Noutro dia, lá na livraria Saraiva, na parte de CDs, vi a trilha sonora do filme ” Quando o Carnaval Chegar” do sempre maravilhoso (e meu cineasta brasileiro favorito) Cacá Diegues. Lembrei de ter assistido o filme na TV uns tempos atrás e do quanto fiquei encantada com a alegria no desenrolar da estória (e dos atores, que eram nada mais, nada menos do que Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão). O clima era de uma alegria contagiante. Lembro que eu pensei, enquanto assistia o filme, que eles deviam ter-se divertido muito ao gravarem as cenas. O filme é de 1972.
Maria Bethânia e Chico fizeram juntos um disco ao vivo no Canecão, em 1975 e minha irmã tinha ganho aquele disco do namorado dela da época, mas quem usufruiu muito o mimo, fui eu. Chico e Maria Bethânia juntos têm uma química qualquer rolando entre eles porque sempre passam uma energia interessante.
Mas voltando ao filme, é a estória de três cantores que não são sucesso nas rádios, mas conseguem um contrato para se apresentarem em homenagem a um rei que chegará na cidade durante o carnaval. Eles não se apresentam, em função de problemas, mas voltam a se juntar para fazerem apresentações mambembes.
Estou colocando aqui, para tocar na vitrolinha, a música “Mambembe”, que faz parte da trilha do filme. Junto, vai a letra da música e a cifra para violão bem como um vídeo do filme que peguei no Youtube.
Mambembe
(Chico Buarque)
Intr.: D7M / F6/9 / Bb7M / A7 / D7M / F6/9 / Bb7M / A7 /
D7M F6/9 Bb7M A7
No palco, na praça, no circo, num banco de jardim
D7M F#7/C# Bm7 F#7 G6
Correndo no escuro, pixado no muro Você vai saber de mim
A7 F#m7(b5) B7(b9) E7(9) C7(9) F#m7 F7(13)
Mambem__be, ciga________no Debaixo da pon_____te, cantan____do
Bb7M A7 D7M C#m7 E7(9) A7(13) D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do Na boca do po_____vo, cantan___do
F6/9 Bb7M A7
Mendigo, malandro, moleque, mulambo, bem ou mal
D7M F#7/C# Bm7 F#7 G6
(cantan___do) Escravo fugido ou louco varrido Vou fazer meu festival
A7 F#m7(b5) B7(b9) E7(9) C7(9) F#m7 F7(13)
Mambem__be, ciga________no Debaixo da pon_____te, cantan____do
Bb7M A7 D7M C#m7 E7(9) A7(13) D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do Na boca do po_____vo, cantan___do
F6/9 Bb7M A7
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu
D7M F#7/C# Bm7 F#7 G6
(cantan___do) Dormindo na estrada, não é nada, não é nada E esse mundo é todo meu
A7 F#m7(b5) B7(b9) E7(9) C7(9) F#m7 F7(13)
Mambem__be, ciga________no Debaixo da pon_____te, cantan____do
Bb7M A7 D7M C#m7 E7(9) A7(13) D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do Na boca do po_____vo, cantan___do
F6/9 / Bb7M / A7 / D7M / F6/9 / Bb7M / A7 / D7M /
Já que no post anterior falei do roqueiro Erasmo, resolvi tocar na vitrolinha um popsambalanço dele, dos anos 70. Poderia colocar um rock, mas achei bacana mostrar o outro lado deste compositor que poderia embrenhar- se em qualquer tipo de som que resolvesse fazer.

Noutro dia, passeando pelas ruas musicais da internet, deparei-me com essa canção. Cada dia me convenço mais de que a nossa energia atrai as coisas todas: os problemas, as soluções, as canções, as imagens, os amigos, os desafetos e tudo o mais que existe e que precisa ser encontrado para que um pequeno foco de luz se esparrame humilde e certeiro em cima da nossa cabeça. Sooner or later.
Pra quem um dia sentiu sua alma longe e depois de muito tempo começou a resgatá-la. Para quem se viu extraviado por susto, imposição ou vontade e resolveu que era hora de voltar…
Não faz muito tempo, assisti no cinema o filme Paris, do diretor Cédric Klapisch, com Juliette Binoche e Fabrice Luchini – este último, está em cartaz atualmente com o filme “A garota de Mônaco” e eu o achei muito bom ator. Este ator foi o que fez a dança engraçada e patética numa cena hilária entre ele e sua namorada ninfeta no filme Paris. Eu falei aqui no blog deste filme, mas não havia comentado a trilha sonora.
Desde semana passada que não toquei nenhum som, mas isso se deu por causa das preocupações e cuidados com meu cachorro Pepe, amigão de 13 anos, que tá tão doentinho. Mas tenho lido e enquanto não durmo, observando-o, estou lendo um livro psicografado de um artista que não assina, mas é tão óbvio de quem se trata que ele nem precisa assinar mesmo. O medium que psicografou se chama Robson Pinheiro, medium para autores espirituais de muitos livros ótimos e autor de uns outros bem bacanas também. No meu singelo blog de livros universalistas –
Ontem o dia foi tumultuado e não deu pra tocar um som na vitrolinha, mas hoje é um novo dia e estou quase zen. Por isso vou tocar Milton Nascimento. Mais precisamente, o Milton dos anos 60/70, quando fazia também discos com o “Clube da Esquina” e acompanhado do ” Som Imaginário”.
