909 Noites Insones

Novembro 27, 2009

O Grande Lebowski

Arquivado em: Filminhos, Papinho — Norma Spagnuolo @ 3:30 am

Numa dessas madrugadas de calorão, estava aqui em casa procurando alguma coisa boa pra ver na TV já que o sono tinha ido para as cucuias e  calhou de passar um filme estranhamente bacana com o Jeff Bridges: O Grande Lebowski. O sujeito é largadão, parece que vive à margem e sempre liga o “dane-se” quando a coisa fica pior do que deveria. Não é um completo irresponsável, mas sai totalmente daquele clichê de personagem americano que não pode ser um “looser”, que necessariamente deve ser um “winner” em todos os sentidos. Filmes americanos só falam em “loosers e winners”, se você reparar bem.
O personagem, muito bem intrepretado pelo Jeffe Bridges , lembrou-me do escritor americano Charles Bukowski e seu alter-ego Henry Chinaski (até na aparência). E como adoro Bukowski, não podia deixar de adorar Lebowski.
O que há de legal no Chinaski e no Lebowski (consequentemente em Bukowski) é que o todos eles parecem à margem da sociedade americana ou de qualquer rótulo de classe média de qualquer lugar: é um sujeito que vai vivendo, tem momentos risíveis na vida, como todos temos, e tudo passa e não tem graça embora não seja deprimente, nem existe razão para conflitos existenciais, nem gere tristezas analisadas, tipo “onde errei”. É como se ele soubesse e vivesse dentro dele uma verdade simples para todos: a vida é dura e pronto: tenho que sair dessa “fucking situation…” Como Raul Seixas escreveu numa música:  ”não pense que a cabeça aguenta se você parar”. E Lebowski vai vivendo situações esdrúxulas, surreais, com tipos esquisitos ( até mais do que ele ) e, no entanto, continua dia após dia tentando resolver o caso que ele tem que resolver, pois confundiram sua pessoa desocupada – e em paz com isso –  com um milionário do mesmo sobrenome que vive envolvido com gente barra pesada. Nada poderia ser  pior para um sujeito que só quer passar seus dias em paz, jogando boliche e ouvindo rock dos anos 60.
Lebowski não tem essa de “vida interior profunda”. É um sujeito que quer sossego e eu o colocaria numa sala com Tim Maia, um autêntico “Lebowski” brasileiro. Ou, pelo menos, é a única figura brasileira que consigo pensar como uma espécie de ”anjo escrachado”, da categoria do trio Bukowski, Chinaski & Lebowski”. 
Jeff Bridges está ótimo no filme e John Goodman perfeito como seu amigo que foi ao Vietnam e voltou seqüelado total. Julianne Moore, diferente como uma artista de vanguarda e John Turturro, excelente, como um sujeito muito escroto (perdoem o termo, mas não tem outra palavra…quem assistir, vai me dar razão). Uma comédia nonsense, com ótima trilha sonora e risos garantidos. Tomara que passem mais filmes legais assim nas noites insones, cheias de calorão.
Abaixo, o trailer do filme.

Música no trailer: Kenny Rogers & The First EditionJust Dropped In (to see what condition my condition was in)

Novembro 12, 2009

Minha Vitrolinha: Mambembe

Arquivado em: Filminhos, Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 4:39 am

vvitNoutro dia, lá na livraria Saraiva, na parte de CDs, vi a trilha sonora do filme ” Quando o Carnaval Chegar” do sempre maravilhoso (e meu cineasta brasileiro favorito) Cacá Diegues. Lembrei de ter assistido o filme na TV uns tempos atrás e do quanto fiquei encantada com a alegria no desenrolar da estória (e dos atores, que eram nada mais, nada menos do que Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão). O clima era de uma alegria contagiante.  Lembro que eu pensei, enquanto assistia o filme, que eles deviam ter-se divertido muito ao gravarem as cenas. O filme é de 1972.
Maria Bethânia e Chico fizeram juntos um disco ao vivo no Canecão, em 1975 e minha irmã tinha ganho aquele disco do namorado dela da época, mas quem usufruiu muito o mimo, fui eu.  Chico e Maria Bethânia juntos têm uma química qualquer rolando entre eles porque sempre passam uma energia interessante. 
Mas voltando ao filme, é a estória de três cantores que não são sucesso nas rádios, mas conseguem um contrato para se apresentarem em homenagem a um rei que chegará na cidade durante o carnaval. Eles não se apresentam, em função de problemas, mas voltam a se juntar para fazerem apresentações mambembes.
Estou colocando aqui, para tocar na vitrolinha, a música “Mambembe”, que faz parte da trilha do filme. Junto, vai a letra da música e a cifra para violão bem como um vídeo do filme que peguei no Youtube. 

Mambembe
(Chico Buarque)

Intr.: D7M / F6/9 / Bb7M / A7 / D7M / F6/9 / Bb7M / A7 /

D7M             F6/9                 Bb7M           A7
   No palco, na praça, no circo, num banco de jardim
D7M              F#7/C#          Bm7       F#7             G6
   Correndo no escuro, pixado no muro Você vai saber de mim
      A7        F#m7(b5)  B7(b9)               E7(9)   C7(9)      F#m7  F7(13)
Mambem__be, ciga________no       Debaixo da pon_____te,     cantan____do
                Bb7M  A7      D7M  C#m7             E7(9)  A7(13)      D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do    Na boca do po_____vo,     cantan___do

           F6/9               Bb7M             A7
Mendigo, malandro, moleque, mulambo, bem ou mal
       D7M              F#7/C#           Bm7         F#7             G6
(cantan___do) Escravo fugido  ou louco varrido Vou fazer meu festival
      A7        F#m7(b5)  B7(b9)               E7(9)   C7(9)      F#m7  F7(13)
Mambem__be, ciga________no       Debaixo da pon_____te,     cantan____do
                Bb7M  A7      D7M  C#m7             E7(9)  A7(13)      D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do    Na boca do po_____vo,     cantan___do

         F6/9             Bb7M                A7
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu
       D7M                  F#7/C#                   Bm7         F#7             G6
(cantan___do) Dormindo na estrada, não é nada, não é nada E esse mundo é todo meu
      A7        F#m7(b5)  B7(b9)               E7(9)   C7(9)      F#m7  F7(13)
Mambem__be, ciga________no       Debaixo da pon_____te,     cantan____do
                Bb7M  A7      D7M  C#m7             E7(9)  A7(13)      D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do    Na boca do po_____vo,     cantan___do

F6/9 / Bb7M / A7 / D7M / F6/9 / Bb7M / A7 / D7M /

Setembro 12, 2009

Sean Penn e Harvey Milk

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 6:13 am

claquete909Noutro dia, peguei lá na locadora o filme MILK, do diretor Gus van Sant sobre o primeiro político assumidamente gay dos EUA a ser eleito por voto direto. Não foi a temática gay que chamou a  minha atenção, mas o fato de ter Sean Penn no papel título. Nunca imaginei Sean Penn gay, nem em filme. Acho que o ex da Madonna tem cara de homem, jeito de homem, maneira de falar nas entrevistas, de homem, e achei que seria bem interessante ver sua leitura para um personagem real gay.
Há muitos anos atrás, fiz escola de teatro e eu era bem ruim. Não sei se por uma incapacidade absoluta de decorar mais de duas frases ou pela deficiência em buscar dentro de mim o tom das tintas dos personagens que eu deveria interpretar. Mas lembro bem que o professor dizia que tinhamos de achar dentro de nós a nossa maneira de sermos outra pessoa e para isso, tinhamos que nos tornar craques na arte de observar as pessoas. As outras pessoas seriam nossa fonte de inspiração para compôr os maneirismos de personagens diversos. Complicado, eu pensava…ou me baseava nos outros ou na minha intuição, na minha leitura. Não importa. Não se pode acertar em  todas as escolhas, certo?
 Não sei se existe algum filme com o personagem original que pudesse servir de fonte de observação para o ator ou se este teve que basear-se em seus amigos ou conhecidos gays para poder descobrir em si mesmo, o “gay exato”, da textura de Harvey Milk. Mas com certeza, MILK é o filme de Sean Penn e seu Oscar foi merecido. 
Apesar de ter um rosto másculo, acho que Sean Penn poderia passar a idéia de ser um ator americanóide estúpido e grosso, mas não tem-se mostrado assim e nem ignorante e reacionário como o americano mediano; na verdade, ele sempre está mais para oposição das coisas americanas do que a favor. Quase um comuna.
Não adorei o filme e não sei se é por causa da direção de Gus van Sant ou porque a história em si parece rasa para os dias de hoje, mas vale à pena ver a atuação deste ator de fibra que é Sean Penn.
Lembro do primeiro filme que vi dele, anos atrás: um surfista magrelinho, com cabelos cheio de parafina e que vivia falando idiotices, meio leso, porque não parava de fumar maconha. Típico.
Enfim, o cara já tinha talento desde o começo e, de lá pra cá, só foi  lapidando seu talento. Quem viu  Os últimos Passos de um Homem, com ele e Susan Sarandon vai concordar comigo. Impagáveis as atuações de ambos.
Abaixo, uma foto de Sean Penn e do Harvey Milk, para comparar a “essência e a representação”.

Harvey_Milk

Agosto 10, 2009

Filminho: A Proposta

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 6:34 am

FirstMoviola

Falando em filminho, ontem (dia dos pais) assisti uma comediazinha com a Sandra Bullock. Sabe qual? A Proposta, da diretora Anne Fletcher (diretora de Ela Dança, Eu Danço).
Lá fomos nós, eu, Caloã e a Lili para o shopping mais próximo fazer um lanchinho e  assistir um filminho, qualquer um que nos distraísse, já que nossos papais estão bastante  distantes. 

Não vou fazer crítica filosófica, política , sociológica  ou qualquer coisa assim sobre este filme,  que fala de uma mulher muito competente que trabalha para uma editora, sendo editora-chefe, que tem um assistente (homem) competente e que com ela vai casar para manter  os empregos (emprego dela e o dele também, pois se ela cair, ele cái junto).
Ela é uma mulher detestada  e temida no emprego, meio como a personagem de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada. Ou seja, é uma chefe durona que vai amolecer de amor pelo seu assistente bacaninha e competente. É Hollywood, certo? certo. Tem problema? Não acho…existem piores.

Estou comentando o filme, pelo simples fato de que  ele distrai em dias ruins para ficar em casa, pois a Sandra Bullock  sabe ser convincente no papel de moça firme, bonita, sensível e engraçada.
Para mim, de um modo geral, cinema é entretenimento e, de preferência, tem que passar uma mensagem de paz, amor e vida boa, com final feliz, porque mundo-cão já vejo todos os dias ao pisar na calçada do meu bairro,  infestado de pedintes e ladrões. Ou quando saio pela cidade e sinto medo de bandido na falsa blitz (se eu estiver de carro) ou bandido armado, em dupla ou trio, se eu estiver  num ônibus.  Não sou do tipo de pessoa que paga  para assistir algo como ” Duro de Matar 1, 2,3,4,5,6,7…987″ ,  “Tropa de Elite”, “Cidade de Deus”, “Irreversível (medonho), “Cães de Aluguel” e coisas assim.

Também não é por causa de ideais e valores médio-burgueses que não assisto tais filmes. Apenas odeio violência de qualquer tipo e estou rodeada de violência na vida real. Ou será que pobreza, ladroagem, corrupção, senado federal podre de cair, milicianos, traficantes, maus policiais, poder público omisso e mulheres-frutas desfrutáveis por tão pouco, direto na mídia, não são coisas violentas? violência contra o trabalhador, contra o honesto, contra quem é ético, contra o respeitável, contra a mulher, contra o estudioso…enfim, nessa época medíocre de talentos e de valores duvidosos, onde bandidos são imitados pelas crianças, como exemplos de poder e autoridade e são desejados por meninas desorientadas (ou não…vai saber…) de classe-média , como amantes e provedores futuros.

Então, em dias assim, prefiro um filminho americanóide onde a chefe bonita e durona amolece o coração por causa do amor de um assistente competente, bonzinho e de família rica ( não é um alpinista social !!).
O que pode haver de errado nisso?

Minha Vitrolinha: Seize The Day

Arquivado em: Filminhos, Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 4:55 am

vvitNão faz muito tempo, assisti no cinema o filme Paris, do diretor Cédric Klapisch, com Juliette Binoche e Fabrice Luchini – este último, está em cartaz atualmente com o filme “A  garota de Mônaco” e eu o achei muito bom ator. Este ator foi o que  fez a dança engraçada e patética numa cena hilária entre ele e sua namorada ninfeta no filme Paris. Eu falei aqui no blog deste filme, mas não havia comentado a trilha sonora.

Não acho que seja  uma trilha sensacional, mas funcionou bem no filme, enquanto a câmera passava pela cidade ou quando interagia com os personagens e seus humores. Mas uma canção em especial chamou-me a atenção logo que o filme começou, se não me falha a memória, durante uma panorâmica sobre a cidade-luz: Seize the Day, de Wax Taylor, com participação especial de Charlotte Savary (não confundir com a Charlotte Gainsbourgh).

Eu só fui descobrir quem canta e quem compôs depois que fui ver o site comercial Amazon.com, pois a trilha sonora não saiu aqui no Brasil ainda (se é que vai sair um dia). Mas aqui na minha boa  e charmosa vitrolinha já está disponível para degustação.

Lá vai:

Seize the Day
Wax Taylor – Featuring Charlotte Savary

Hold them close
Petals of a rose
Thorns as well
Friends and foes
Have no fear

Seize the day
I don’t mind whatever happens
I don’t care whatever happens

Let them burn
Things of cotton
Admire the fire
Things undone
There’s applause
There’ll be encores
You’re sincere
That’s what we’re
Have no fear

Seize the day
I don’t mind whatever happens
I don’t care whatever happens

Julho 26, 2009

Beatles Rock Band – Game

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 5:28 pm

Este vídeo aí em cima é o promocional do game Beatles Rock Band que está previsto ser lançado em 9 de Setembro deste ano (09/09/2009). John Lennon ia amar essa data.
O jogo vai rodar em Xbox 360, Wii e PlayStation 3.

 Até onde sei, o game consiste em passar por todas as fases pelas quais os Beatles passaram, desde o início no Cavern Club, em Liverpool , passando por Hamburg – na Alemanha – onde eles adquiriram a tarimba de músicos profissionais, e vai até  o final, em 1970.

O último disco lançado pelos Beatles foi o Let It Be, mas o último gravado foi o Abbey Road, lançado antes. É que o projeto Let It be foi o auge da época de discordâncias entre eles e teve o processo do Paul contra os outros Beatles (para protegê-los de serem roubados pelo Allen Klein, empresário contratados pelos outros 3 naquela fase conturbada). Paul, sempre teve algo de empresário e avisou aos outros que o Klein era pouco confiável e os outros achavam que Paul queria “puxar a sardinha” para o pai da Linda McCartney , advogado renomado nos EUA; Paul teve que processar os outros 3 para indisponibilizar os direitos autorais e tal. Assim, os outros não seriam roubados pelo Klein, numa transação duvidosa, de quem se aproxima deles num momento emocionalmente frágil. John, George e Ringo nunca quiseram saber e nem entendiam nada  sobre os  ”números”, como eles mesmos diziam.

Detalhe: o Klein morreu neste mês em decorrência do Mal de alzheimer.

Cá entre nós: Paul foi frio pra caramba, não? no meio de uma crise com seus  ”irmãos”, ele os processou para proteger o patrimônio dos Beatles que, ironicamente, acabou nas mãos do Michael Jackson após este ter arrematou num leilão os direitos pelas canções, sem deixar Paul na época fazer um lance maior. O Paul cortou relações com Michael por isso.

Bom, mas o post é sobre o game, né?
Então: em Setembro deve sair e o objetivo será passar pelas fases dos Fab 4.  Amei os desenhos. Ninguém deu mais detalhes, mas deve ser algo sensacional como tudo que cerca lançamentos dos Beatles desde sempre.

O clima alucinado e alucinógeno da amostra grátis, na parte que tem as costas elefante que , na verdade, era um chão gramado, é bem uma coisa “Beatle”  e  dá uma idéia do nível do design, do conceito e do projeto como um todo. E as músicas serão originais e não aquele tecladinho midi “sem vergonha”.

Penso que, se houvesse tanta tecnologia  na época do Yellow Submarine, o desenho em 3D seria lindíssimo.
Eu gosto muito de um joguinho chamado SIM CITY, onde a gente constrói uma cidade desde o terreno vazio. Tem que fazer tubulação de água e esgoto, rede de eletricidade, lidar com OVNIS e tufões que surgem do nada  para destruir a cidade que construimos “à duras penas”. Distrai a gente por horas. Um vício medonho, alienante  e delicioso, como tudo que vicia.
Faz um bom tempo que não jogo e nem sei em que versão está, mas o game dos Beatles deve ser tão bacaninha e viciante quanto e estou curiosa.

Julho 13, 2009

Juliette Binoche em dose dupla

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:54 am

Hoje acordei com saudades do cinema e pensei em passar o dia no escurinho da sala de projeção. Isso daria uns 3 ou 4 filmes, mas não confio muito em chegar em casa depois de meia-noite num Domingo. Paciência. É a cidade que anda estranha pra dirigir de noite ou eu estou paranóica ou ambas as opções estão corretas. De qualquer forma, deu pra ver dois filmes e entre um e outro, uma paradinha pra comer alguma coisa. Interessante é que no lugar onde fomos, eu e Caloã, tinha umas 8 salas e em duas delas passavam dois filmes diferentes da Juliette Binoche: “Horas de Verão” e “Paris”. Claro que foram esses dois que escolhemos, não só porque sou fã da Juliette, mas porque gostamos de filmes europeus, suas paisagens, luzes e maneira de contar uma estória sem ser previsível o final.
O primeiro filme, “Horas de Verão”, é um tanto quanto boboca. Eu diria que é um filme com moral da história: ” sua mãe sabe que está velha e vai morrer um dia e que os filhos vão se desfazer das coisas materiais porque o tempo urge e a fila anda. Portanto, não se sinta culpado”. Simples assim. Não tem conflito no filme e a “moral da história”,  aí do lado, poderia ser também a sinopse do filme. E a Juliette Binoche está loira. É muito estranho dirigir num  Domingo de noite no Rio e ver Juliette Binoche loira. 
Já “Paris”, é um filme com uma luz linda, umas tomadas legais da cidade (não iguais a tomada da Bastilha…desculpe a piada sem graça e babaquinha, mas foi inevitável…) e  tem a cena do sujeito de meia-idade dançando para a namorada que arrumou, de 18 aninhos. Situação patética, mas a cena foi hilária. Veja aí embaixo.Adorei o ator.
É um filme leve apesar de todo mundo ter problemas e tem uma pitadinha de humor. A moral da história desse filme poderia bem ser: ” todo mundo tem problema afetivos, financeiros e de saúde mesmo na mítica e glamourosa Paris”.  Tem uma cena em que o sujeito está indo pro hospital e vê as pessoas andando nas ruas, personagens do filme resolvendo seus problemas, tocando suas vidas e reclamando das coisas e ele diz que franceses são assim: sempre insatisfeitos, mas tinham que dar valor ao fato de respirarem com saúde e andarem tranquilos pela cidade. Ahhh…mas isso vale para todo mundo e em todo lugar.
A curiosidade do filme, é que a maior parte dos personagens está na faixa dos 40 anos e a personagem da Juliette diz que aos 4o, não é tão fácil arrumar um namorado porque os homens têm medo de mulheres que sabem o quer e eles preferem as mocinhas jovenznhas que são mais desprotegidas. Eu não concordo com isso. Acho que aos 40 você escolhe e não é mais escolhida e não vejo nada de errado nisso. E aos 40, se quem você escolhe  não está a fim de você, isso não faz  de você a criatura mais infeliz do mundo como quando somos adolescentes. Pelo menos, creio eu, que não deveria sentir-se assim. Shit happens…
Enfim, foi bacana o Domingo e a semana vai começar bonita.
Ah sim..queria dizer que na livraria do Unibanco Artplex (em Botafogo)  tem uma livraria imperdível. Vale à pena ir, mesmo sem entrar no cinema,  porque tem um acervo bem bom de livros sobre cinema, história  e vídeos pra comprar e tal.
Outra coisa: a trilha sonora do filme “Paris” é bem interessante. Não fenomenal, mas interessante. Se der, tente uma degustação “de grátis” por aqui na internet.
Abaixo,  cenas do filme “Paris”.

Junho 3, 2009

Poster: A Primeira Noite de um Homem

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:08 am
A primeira Noite de um Homem - 1967
A Primeira Noite de um Homem – 1967

  Acho que este foi o primeiro filme do ator Dustin Hoffman e ele está ótimo. A Anne Bancroff ,absoluta em seu talento, como sempre. A trilha sonora de Simon & Garfunkel tem tudo a ver com o filme e acabou que o filme foi um mega ultra sucesso dos anos 60. Inclusive, por mostrar de modo bem explícito uma senhora americana bem casada e respeitável seduzir o filho de um casal de amigos. Coisa meio Nelson Rodrigues e impensável de se falar naquela época numa sociedade americana puritana e, até então, bastante hipócrita, segundo o filme.
É um clássico.
Houveram mais duas versões do poster, mas a que ficou mais famosa, é esta aí de cima.

Maio 29, 2009

Sherlock Holmes em 2010

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:58 pm

Dando uma navegada pelos sites de cinema e entretenimento em geral, fiquei sabendo que no ano que vem vai estreiar nos cinemas um filme com Jude Law e Robert Downey Jr sobre o detetive Sherlock Holmes. Direção do ex- marido da Madonna, Guy Ritchie.  Adorei saber, porque sou fã de estórias de mistério  e mesmo sendo o Sherlock Holmes o detetive mais filmado da estória de detetives, não me canso de ver de tempos em tempos o notório detetive inglês ser representado por vários atores diferentes. Nesta versão, Robert Downey Jr será o Sherlock e disse que fará o detetive melhor do que os atores ateriores a ele. Ele é um ótimo ator, então, pode ser…
Vamos aguardar…

Jude Law e Robert Downey Jr

Jude Law e Robert Downey Jr

Maio 25, 2009

O Poster e o Trailer – Alfie – 1966

Arquivado em: Filminhos, Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 9:48 pm

Alfie - 1966 (com Michael Caine)

Conforme eu escrevi noutro dia, vou colocar aqui no blog uns posters de filmes dos anos 60. 
Este aqui acima, é o poster inglês original do filme Alfie, com o ator maravilhoso, Michael Caine; o primeiro Alfie, pois há uns poucos anos atrás, fizeram a versão com o ator Jude Law, que apesar de ser muito bom e muito bonito, não tem metade do carisma de Michael Caine.
Nesta versão de 1966, o filme tem música tema de Burt Bacharah e tem no seu elenco a Shelley Winter (do filme O destino de Poseidon, primeira versão – caramba! como tem remake! será falta de bons roteiristas??) e tem a Jane Asher, que era a namorada do Paul McCartney e que veio a ser sua noiva em 1968 (mas quem levou o bonitão pro altar foi a Linda Eastman, em Março de 69).
No canal TCM, da Sky, só passa filmes antigos, que eles chamam de Classic, e é bem capaz de reprisar este clássico do cinema inglês. E o filme é em Technicolor!  
Tem uma cena em que o Alfie está com aquele olhar “que tédio… mulher reclamando” e de repente, na mesma hora, muda para um olhar marejado de lágrimas retidas, como quem pensa:  — meu Deus, o que foi que fiz? que coisa triste” . É a cena em que ele se toca que a menina ingênua que ele seduziu acabou de fazer um aborto caseiro. Ela não era mais uma menina ingênua e sim, uma mulher amargurada e triste. Michael Caine fez essa cena sem parecer piegas e sim como um canalha irresponsável comovido.  O diretor deu close no rosto dele nesta cena e a mudança de expressão no olhar, tão rápida e tocante, foi uma das cenas mais comoventes que já vi no cinema e é esse tipo de atuação que faz parecer covardia comparar a atuação de Michael Caine com a de Jude Law.
Mas enfim, mostrei o poster e abaixo está o trailer também original, para fazer parzinho…
Se um dia passar na TV, não perca!

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