Tenho lido por aí muitas opiniões sobre a declaração do Rafinha Bastos sobre a Wanessa Camargo e o bebê. Então, vou dizer o que acho também: Primeiramente, acho que é democrático que as pessoas digam o que querem seja em cadeia de televisão ou ao meu lado. Por outro lado, também acho democrático as pessoas sofrerem as consequências de seus atos e palavras. Senão vira bagunça e mais uma forma de opressão neste país. Ou seja, se tenho dinheiro e poder, vou poder falar tudo e você que não tem, não vai ter direito de resposta. Não é por aí.
O Rafinha tem todo o direito de não gostar de ninguém e de expressar publicamente sua opinião e tem que saber que ele mesmo sofrerá as consequências do que disser. Ingenuidade dele achar que, porque está num programa de TV humorístico, tem licença para falar tudo sem ter responsabilidade sobre isso.
Penso que liberdade deve vir acompanhada de discernimento e noção de limites.
Não sou fã de Wanessa, mas nem por isso me daria o direito de falar que comeria o bebê. Além de não ser engraçado, é de mau gosto e grosseiro.
Cancelaram propagandas de TV, perdeu o emprego e outros trabalhos por fora e isso porque o país é reacionário ? Nesse caso, não creio.
Disseram que se a Wanessa não fosse casada com um dos patrocinadores, isso não teria acontecido e que se se ela fosse uma mulher desconhecida, também não.
Ora, quer dizer que ela não pode ser defendida porque ela é esposa de um dos patrocinadores ? se ela fosse uma desconhecida, a piada” teria sido menos ofensiva ? Se você tem uma mulher grávida na sua família, você ia deixar o seu vizinho gritar para a sua rua toda escutar que ele comeria sua parente e o bebê que ela espera ? Eu não ia deixar. Eu ia lá pra perguntar qual o problema dele.
Liberdade de expressão é bom para todos e acho que é democrático aquele dito popular que diz: quem fala o quer, ouve o que não quer.
Rafinha Bastos foi infeliz e ponto final. Acabou. Logo, ele arruma um novo trabalho. O que ele pode fazer agora é refletir sobre a atitude dele e pegar leve na “brincadeira”, futuramente.
outubro 4, 2011
Democracia é para todo mundo
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