bagagens não adianta nada. O avião não passa pela esteira para decolar e malas podem ser despachadas em outros vôos se a companhia achar mais conveniente.
Erro # 3 : Perde-se a razão quando a gritaria começa e o atraso foi do passageiro e não da companhia aérea.
(perde-se a razão até mesmo quando a gritaria começa e a culpa é da companhia, não é verdade?)
Erro # 4 :  Gritaria não adianta nada nem quando estamos com a razão.
Erro # 5 :  “Mortos de fome” , ” cachorro” , ” nego”, etc são expressões de preconceito que geram cadeia,  além de ser uma forma de tratamento escrota, elitista de uma classe babaca que se acha acima do bem e do mal.
Erro # 6 : Encheu o saco das pessoas que estavam lá no aeroporto.
Erro # 7 : O policial que deveria acatar a queixa dos funcionários ofendidos, não o fez.  Quer mais flagrante do que o mostrado num vídeo? O vídeo não serve de testemunha? as pessoas presentes não servem como testemunhas?

Acho que é legítimo o direito à reclamação quando uma empresa pisa na bola. Sabemos que muitas empresas pisam feio e que se não reclamarmos, se não formos ao PROCON, no Juizado de Pequenas Causas, vira  ” casa da mãe Joana mesmo”.  Além do que, reclamar… protestar, é um ato de cidadania e é democrático.
O ato que a doutora praticou não tem cidadania. Descontou nos funcionários e deu voz ao seu lado burro e preconceituoso. Burro porque se ela é preconceituosa, problema dela. Mas quando vocifera isso com ares de sinhá, em praça pública, o problema é jurídico.
E convenhamos, né? não se espera um barraco desses de alguém que se acha acima do bem e do mal.
Como o Lobão já dizia: perdeu a pose.

Confira:

Novembro 4, 2009

Zomba, um Basenji cachorro cantor precisa de uma noiva

Arquivado em: Papinho, utilidade — Norma Spagnuolo @ 8:58 pm

Uma querida amiga minha tem um cachorro bem bacana, de uma raça que eu não conhecia: Basenji. Eu já a conhecia a algum tempo, mas não conhecia o seu cachorro. Um desperdício de tempo, pois é um cachorro maravilhoso, um pouco diferente dos outros cachorros. Adoro todos, mas esse é mesmo peculiar. Fiquei sabendo que a sua raça é conhecida como ” a raça do cachorro que não late “. E é verdade! Ele nunca late !! Em compensação, é um cantor nato. O nome dele é Zomba e ele adora aquela musiquinha da vitória do Ayrton Senna nas corridas. Ela faz “pá pá pááá” , catarolando o refrão da música e ele desanda a uivar, num som meio embolado na garganta e a plenos pulmões. Eu adoro ver e ouvir. É diferente do uivo dos cachorros que escutam sirenes ou querem conversar com os outros cachorros da vizinhança.
Pois bem, meu novo amigo Zomba tem uns 8 anos e ficou doente. Tirou o baço porque estava com um tumor enorme e, há pouco tempo, descobriu-se que é um linfoma. Mal conheci o ” rapaz ” e já fiquei triste pela possibilidade dele ir para o céu dos cachorros. Quando o vi, gostei dele de cara e ele não pareceu antipatizar comigo apesar de ter seu jeito reservado. Agora, conversamos bem e ele é um doce comigo. Ele tirou o baço, mas está espertinho, reagindo bem, comendo, bebendo água e, às vezes, brinca. Vai na rua fazer suas necessidades sem, aparentemente, sentir quaisquer desconfortos ou dores.
Em Julho deste ano perdi meu Pepe, meu amigo querido, que esteve comigo por 13 anos e me ajudou com seu companheirismo quando tive depressão muitos anos atrás. Vivi muito por ele naquela época e não é fácil perder um amigo silencioso e mesmo assim tão afetuoso, que nos fala de tantas maneiras.
Estou torcendo para que a quimioterapia funcione, que impeça qualquer expansão e extirpe qualquer seqüela do tumor que foi retirado junto com o baço.
Queríamos arrumar uma esposa para o Zomba, para criarmos um Zombinha. Será que alguém conhece uma Basenji descompromissada? O Zomba é chic, tem pedigree e essas coisas todas que uma noiva pretende do marido.
E que a musiquinha de vencedor seja uma metáfora para mostrar que o Zomba vai sair vitorioso nessa corrida pela vida. Dá-lhe,  Zomba!

Abaixo, umas fotos do Zomba, após a operação. Ele está bem, como podem ver.

Zomba_1

O bonito Zomba

Zomba_2

Um lindo Basenji cantor

Zomba_3

Zomba - um ótimo partido

Outubro 22, 2009

Demorou, Erasmo!!

Arquivado em: Dicas, Papinho — Norma Spagnuolo @ 6:49 am

 

erasmo-rockn-carlos
Saiu o novo disco do Erasmo: Rock `n`Roll e acabei de escutar no site
http://www.coqueiroverderecords.com/erasmocarlos/erasmocarlos.htm

Gosto pra caramba quando o Erasmo faz aquele seu roquenrou básico  e que ele andou deixando de lado em função das baladas mais pops românticas à la Roberto. Neste disco, pelo que ouvi – e que não farei download para comprar na loja – pude perceber um som atualizado tecnologicamente, arranjos modernos com instrumentos e recursos atuais sem serem modernosos e cheios de firulas inúteis que sufocariam a musicalidade natural de Erasmo.
Erasmo está na sua praia e me pergunto porque ele demorou tanto para fazer esse simples bem temperado, que é o que ele faz de melhor.  
Não sei, mas degustei as faixas (no site do link acima)  e me imaginei ouvindo o disco no carro, em casa, no mp3 player (depois que eu ripar o disco oficial)  e acho que será ótima companhia por um tempinho razoavelmente longo.
Faltava a Rita Lee se inspírar e fazer um disco  de rock como aqueles que ela fez com o Tutti Fruti, discos ícones, como o Fruto Proibído e o Entradas e Bandeiras, que apesar da sonoridade ruim deste último, têm uns roquezinhos muito bons também , como “bruxa Amarela”.
Fruto Proibído é  pelo menos pra mim, o melhor disco de rock brasileiro até hoje.
Mas isso é outro papo.
Antiguidade não é posto, mas ter idade mais avançada não significa decrepitude. Assim, os veteranos do rock brasileiro ainda têm bala na agulha musical e Erasmo está aí para provar isso.
Demorou, Erasmo!

Outubro 21, 2009

Um ano sem fumar

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 5:23 am

g1_cigarro_011Ontem , 20 de Outubro, fez um ano que parei de fumar. Que vou dizer? que me sinto bem? bom, isso é verdade. Me sinto mais animada, com a aparência melhor, meu rosto parece que clareou e as pessoas perceberam logo que parei de fumar, que a pele  ficou melhor. O perfuminho, parece que dura mais tempo e os cabelos não ficam mais com cheiro de cigarro. É fato. Mas também é fato que ainda me sinto vulnerável em relação a este vicio e tenho que recorrer ao meu horror de ser dependente de substâncias para poder resistir à tentação de acender um cigarrinho.

Antes de fumar, passei uma semana me reparando (e às minhas ansiedades) e percebi que, ao acender um cigarro em algum momento tenso, eu não resolvia o problema, não acalmava minha alma e apenas adiava por uns minutos (ou uma hora) a  atitude a tomar. E de quebra, ainda estava colocando um problema silencioso de falta de fôlego, suor, pressão baixa e hálito ruim na minha boca. Ou seja, o cigarro não adiantava nada. Só era cúmplice no meu ato de adiar as coisas.
Como eu ecoomizaria uma graninha, estava aí a última boa argumentação para eu deixar de fumar “ um dia” e esse dia chegou quando resolvi adiar acender o cigarro, como tantas vezes adiei decisões para depois de fumar. E assim, venci a ansiedade, dando uma volta no meu próprio mecanismo de defesa.
Estou até hoje para acender aquele cigarro que eu ia acender antes de encarar um trânsito. Esse adiamento é renovado quase todos os dias em que bate a vontade de fumar. Ainda me sinto uma fumante que não fuma e não uma ex-fumante.

Continuo sem evitar fumantes e seus ambientes enfumaçados (embora tenha menos fumantes e seus ambientes enfumaçados do que antes por causa das leis de combate ao fumo); não sou uma ex-fumante chata e repressora porque sei o quanto é difícil vencer um vício. Mas acho que vale à pena largar.
Ganha-se peso? ganha-se sim em função da substituição que se faz do cigarro por uma bala, bombom ou mesmo comida. Mas em compensação, aumenta-se a disposição para fazer atividades físicas.  Fiz Pilates um tempo e foi bem bom. Engordei 8 kilos e perdi um mundo de roupas, mas eu estava franzina de modo que não fiquei propriamente gorda. Se me incomodar muito, é só recomeçar com atividade física constante e ficarei com o peso adequado. Atualmente, eu perderia uns 4 kilos, mas só para tentar caber numas “roupitchas” que eu gostava muito e que estão muito justas.
 
Roubaram minha bicicleta em Março (coloquei a notícia num post de daquele mês), mas devo comprar  outra logo pro final do ano, mais simples, e pretendo pedalar bastante.
Sinto que minha musculatura ganhou mais tonicidade  e,  para namorar, melhora bastante também. Vai dizer que isso não conta pontos preciosos?!!  hehehehe

Enfim, pesando na balança, engordar um pouco foi quase nada de problema se comparado aos diversos ganhos que tive ao largar o meu bom e velho Carlton. Às veze, numa fase mais brava, chupo pastilha Niquitin de 2 mg. É ótimo. Ajuda bastante. Tem o chiclete Nicorete também e eu mascava no segundo mês, que foi quando senti mais falta. Mas faz bastante tempo que não masco mais.

Eu diria a quem quer parar de fumar: não planeje parar: pare agora antes de acender o próximo cigarro. Adie para “amanhã” acendê-lo. E segure a onda. Você pode. Eu pude e fumei por 24 anos.

Outubro 14, 2009

Ainda a Imbra e depois os cartazes cubanos

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 7:42 am

Amanhã, vou dar um pulinho lá no Centro Cultural Caixa Cultural, no centro da cidade, pra ver a amostra dos cartazes cubanos sobre cinema. O título completo ( e correto) da amostra é: CARTAZES CUBANOS – Um Olhar Sobre o Cinema Mundial. Trata-se de uma seleção de 80 cartazes produzidos entre a década de 1960 e o começo dos anos 1990 pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC).
Tomara que esteja um dia mais bonitinho porque andou fazendo uns dias bem ruins cá por estas bandas. Feriadão com chuvão, no Rio, é o Ó como diz um amigo meu.

Aliás, amanhã também vou na Imbra. Às vezes, nem eu acredito que o bendito tratamento que começou no finalzinho  do ano passado ainda não acabou. Já até paguei todo o tratamento e nada de acabar. Fiquei dois meses praticamente sem ir porque a doutora não tinha horário pra mim. OK. Se o problema é agenda, fazer o quê?

Eu poderia e até deveria processar a empresa porque entrei lá para colocar um implante no lado direito e vou sair de lá sem implante e com ponte nova no lado esquerdo, que precisei pagar apesar deles terem quebrado; mas meu desespero para sair daquele lugar é grande o suficiente para concentrar-me apenas em rezar e cooperar para dar tudo certo – o que eu já acharia lucro à essa altura dos acontecimentos. Depois, penso em levar o caso adiante para um bom advogado resolver. Mas antes,  preciso que dê tudo certo e, creio eu, para isso preciso cooperar com o profissional e não pressionar. Vá que ele fique nervoso ? (mas justiça seja feita: o profissional açougueiro que fez o implante errado e mal sucedido, não é o mesmo que me trata agora porque são especialidades diferentes). Estou apenas fazendo a ponte, mas desisti de fazer implante lá.
Desde o implante mal sucedido que mastigo apenas com o lado direito – o lado que eu ia fazer o tal implante – porque minha ponte do lado esquerdo está em manutenção para ser substituída por uma  nova que nunca fica pronta (e não quero pressionar pra não sair errado também já que está paga ).
Enfim, a estória é longa, mas eu  não recomendaria a Imbra de Botafogo nem para um inimigo se eu tivesse um. Aliás, recomendaria para o dentista que me deixou na mão quando eu vim de Saquarema morrendo de dor e ele não me atendeu no telefone apesar de ter-me dado o número pra eu ligar em caso de emergência.

Quando ele botou o pino cicatrizador, passei duas semanas à base de Ibuprofeno e deu aquele problema todo de voltar de viagem com dor, emergencialmente, direto pra Imbra, porque ele não atendeu mais minhas ligações (só atendeu uma vez e mandou ligar depois e sumiu do contato). Depois, fiquei 3 meses com o pino cicatrizador, sem dor. Mas quando ele foi colocar o implante, vi estrelas sem sair do chão.  Ele disse que eu  poderia tentar de novo, dois meses depois da tentativa frustrada de colocar o implante. Eu respondi:  — nem pensar porque não quero correr o risco de passar por isso de novo –  já que foi-me dito que tanto poderia dar certo quanto dar errado de novo.

Me pergunto às vezes: como pode ter dado “rejeição” se não fiz enxerto nenhum ? e se deu “rejeição”, como não poderia dar errado de novo ?

Mas vou lá amanhã e depois verei a exposição dos cartazes. Depois conto como foi em ambos os lugares.

Outubro 2, 2009

Rio 2016 sem catimba espanhola !!

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 5:20 pm

Caiu a última barreira internacional que faltava para o Brasil estar no mundo. O Rio vai sediar os jogos olímpicos e  não adianta chororô e catimba espanhóis. vai haver muito trabalho, mas vai haver melhorias, com certeza. É como escrevi no post anterior: alguma melhoria fica e alguma é melhor do que nenhuma. Na verdade, todo mundo torce pra que hajam muitas melhorias e que elas permaneçam.  
Lembro que na ocasião do PAN, andando de bicicleta na ciclovia do Maracanã, eu via um monte de carros de prestações de serviços de outros Estados estacionados lá perto.  O Rio vai trabalhar duro, mas como no Pan, não vai trabalhar sozinho. O Rio de Janeiro vai ganhar muito, mas o Brasil estará aqui e vai ganhar também. A América do Sul, idem.
Enfim, como o Lula disse: é a hora e a vez do Brasil.
E nossa auto-estima merece!
Uhuuuuu!! Riooooooo!

Torcida

Outubro 1, 2009

Na torcida para os jogos olímpicos

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 2:30 am

Rio_2016_candidate_city

Faltam bem pouquinho para sair o resultado sobre quem vai sediar os jogos olímpicos em 2016. Apesar dos pesares, serei sempre pelo Rio de Janeiro e a explicação é bem mais simples do que um mero bairrismo provinciano: é que sem ter jogos olímpicos, com certeza todas as porcarias do Rio vão continuar porcarias e com jogos olímpicos, algumas porcarias terão que ser consertadas obrigatoriamente. Provavelmente, nada de bom acontecerá se o Rio não for escolhido e penso cá com meus botões que não estamos aqui no Rio em condições de abrir mão de alguma coisa boa sequer. Tipo: “raspas e restos nos interessam”. Não temos condições de abrir mão de nenhuma ínfima melhora e temos que brigar pelas coisas. 
Garotinho e sua incompetência notável, empobreceu o Rio de Janeiro de todas as maneiras possíveis durante os 8 anos em que sua malta sórdida e de rapinagem estiveram por aqui.
Como fazer para atrair os empresários, melhorar esse quadro horroroso?  Lembro dele, o então candidato Garotinho, dizendo com aquelas bochechas sadias, coradas, que era especialista em segurança pública, que havia feito curso de segurança nos EUA e bla blá blá…O Rio está quase uma Gotham City!!!!! Na época, seu diretor da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi o Álvaro Lins! Santa ingenuidade, Batman!
Com jogos olímpicos, tem-se a esperança de reforço financeiro para cuidar de todas as coisas sem que pareça um cobertor cobrindo um lado e despindo outro. Na boa, não sou por nenhum político que aqui está, mas eles estão descascando um abacaxi dos grandes. Quem pode resolver em um mandato o estrago que o boboca do Garotinho e sua digníssima esposa fizeram aqui em dois? shazam ? fada madrinha?  Torcer contra os caras, é atirar no próprio pé de novo.

Então, penso que é um erro dizer que o Rio precisa de tudo e vai gastar dinheiro  que não tem com jogos e deixar o resto às moscas. Às moscas já estamos, as coisas já estão e sem jogos olímpicos iríamos levar mais tempo ainda  para limpar as diarréias políticas de Garotinho.
— Ah, mas vão melhorar coisas que depois não vão manter…uns dizem. Pera lá. É se organizar e exigir, reclamar, se mover. Deixar tudo para o governo decidir por mim e por você é  sempre muito cômodo e depois é que não se pode reclamar.
Quando Collor pediu branco na janela, sem nenhuma organização o povo colocou pano preto na janela. Ele pegou a viola, colocou no saco e se mandou. Coisa emocionante.
Se o Eduardo Paes mandasse acabar com feriadão de Carnaval, logo logo ia rolar movimento aqui pra tirar o moço da cadeira…então é questão de vontade popular também e não apenas vontade política de quem tem poder de dar canetada, certo?
Acho que é melhor deixar virem os jogos olímpicos e, até lá, vamos tentar votar com consciência e ampliar nossa percepção sobre os problemas e coisas bacans da cidade, nossos bairros, distritos, etc…acho que, assim, teremos maturidade cidadã e condições de exigir coisas e, então,  manter as melhorias que forem feitas aqui.

Setembro 10, 2009

O solucionador de problemas

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 4:15 am

milagreiro do bom 
Se ele cura cogestã, então é bom mesmo…hahahaha

Aranha Heteropoda davidbowie

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 4:08 am

davidbowiearanhaDavid Bowie teve uma fase gay e de aparência andrógina,  entre 1969/1973 e, em 1972, ele lançou um disco chamado The Rise and Fall of Ziggy Stardust and Spiders from Mars  (disco que adoro).
Ziggy Stardust, nesse período, era seu alter-ego carregado de maquiagem e um certo ar debochado. Não sei porque a associação com a aranha ou mesmo o porquê de um aracnídeo marciano, mas deve ser coisa de ácido, alucinação, delírio ou uma certa viadagem com fleuma britânica psicodélica. Mas o som fez sucesso e quem diria, David acabou inspirando, nos dias de hoje, o especialista alemão em aracnídeos, Peter Jägen, que descobriu na Malásia uma nova espécie  de aranha – grande e de pêlos amarelos – e a ela deu o nome Heteropoda davidbowie.

Se fosse levar em consideração mesmo a fase andrógina e gay do Bowie, deveria então batizar o aracnídeo de homophoda davidbowie, mas seria muito escracho e o pobre bicho não merece esse estigma, como os mamíferos burros são confundidos com seres desprovidos de inteligência e é sabido que os burricos são inteligentes.

Não creio que o Bowie ia querer ter em casa um exemplar desta aranha (ou qualquer outra) , mas deve estar feliz por ter seu nome imortalizado num ser vivo que mora na natureza, longe das drogas sintéticas dos roqueiros de mentirinha e maquiados dos anos 70.

Depois daquela fase, David foi melhorando cada vez mais a aparência e hoje é um senhor pra lá de bonitão, casado há anos com a modelo africana Iman. 

Rock Band Beatles e Mini Documentário de Rubber Soul

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 3:16 am

Hoje teve o lançamento do game Rock Band dos Beatles. Não teve, até onde sei, fila de madrugada nas grandes lojas e acho que isso é um bom sinal, pois seria estranho haver algum tipo de Beatlemania em pleno século XXI.

The Beatles: Rock Band estará disponível para PlayStation 3, Wii e Xbox 360 pelo preço de R$ 269 (apenas o jogo, sem instrumentos – é possível utilizar os do Rock Band 2).
As outras versões chegarão ao país no início de novembro, com preço sugerido de R$ 1.999,90 para a versão limitada e R$ 799,90 para as versões com as guitarras Gretsch, modelo da Guitarra de George Harrison  ou Rickenbacker, modelo da guitarra do John Lennon. Acho que terá a versão do baixo-violino de Paul, marca Hoffner.

O jogo será vendido em supermercados e lojas do varejo, como Carrefour, FNAC, Americanas, Saraiva, Submarino e Walmart.
Estou bem curiosa pra ver como funciona.

Dizem que a Yoko perturbou um bocado a paciência dos designers dos jogo, mas se não tivesse acontecido isso, não teria sido Yoko Ono. Em tudo ela dá pitacos, que nem na época do final dos Beatles em que fazia sugestões até nas músicas da parceria Lennon/McCartney, causando furor nos estúdios da Abbey Road.

Também existe um mini-documentário sobre o disco Rubber Soul (Alma de Borracha) dos fab 4. Gosto muito desse disco, que o John chamava de o disco do ácido, pela fase pela qual que eles estavam atravessando, de experimentar tal substância que distorce a realidade percebida. Uma fase após a descoberta da maconha, época do filme Help! (eles não coseguiam decorar uma frase do script e só riam durante as gravações, segundo o próprio Paul). Mas sem dúvida, o Rubber Soul tem uma sonoridade bem mais adulta e as letras saíram da fase “eu choro por uma garota”, “uma garota me ama”.

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