Para quem vive parado no trânsito e não tem muito tempo para ler um livro, a vida ficou mais fácil com o surgimento dos audio-books.
Este aqui do lado, é o Nosso Lar, obra clássica do André Luis e que li anos atrás, num tempo em que jamais pensei na possibilidade, sequer, de um dia existir um áudio-livro. Mas eis que chegou a modernidade e trouxe com ela essas tecnologias bacaninhas, que facilitam a vida dos ensandecidos e atormentados seres humanos aprisionados em engarrafamentos.
Nosso Lar é o livro em que André Luís conta sua trajetória desde o desencarne. Conta como foi passar uns tempos no umbral e por quais razões foi parar lá e como conseguiu sair. Isso, numa época em que nenhum livro de língua portuguesa havia sido escrito nesse sentido, com tantos detalhes. Um clássico espírita que, com certeza, além de impressionar muita gente (como a mim mesma) ajudou a doutrina espírita a ser o que é hoje, tão conhecida e desvencilhada da imagem de coisa mágica, encantada. Ou seja, mostra que a relação dos encarnados e desencarnados é bem mais corriqueira do que se imagina e a morte é , de fato, apenas uma travessia de um plano para outro, onde o que fazemos e somos cá por estas bandas, não será esquecido e nem deixaremos de ser, por lá.
Enfim, é um livro recomendado pra quem tem tempo de parar um pouquinho para ler um ótimo livro e um áudio-livro excelente para quem não tem esse tempinho ou para cegos que ainda não conhecem os livros do espírito André Luís e querem conhecer este ótimo autor espiritual.
Agosto 9, 2009
Áudio-Book: Nosso Lar
Julho 28, 2009
Faz Parte do Meu Show – O Livro
Desde semana passada que não toquei nenhum som, mas isso se deu por causa das preocupações e cuidados com meu cachorro Pepe, amigão de 13 anos, que tá tão doentinho. Mas tenho lido e enquanto não durmo, observando-o, estou lendo um livro psicografado de um artista que não assina, mas é tão óbvio de quem se trata que ele nem precisa assinar mesmo. O medium que psicografou se chama Robson Pinheiro, medium para autores espirituais de muitos livros ótimos e autor de uns outros bem bacanas também. No meu singelo blog de livros universalistas – http://livrosuniversalistas.wordpress.com – falo de duas de suas obras mais conhecidas e falarei de outros livros seus, mas o post aqui é sobre o livro interessante: Faz Parte do Meu Show e o espírito que passou o livro pro Robson, é o “exagerado”. Alguém desconhece quem é? sim, o Cazuza.
Está creditado como organizador do livro, o espírito Angelo Inácio, que o Robson psicografa com certa frequência. Fui ler por curiosidade e até com certa incredulidade, para ser sincera (mesmo sendo espírita convicta e sendo leitora das obras psicografadas pelo Robson Pinheiro). Pensei que alguém poderia estar usando o nome do Cazuza, ou mesmo que o Robson pudesse ter-se enganado…sei lá…só sei que tentei ignorar o apelo de ler um livro supostamente psicografado por uma dos poetas-músicos que mais influenciou minha geração. Pensei também que era muito cedo pra Cazuza escrever e, como a imensa maioria dos espíritas, também imaginei que seria bem provável ele estar no umbral, devido a forma como ele abusou de seu corpo físico por causa do excesso de sexo, drogas e roquenrou. Não por moralismo. Não é isso. Apenas porque, segundo estudamos, se fazemos mau para nosso corpo, ele fica debilitado e o perispírito comprometido e, sem estarmos bem, é difícil a locomoção, lucidez e também permissão para comunicar-se com amigos, parentes e etc, aqui na Terra.
Naturalmente eu, que estava na faixa dos 20 anos nos anos 80, época em que dizíamos que “era melhor viver 10 anos a mil do que mil anos à 10″ (frase do Lobão seguida à risca pela minha geração), não posso jogar pedra no telhado de ninguém, encarnado ou desencarnado e desconfio que é muito provável que, ao sair daqui, eu passe por um certo estágio lá na região umbralina. Não me iludo. Mas vou pro umbral pelos meu erros assumidos e não por querer mostrar ser melhor do que sou. Hipocrisia não tem argumento. Sempre fui espírita, mas espírita não é querubim e pisa na bola (e no meu caso, ainda falo palavrão).
De qualquer forma, o livro é surpreendente e me deixou de queixo caído, como só havia ficado ao ler “Nosso Lar”, do André Luis, psicografado pelo Chico Xavier.
Mas eu não deveria ficar tão surpresa com as coisas que Cazuza diz no livro sobre, por exemplo, durante um show no umbral, para os samaritanos ajudarem os espíritos necessitados, ele ter visto no telão uma paisagem linda de praia, que quem assistia, sentia o cheiro da maresia, o calorzinho da praia e a brisa do mar. Ele disse que é uma tecnologia que ainda não chegou na Terra. Mas lembrei da reportagem do Fantástico, no Domingo, em que uma moça sente cheiro e gosto da música e ainda vê a forma da música… e ela é a única pessoa no mundo com essa faculdade.Os neurocirurgiões dizem que as partes do cérebro responsáveis pelos sentidos, no caso da moça, essas partes interagem entre si provocando esse efeito. Deve ser o mesmo princípio usado pelos engenheiros espíritas para produzirem filmes que provoquem interação entre os sentidos dos seres espirituais, que não têm o obstáculo de uma caixa craniana e um cérebro material.
Enfim, achei o livro verossímil. E acho que tem muita lógica o fato de ídolos aqui do planeta, como Cazuza, Renato Russo, John Lennon, etc, ao chegarem noutro lado sejam artistas, mas não celebridades, que é vaidade desnecessária aqui do planeta, em que bajular e manipular geram recompensas financeiras ou algum tipo de poder, que num mundo espiritual superior nao são necessários nem almejados.
Faz Parte do Meu Show, o livro, vale à pena ler. Mesmo quem não é espírita, vai gostar da narrativa fácil e se surpreender com as coisas que ele conta.
Na minha vitrolinha de hoje vou tocar “Eu Queria Ter uma Bomba”, de Cazuza, em homenagem a esse sujeito tão carismático, sensível e inteligente.
Uma letra sensacional que fala sobre solidão a dois, que é uma das formas mais mesquinhas de convívio, quando não se é feliz e nem deixa o outro livre para ser. E ninguém tem coragemde ser o primeiro a dizer adeus.
Música : “Eu Queria Ter Uma Bomba”
Cazuza
Solidão à dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz “já foi” e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio, mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias…
Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer
pra poder me livrar do prático efeito
das tuas frases feitas,
das tuas noites perfeitas
Solidão à dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz “já foi” e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio, mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba,
um flit paralisante qualquer pra poder te negar
bem no último instante.
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê
SKOOB: livros para compartilhar
Não faz muito tempo, descobri o SKOOB , um site onde a gente coloca a capa do livro que lemos e podemos escrever a resenha ou uma crítica e ainda colocamos quantas estrelas achamos que o livro merece. Podemos também pôr a o livro na categoria dos livros que queremos ler futuramente. A gente monta a nossa estante e deixa lá para as pessoas verem e lerem nossa crítica ou nossa resenha.
Para colocar a capa do livro na sua estante, lá no site tem o box de “procura” e basta digitar o título do livro ou o autor para que o mecanismo de busca procure pela internet afora a imagem da capa. Então, é só marcar “adicionar” e a capa estará na sua estante, como se fosse um livro virtual ( não dá para folhear, mas isso seria pedir muito, pois tem a questão dos direitos autorais, certo?).
O site organiza os livros que você já leu, que está lendo e os que ainda pretende ler. Eles lá têm muitos livros cadastrados, mas se você não encontrar algum, poderá cadastrá-lo desde que informe título, autor, edição e sinopse. Não pode é duplicar o livro, senão vira bagunça no banco de dados.
No Skoob você também encontrará resenhas e avaliações, além de novos talentos com livros já publicados.
É um site de livros, mas creio ser possível fazer e reencontrar amigos também, como num de relacionamentos feito o ORKUT.
Para quem gosta de compartilhar opiniões, sugestões, críticas e quaisquer idéias sobre livros é tudo o que se quer.
SKOOB é o contrário de BOOKS e a idéia é muito boa.
Eu adorei o site porque adoro poder saber o que meus amigos estão lendo e de trocar idéia sobre o livro. Ainda não tenho amigos lá, da minha caixa de e-mails, mas te, tempo porque acho que o site vai crescer muuuito.
Convido a todos os meus queridos amigos e amigas notívagos das 909 noites insones a conhecer. É 10000.
A minha estante é essa: http://www.skoob.com.br/meus_livros/estante/23732
Junho 1, 2009
O Período Entre Guerras

Não sei bem quando, mas não faz muito tempo atrás, li o livro do Hemingway : “Paris é Uma Festa“. Um livro em que ele conta como foram os anos em que ele morava com a esposa numa Paris culturalmente efervescente, quando ainda não era famoso e sim um aspirante a escritor. Isso, lá pelos anos 20, antes da II Guerra Mundial, quando muitos ricaços e pessoas da classe média fugiam do puritanismo americano excessivo da época e também da lei seca para viverem lá, encorajados pelo câmbio favorável de 1 dólar valendo 50/ 55 francos.
Estavam lá, a excêntrica colecionadora de arte e escritora americana Gertrude Stein e sua esposa submissa e exímia cozinheira Alice Toklas e o escritor John Scott Fitzgerald ( “O Grande Gatsby”) igualmente acompanhado de sua cara metade, Zelda . Tinha o Pablo Picasso, Ezra Pound, Modiglianni (que morreu em Janeiro de 1920), Jean Cocteau, James Joyce , Matisse, Braque e vários outros pintores e escritores.
Eu gosto muito de ler coisas sobre esses artistas, dessa época, inclusive aqui do Brasil, onde paralelamente, houve também uma certa inquietação e movimento com a Semana de Arte Moderna em São Paulo, 1922. Acho que devia ser como os anos 60, mas num período entre guerras.
Anita Malfatti foi a Paris por conta de uma bolsa de estudos e voltou ao Brasil em 1928. O Monteiro Lobato havia esculachado com a obra dela publicamente pelo jornal e ela ficou bloqueada um tempo, mas o amigo Oswald de Andrade foi em sua defesa e com ela e outros formou o grupo dos 5.
Enfim, o mundo estava mudando e acho que é uma época bacana de se estudar. E por isso comprei esse lançamento de agora a pouco: “Os Exilados de Montparnasse“, de Jean Paul Caracala. É quase um complemento do livro de Hemingway, só que é jornalístico e não biográfico. Muito bom. O texto flui e tem mais leveza, pois embora o Hemingway não tenha poupado um ou outro conhecido, ele não queria fazer um relato sobre as pessoas e sim sobre suas impressões da época e de sua própria vida nesse contexto. Já o livro do Caracala fala sobre quem é quem e fez o quê e de que maneira. Tudo isso dentro do contexto histórico. E ainda cita um ou dois casos que o próprio Hemingway tinha comentado em seu livro e, portanto, é outra visão da questão.
Em tempo: li um livro sobre a vida de Gertrude Stein, pois ela criou muita fama e eu queria saber quem era essa espécie de matriarca do modernismo; ela era amiga de Picasso e de toda a rapaziada dessa época , que visitava sua casa aos Sábados á noite. E ela era uma pessoa que, de fato dá um livro porque era uma mistura de carisma e inteligência com prepotência e presunção. Mas é um livro que se lê com palito nos olhos. Saiu um novo sobre ela e depois, se for bom, indico.
Picasso visitou Gertrude 80 vezes para fazer um retrato dela e eles eram amigos. Ela e seu irmão tinham na parede de casa, pelo menos uns 100 milhões de dólares em quadros, mas na época os pintores eram apenas uns novos expoentes e os irmãos pagavam uns 500 francos por quadro. Faro fino.
Mas enfim, eu recomendo esses livros como um entretenimento bem bom.
Abril 22, 2009
Dias de Comemorações
Hoje : feriado de Tiradentes, abertura oficial do ano da França no Brasil e também de lembrar e lamentar os seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante a II Guerra Mundial. Não morreram apenas judeus, como também foram assassinados os intelectuais e militares alemães que não concordavam com o pensamento e atitudes de Hitler. Morreram também ciganos e gays. Enfim, aquele sujeito malévolo que era vegetariano, não bebia álcool e gostava muito de animais e crianças, conseguiu causar sofrimentos sortidos e à granel.
O que resta à humanidade, quando se vê estes exemplos de sandices, é tentar aprender com a história. Neste caso, em particular, penso que a lição principal é: qualquer tipo de radicalismo levado à cabo por um homem ou um grupo, é uma coisa perigosa. Não importa se a ditadura/ fanatismo / ideologia (qualquer nome desses serve) é de direita ou do proletariado (como a de Hitler). O fato é que sempre favorece uma casta / tribo / classe / em detrimento da maioria e o resultado costuma ser desastroso, no mínimo e pavoroso, no máximo.
Sempre gostei de História e tenho umas coisas, tipo: livros e documentários sobre a II Guerra Mundial e sempre que podia, via filmes sobre o assunto. Agora vejo pouco, mas o Tom Cruise esteve no Brasil lançando “Operação Valquíria”. Vi a primeira versão deste filme de 2004, se não me engano, e foi muito bom. Trata -se de um filme que fala sobre um nobre, Carl von Stauffenberg, que era um dos coronéis de Hitler e junto com outros oficiais de alta patente, conspirou para assassinar Hitler em seu bunker.
Outro filme bom pra caramba (pra quem gosta do gênero) foi ” Os 12 Condenados” que “fala” sobre 12 sujeitos aliados que já estavam condenados à prisão ou pena de morte e a única chance terem possibilidade de perdão, seria arriscarem-se numa missão ultra-perigosa, entrando num lugar infestado de nazistas de alta patente, que num momento de descontração com moças, num castelo de “recreação”, seriam pegos de surpresa e mortos e isso geraria uma baixa importante, considerável, na intelligentsia alemã. Filminho antigo, mas com uma constelação de atores bons trabalhando juntos.
Inconfidência: Li um livro psicografado por Tomáz Antonio Gonzaga, que contava as coisas todas sobre o desenrolar da Inconfidência Mineira. Livro este que me fez chorar feito um baby quando chegou na parte em que ele narrava a morte da sua amada Marília (codinome poético e amoroso da namorada de Tomáz, que assinava cartas de amor para ela sob o codinome Dirceu). Marília morreu velhinha, numa ladeira em Outro Preto, conversando com sua dama de companhia de toda a vida, que era tão velhinha quanto ela. Ela falava sobre Tomáz e mostrava para a dama de companhia a janela por onde ele acenava para ela, quando ela passava por lá, quando era mais jovem. Então, de repente, teve o infarto fulminante e foi pro outro lado.
Eu não esperava, naquele momento da leitura que ela morresse. Chorei que parecia que eu tinha perdido minha melhor amiga, minha mãe, sei lá. Que nem quando morreu o Pedro Arcanjo, do livo ” Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado. Chorei feito uma viúva. Um sofrimento.
A diferença é que Marília existiu de fato e ajudou bastante os inconfidentes; foi uma mulher além da sua época e nenhum livro de história oficial lhe faz jus. Pedro Arcanjo é um ser ficcional, apesar de adorável em sua doçura e vivacidade.
Ah, o livro de Tomáz Antônio Gonzaga, é: “Confidências de um Inconfidente”. Ainda que não se acredite em vida após a morte, em reencarnação e espíritos, recomendo a leitura da mesma forma, pois na pior das hipóteses, se não fosse verdade, seria uma estória eletrizante e muitíssimo bem contada.
Os inconfidentes foram influenciados pela Revolução Francesa e seu ideal de Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Por isso, hoje é o dia da abertura oficial do ano da França no Brasil e terminará em 15 de Novembro de 2009, dia da República. O lema “Ordem e Progresso” também é de inspíração francesa, de um positivista francês chamado “Auguste Comte”.
Eu ia dar uma volta lá na Lagoa pra ver os fogos e tal, mas passei por lá quase ao meio-dia e o trânsito embolou por causa de bolsões de água que se formaram em alguns trechos por causa das chuvas que caíram e eu pensei que ,de noite, podia ficar pior e resolvi ficar aqui no aconchego quentinho do meu lar.
Amanhã comemora-se o “descobrimento” do Brasil e depois de amanhã, tem toque de alvorada, dia de São Jorge, soldado que se converteu ao cristianismo. Tem bairros em que as pessoas terão que dormir de tampão nos ouvidos…mas eu não me incomodo porque de manhã cedinho durmo como um fóssil jurássico embaixo de uma pedra numa caverna.

Abril 18, 2009
Dia Nacional do Livro Infantil
Diz-se por aí que hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil mesmo tendo sido comemorado o Dia Internacional do Livro em 02 de Abril. Ou seja, em Abril, duas comemorações pelo mundo dos livros.
Diz-se também que esta data, 18 de Abril, foi escolhida pra Dia Nacional do Livro Infantil por ser aniversário de Monteiro Lobato.
Sinceramente? não acho que tenha a ver, não. Podia-se comemorar o dia nacional do livro infantil no dia internacional do livro. Por que não?
Eu acho que M.Lobato ia ficar bem mais feliz se instituissem a data de seu aniversário como sendo o dia da fruta ou dia da floresta brasileira, onde se faria pelo Brasil afora uma série de eventos culturais e também ecologicamente corretos, como workshops sobre reciclagem de lixo caseiro, melhor aproveitamento dos recursos hídricos, mutirão para limpar algum lugar sujo, etc. Monteiro Lobato tem mais a ver com essas coisas e, inclusive, era muito preocupado com a questão do petróleo, tendo comprado briga com o governo federal na época e tudo, por causa disso.
Eu disse ”dia da fruta” ? nossa ! que legal isso ia ser!
Bom, mas o Monteiro…Monteiro Lobato escreveu sobre essa coisa deliciosa que temos aqui no Brasil de dar valor a uma conversa na cozinha, a andar de pé no chão, a subir numa árvore e sentir o cheirinho bom de um bolo esfriando no parapeito da janela e a gente fala alto pro dono da casa ouvir — “mas tá muito bom o cheirinho desse bolo!” .
Mas tudo bem. Hoje é dia do Livro Infantil e eu lembro do Guto Lins sempre que se fala em livro infantil. Não o conheço pessoalmente, mas tenho um livro dele que trata sobre o assunto ( “Livro infantil ? – projeto gráfico / metodologia / subjetividade “) e ele sabe muito bem do que fala. Um dos nomes fortes do panteão do design editorial no Brasil.
Também lembro da Bruxa Onilda, personagem criada por Roser Capdevila e E. Larreula. Existe um monte de livros desta bruxa bem bacana. Certa vez, numa livraria, paguei o mico de rir muito folheando um dos seus livros. É para crianças, mas tem adulto que também se diverte…

Abril 9, 2009
…
” …Vou lhe dar umas idéias que você vai considerar petulantes, mas peço que pense nelas. Não vêm de uma mocinha tola e sim de uma mulher que já andou pelo reino das sombras e voltou.
Não tenha pena de si mesmo. Você não é vítima de nada. Você diz que ficou chocado ao perceber que tinha “perdido o bonde porque não estava preparado, não estava atento aos sinais“. Então saia desse distanciamento, mergulhe de cara, entregue-se. Se for preciso, dê um salto mortal: pode ser uma última oportunidade.
Mudar é difícil, ousar mais ainda. Eu sei. Houve momentos em que ao acordar pensei:
“Posso viver ainda uns vinte ou trinta anos na situação em que estou agora. Quero continuar como estou?” No mínimo, uma nova postura interior dependia inteiramente de mim: o resto viria por acréscimo. Nem sempre o realizei. Nem sempre acertei. Porém, mexer-se é melhor do que continuar na areia movediça na qual quanto mais ficamos, mais estamos presos. “
Em geral, as coisas práticas que podemos fazer para inovar são simples…”
Pois é…morrer em capítulos dói mais…
Março 29, 2009
Uns Livrinhos Para a Fila
Hoje eu estava procurando um lugar para comer um docinho quando lembrei que inaugurou uma livraria Nobel lá no shopping. Gosto dessa livraria, embora a minha predileta seja a Livraria Cultura que, infelizmente, não tem filial no Rio de Janeiro e que sempre visito quando vou a São Paulo.
Pensei em dar uma voltinha lá (na Nobel do shopping, não na Cultura de São Paulo) e não resisti…saí de lá com mais três livros para a fila de futuras leituras, que cresce na minha estante, mas que fazer? sempre tem livros interessantes para ler e ler é como viajar de avião sem tirar os pés da terra.
São eles:
1) ” O Rei da Noite”, do João Ubaldo Ribeiro – Gosto dele pra caramba. Recomendo qualquer um que ele tenha escrito e também sua coluna no jornal o Globo.
2) ” Eu Vivi por um Sonho ” , de Maria Rosa Cutrufelli – É a história de Olympe de Gouges, que durante a Revolução Francesa, pregava os Direitos da Mulher. Eu nunca havia falado da autora e nem da personagem, mas folheei o livro lá na livraria e pareceu gostoso de ler, sabe? leitura que prende a gente. Vou saber sobre a Mademoiselle Gouges e depois comento aqui. Adoro biografias de desconhecidos importantes !
3) “100 Grandes Artistas – Uma Viagem Visual de Fra Angelico a Andy Warhol “, de Charlotte Gerlings (na foto aparece a edição estrangeira, mas a capa nacional é idêntica) - Um livro lindo em papel Couché e formato 28,5 x 23 cm, que tem 208 páginas. Amo livros que falam sobre os artistas, colocando-os dentro do seu contexto social e não consigo conceber a idéia de contar qualquer coisa sobre alguém ou alguma coisa sem que se faça essa pesquisa. Além do mais, é sempre bacana ver novas pesquisas e a opinião de especialistas em relação a velhos temas porque é outro ângulo, outra idéia e outras palavras, como dizia Caetano Veloso.
Para mim, que sou uma pessoa curiosa sobre arte e não tenho formação nenhuma de Artes Plásticas e nem de História da Arte, me delicio com esse tipo de livro. Principalmente quando a linguagem não é tão acadêmica como o Gombrich.
Aqui embaixo estão as fotos das capas.

Março 27, 2009
Casamento e Sexo com Robôs
Imagine a cena: O ano é 2050 e você está se sentindo carente. Pode ser que seja jovem e sem tempo para ter um relacionamento sério , ou ninguém mais pensa em relacionamento amoroso monogâmico nesses tempos; ou então, porque já tem certa idade e já não é fácil encontrar pessoas com quem se afinize…sei lá….algo assim bem estranho…
Algo meio Blade Runner…a camada de ozônio é uma casquinha e tem racionamento de água no planeta, por rodízio dos continentes. Mas a tecnologia de comunicações está avançadíssima: você pode falar com quem quiser pelo telefone de pulso e até sentir o cheiro da pessoa e do ambiente onde ela está.
Mas acontece que todo mundo tem pressa e ainda não acharam uma fórmula para melhor distribuir a renda, de modo que a maioria das pessoas têm que trabalhar quase doze horas por dia e, nos horários de descanso, vê TV, namora pelo computador ou dorme, pois sair de casa é perigoso.
Nada parecido com a nossa boa e segura vida de hoje, claro.
Mas num sábado, você vai na rua especializada em vendas de robôs na tentativa de encontrar um cônjuge autômato que caiba dentro dos seus sonhos e do seu apartamento minúsculo e ainda se adapte a sua realidade física, emocional, financeira, cultural, social, temperamental, etc… E tem que ser de primeira mão, ainda por cima, porque usado, não se sabe que vício ele pode ter adquirido com o ex-amante/amor/cônjuge.
Seu “robô” ou sua “roboa” tem que ser “desencanado (a), sem trauminhas” e não enferrujar.
Seguinte: o cientista especializado em inteligência artificial, David Levy, escreveu um livro em 2008, em que ele afirma que humanos começarão a fazer sexo com autômatos daqui a 4 anos, e os primeiros casamentos, serão realizados em 2050.
O livro ? “Love + Sex With Robots - THE EVOLUTION OF HUMAN-ROBOT RELATIONS
“Amor + Sexo Com Robôs - A Evolução das Relações entre Humanos e Robôs”
Editora Harper Collins / USA

Eu ia achar o máximo não ter que dividir o banheiro !

