909 Noites Insones

Agosto 18, 2009

Fora do Olimpo dos Perfeitos

Arquivado em: Ilustrações, Poesia — Norma Spagnuolo @ 6:07 am
Horizonte Liberado

Horizonte Liberado - Norma Spagnuolo

Sonhos abortados
e realidade travestida
 de vida sossegada,  de vida bem sucedida
A vida sem paixão,
com lua de cenário teatral
e o calor que nos sufoca não é o mesmo que vem do sol.

Nenhum risco a correr
também quer dizer nada a ganhar:
seu medo de perder
meu medo de vacilar

(mas) Quanto se erra achando que não?
Quanto se acerta sem saber?
Eu queria tanto poder te mostrar…

O fato é que a gente está do lado de fora
 do olimpo dos perfeitos
e não há nada que a gente faça, baby,
que vá mudar isso.

Eu erro porque quero,
porque vou pro “céu”,
erro por fragilidade,
erro porque vi de perto o inferno
 da nossa humanidade.

Não sabe que a  gente sempre vai ficar abaixo de Deus ?

Quanto se erra achando que não?
Quanto se acerta sem saber?
Eu queria tanto poder te mostrar…
Melhor seguir adiante

Norma Spagnuolo

Julho 2, 2009

Uma das imagens do zine

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 4:03 am

Noutro dia, achei um desenho que ganhei  de uma amiga. Foi feito a lápis e eu adorei, mas tinha um probleminha: foi feito sobre folha pautada. Eu queria muito usá-lo em algum trabalho e o jeito foi tratar a imagem (com cuidado para não alterar o traço original) e deixá-lo pronto, sem pautas, para o momento propício. Acho que vou usá-lo no zine de arte & literatura. Parece-me que tem tudo a ver com o assunto a ser abordado (anos 20).
Abaixo, o resultado… a ilustração (digitalizada) da minha amiga Selma R.R.
Sou muito fã do seu traço elegantíssimo e, ao mesmo tempo, sem excessos.

 de: Selma R.R.

de: Selma R.R.

Junho 24, 2009

Pedrita e os trampolins móveis

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 2:43 am
Pedrita Procurando Kandinsky
Pedrita Procurando Kandinsky

 Descobri uma forma de ter inspiração: sempre que as idéias desaparecerem, vou imaginar meus animais  de estimação fazendo algo inusitado, surreal, que só pudesse acontecer no papel. Se eu não me inspirar, no mínimo darei boas risadas.
Para o desenho acima, inspirei-me na minha gata Pedrita que não queria desgrudar do meu lado e eu não estava conseguindo ter uma idéia pra rabiscar, mas estava super a fim de fazer algo. Então,  eu a imaginei numa espécie de trampolim quadriculado. Se ela pular, cairá num buraco negro (no caso, colorido) do universo. Mas ela não vai porque ela é muuuuiito esperta.
Pulando de  planeta em planeta ela vai voltar pra casa.
Inventei uma estorinha e desenhei um cena.

Junho 14, 2009

Ruídos Brancos e Rabiscos em Preto

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 6:58 am
Nanquim - 21 x 29 cm

Nanquim - 21 x 29 cm

Não teve jeito: fui lá no ORKUT e fiz nova página  porque senti falta de meu feudo virtual antigo. Já coloquei lá a foto de meu último delírio pictórico, que fui fazendo durante as últimas três aulas lá na Pós.
Taí do lado o resultado. Fazer este rabisco me manteve acordada  e atenta na aula  por três manhãs de Sábados.
Sou daquelas pessoas que escutam a aula e quase não olha muito pra quadro, professor, porta, ar condicionado, etc. Apenas sento lá e começo a rabiscar enquanto o professor fala e me sinto mais atenta do que se eu estivesse olhando pra ele pois, provavelmente, ia me dar um sono doido se eu ficasse olhando para ele falando lá na frente.  Não é nada contra os professores, apenas sinto sono ou viajo enquanto eles falam e eu olho.
Certa vez,  falei com um psiquiatra sobre isso, pois eu estava lá falando sobre meu péssimo hábito de dormir muito tarde e ser desatenta e queria saber se pela experiência dele, eu seria considerada doida e ele não apenas disse que não sou doida, como disse que eu presto mais atenção às aulas (enquanto desenho) por causa de uma coisa chamada “ruído branco”, que é uma espécie de atividade mental funcionando em primeiro plano, não deixando eu me concentrar no evento principal, objeto de meu maior interesse que é a aula. Disse que é razoavelmente comum, mas que a maioria das pessoas que são assim, não percebem. Claro que também tem o fato de eu ter déficit de atenção e isso agrava um pouco mais o “chiado mental” que distrai o foco (eu acho que é desvio de atenção e não déficit de atenção, mas tudo bem…). O fato é que depois que fui nele e ele disse que isso é mais perceptível por causa do déficit de atenção, fiquei mais tranquila. Andei tomando Ritalina uns anos, mas eu estava emagrecendo demais e, depois de um tempo achava que não fazia efeito e parei.
Hoje em dia,  estou menos agitada e mais atenta, mas me organizei melhor, anotando um monte de coisas que antes eu tinha tendência a esquecer.
Acho que se todas as aulas forem teóricas, de ouvir conteúdo da matéria, devo ter um numerozinho bom de desenhos de 3 em 3 semanas para mostrar aqui.
Vou vetorizá-lo e transformá-lo em cartão postal para imprimir. Mas o tamanho original é 21 x 29 cm.

Junho 10, 2009

No Museu da República e no interior

Arquivado em: Ilustrações, Papinho — Norma Spagnuolo @ 3:55 am

estatua3Hoje,  dei uma passadinha  lá no Museu da República / Palácio do Catete  (onde o ex-presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio) e dei umas voltinhas entre os patinhos e banquinhos. É um lugar muito sossegado que tem aqui na cidade e gosto de ir lá de tempos em tempos, mas não gosto dessa estátua – que só fotografei pra mostrar aqui no blog.  Deve ter algo a ver com  estilo de época, Indianismo, sei lá o quê, mas acho violentíssima essa obra: Um curuminzinho matando uma pantera negra ou onça…tudo errado. Criança não tinha que aprender a caçar e felinos não são comestíveis, portanto, pra que matá-los? Além do que, por que retratar coisa tão violenta ? eu preferia ver uma Yara, mãe-d`água sentada numa pedra perto do lago, com uma onça ou pantera negra sentada ao lado, como sua protetora. Teria a ver com Brasil e Amazonas,  folclore e tal e não é uma imagem violenta.
Na época,  devia ser bacana falar de matar espécies da nossa fauna e flora, que era coisa de homem valente e viril. Ainda bem que o tempo urge, a fila anda e os costumes se modificam um pouquinho a cada década, que seja…
Lá pelo ano de 98/99, eu estava morando no interior, num sítio perto de uma montanha que, teoricamente, era protegida pelo  IBAMA . Uns vizinhos iam lá na mata matar tatu e quando eu ouvia um tiro, meu coração já se entristecia  e tinha dias, que mais sensível, eu chorava ou dias, mais atarantada, eu ficava injuriada. cheia de raiva. Um dia, numa conversa à toa, surgiu o papo de caça e perguntei pra um dos meus vizinhos, o que mais matava tatus e bichinhos pequenos da mata, o porquê dele fazer aquilo se ele dava para as pessoas e não comia, já que ganhava dinheiro tirando terra de alguns morros para vender em seu caminhão (vendia material de construção também). A resposta do moço foi essa: — ” Olha Norma, não fumo, não bebo, não uso droga , não gosto de futebol e nem traio minha mulher. Então, caço uns “tatuzim” de vez em quando e nem como…dou pros vizinhos que comem…”
Fiquei com cara de paisagem um tempo, sem acreditar no que eu ouvia e por fim falei pra ele: e o que que o  tatu tem a ver com isso ? 
Ficou um clima estranho e tenho medo de “coronezinho bonzinho” e deixei pra lá. Saí pra casa chateada por saber que não ia mudar a mentalidade dele, não importa o que eu falasse,  e ainda ia arrumar um inimigo.
Mas dentro daquela mentalidade predadora, o fato dele não fazer coisas que ele atribui a um sujeito “do mal” (beber, fumar, trair a mulher e ver futebol,) o credenciaria a matar um bichinho (ou centenas de bichinhos), que vivem em paz na mata.
Essa é uma das razões de eu não ter gostado de viver no interior. Se você fôr algo diferente de macho, adulto, branco e católico e que fale grosso, já era. Basta ser homem correto (no sentido de não gostar de ser predador) , que não goste de violência, mulher, bicho ou planta e você está sujeita (o) a sofrer algum tipo de agressão, mais cedo ou mais tarde, por esse tipo predador e que se acha cheio de razão para ser assim.
Prefiro morrer de fumaça de monóxido de carbono na cidade.

Mas enfim…quem quiser ver mais fotos, é só ir lá no meu flicker. O endereço está aqui do lado direito.

Junho 4, 2009

Trem-bala Rio x Campinas – 2014

Arquivado em: Ilustrações, Papinho — Norma Spagnuolo @ 2:31 pm

Acabei de abrir meu jornalzinho matutino e dei de cara com a notícia de que o governo federal apresentou o traçado do trem-bala que vai ligar o Rio à Campinas (SP), em 2014, para a copa do mundo. A Estação Leopoldina será o ponto de partida aqui no Rio e já não era sem tempo darem a ela uma função decente, pois o prédio histórico, tão bonito, fica lá quase às moscas. Acho que ainda saem de lá uns trens de carga,  mas já estive lá uma vez para pegar um trem absurdamente lento para Guapimirim, que não era de carga, mas um pangaré à vapor do tempo do Imperador (sem o charme  da boa e velha maria-fumaça).
Enfim, o trajeto será este, segundo o jornal O DIA (saindo do Rio de Janeiro para Campinas):
Leopoldina – Aeroporto Tom Jobim (Galeão) – Volta Redonda  (trecho carioca)
Aparecida – São José dos campos – Guarulhos – Campo de Marte -  Jundiaí -  Aeroporto de Viracopos/ Campinas (trecho paulista)

Ainda  segundo o jornal noticiou, a Dilma Roussef disse que a viagem está prevista para durar um pouco mais de uma hora e o valor da obra está estimado em U$ 11 bilhões. A licitação será realizada no início do segundo semestre.

Há pouco tempo atrás li que uns japoneses consultados para as obras afirmaram que seria necessário construir junto com a linha, toda a infra-estrutura e também coisas que melhorem os serviços, não apenas os trilhos e a estação. Assim, teriam que fazer estacionamento, shopping, postos de serviços diversos, cinema, pracinha…
Se fizerem a coisa direitinho, vai ficar muito bom não só para  torcedores durante a Copa de 2014, mas para cariocas e paulistas que são assíduos da ponte-aérea e que terão uma alternativa para viajar; e quem tem medo de voar, ficará imensamente agradecido pela nova solução.
O preço da passagem será um pouco mais caro do que o valor promocional de avião. No ano passado, li que seria algo em torno de uns R$ 200,00 e acho caro, mas existe algum meio de transporte barato no Brasil além de carroça de bois ?
vamos aguardar…
Abaixo, o esqueminha que estava no jornal
trem_bala

Maio 30, 2009

Capa de Cd do Elvis Costello

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 7:38 pm

Está para sair o novo disco do cantor Elvis Costello (que além de ser compositor, é também marido da cantora Diana Krall). A capa do disco ficou a cargo de um ilustrador chamado Tony Millionaire. Achei interessante apesar de não ver ligação entre “o sagrado, o profano e a cana de açúcar” na composição da imagem.

Capa de : Tony Millionaire

Capa de : Tony Millionaire

Maio 26, 2009

Minha Vitrolinha – Mama Cass

Arquivado em: Ilustrações, Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 10:08 am

vvit

Dream a Little Dream of Me
Mama Cass

Já terminei dois dos onze  postais do tema “Dreams” que vou enviar lá para Austrália.(tem um post sobre isso aqui no blog para todo mundo que quiser participar).
Isso me lembrou da música Dream A little Dream of Me, que a Mama Cass, do extinto Mamas and the Papas cantou tão lindamente. E como ontem foi dia da vitrolinha, coloco hoje para tocar, um pouquinho só atrasada.
Abaixo da letra da canção, está um dos postais, que chamei aqui de sonho azul.

Stars shining bright above you
Night breezes seem to whisper “I love you”
Birds singing in the sycamore tree
Dream a little dream of me
Say “Night-ie night” and kiss me
Just hold me tight and tell me you’ll miss me
While I’m alone and blue as can be
Dream a little dream of me
Stars fading but I linger on, dear
Still craving your kiss
I’m longing to linger till dawn, dear
Just saying this
Sweet dreams till sunbeams find you
Sweet dreams that leave all worries behind you
But in your dreams whatever they be
Dream a little dream of me

dreams1web

 

 

 

Maio 25, 2009

O Poster e o Trailer – Alfie – 1966

Arquivado em: Filminhos, Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 9:48 pm

Alfie - 1966 (com Michael Caine)

Conforme eu escrevi noutro dia, vou colocar aqui no blog uns posters de filmes dos anos 60. 
Este aqui acima, é o poster inglês original do filme Alfie, com o ator maravilhoso, Michael Caine; o primeiro Alfie, pois há uns poucos anos atrás, fizeram a versão com o ator Jude Law, que apesar de ser muito bom e muito bonito, não tem metade do carisma de Michael Caine.
Nesta versão de 1966, o filme tem música tema de Burt Bacharah e tem no seu elenco a Shelley Winter (do filme O destino de Poseidon, primeira versão – caramba! como tem remake! será falta de bons roteiristas??) e tem a Jane Asher, que era a namorada do Paul McCartney e que veio a ser sua noiva em 1968 (mas quem levou o bonitão pro altar foi a Linda Eastman, em Março de 69).
No canal TCM, da Sky, só passa filmes antigos, que eles chamam de Classic, e é bem capaz de reprisar este clássico do cinema inglês. E o filme é em Technicolor!  
Tem uma cena em que o Alfie está com aquele olhar “que tédio… mulher reclamando” e de repente, na mesma hora, muda para um olhar marejado de lágrimas retidas, como quem pensa:  — meu Deus, o que foi que fiz? que coisa triste” . É a cena em que ele se toca que a menina ingênua que ele seduziu acabou de fazer um aborto caseiro. Ela não era mais uma menina ingênua e sim, uma mulher amargurada e triste. Michael Caine fez essa cena sem parecer piegas e sim como um canalha irresponsável comovido.  O diretor deu close no rosto dele nesta cena e a mudança de expressão no olhar, tão rápida e tocante, foi uma das cenas mais comoventes que já vi no cinema e é esse tipo de atuação que faz parecer covardia comparar a atuação de Michael Caine com a de Jude Law.
Mas enfim, mostrei o poster e abaixo está o trailer também original, para fazer parzinho…
Se um dia passar na TV, não perca!

Maio 21, 2009

Onça-pintada preta se escondendo

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 10:57 am
Aquarela e nanquim -  Postal
Aquarela e nanquim – Postal

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
  Onça-pintada preta, se escondendo.
 

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