909 Noites Insones

agosto 31, 2011

Estação Insight

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 2:24 am

Num dia qualquer, alguém te diz que não adianta ser muito sensível, “sensível demais” às coisas da vida porque isso faz doer a caminhada e é preciso ter distanciamento emocional para tomar decisões necessárias para viver melhor. Dizem que ser sensível demais gera medo, culpa, gera isolamento, auto-proteção e por aí vai.  Então, talvez, pela fragilidade de uma fase longa  de frustrações e dificuldades, você vai e começa a fechar as portas de alguns sentidos dizendo a si mesmo (a) que as pessoas têm razão e se pergunta de que serve se comover com pessoas, cenas, canções, atitudes e tudo aquilo que lhe faz sorrir de bobeira e chorar, quando poderia ser mais “pés no chão” e produtiva.  E segue a vida. Não sou mais sensível “feito um adolescente deslumbrado”, nem quero mais ser apaixonante e a partir de agora estou encaixada no mundo “real”, seguindo o senso comum e querendo um acento normal no trem da vida.  Não paro mais pra pensar criticamente, nem estou criativamente no planeta, tentando interpretar a música da vida segundo meu ritmo interno.
Passam-se meses, anos e você se sente razoavelmente bem neste novo você que você inventou pra si mesmo (a) até que, um dia, você começa a achar que aquele eu mais prático e insensível não precisa ser tão prático e autero. Não sabe quando começou a pensar isso, nem o que detonou essa reflexão, mas o fato é que o pensamento está lá na cabeça, formado e pronto. Você começa a achar que o que ganhou antes não foi em vão, só que já aprendeu o suficiente sobre ponderação; onde está escrito que para ter praticidade e pés no chão, preciso ser insensível ? sei agora que não e sei também que extremos são prejudiciais para qualquer lado.
Não foi uma morte, não foi um coma, nem um sono profundo. Ao contrário, foi uma vigília, olhos bem abertos para ver sem filtros a paisagem, ouvir o som da realidade, geralmente mais alto e menos harmônico que o sussuro doce da paz e do amor. Mas a boa e velha percepção das coisas sutis estava lá, ainda que no segundo plano.
O mundo é muito grande, maior que nossos pequenos problemas passageiros (ainda que a fase de problemas seja longa).
Todo tempo é tempo de crescer e aprender.
Este vídeo aí embaixo, é um desenho vivo do que escrevi. Estou passando pela vida e tudo é muito rápido e mutável.  Cada estação é um novo insight. Se, às vezes, estive com a cortina da janela fechada, isso não quer dizer que tenha que ser sempre assim.
E ser apaixonante não é ruim. Vida também é paixão e fé.

agosto 2, 2011

O Primeiro Mentiroso e ELO

Filed under: Filminhos,Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 6:36 pm

O mundo dos filmes é uma fonte inesgotável de idéias e viagens mil. Noutro dia, comecei a assistir um filme que eu achava que ia ser uma bobagenzinha para entreter e relaxar a mente, como de fato foi, mas valeu à pena. A estória era a seguinte: um sujeito vivia num planeta Terra onde ainda não havia sido descoberta a mentira. Ou seja, todo mundo no planeta só falava a verdade nua e crua. O enfoque poderia ter sido dramático, mas era uma comédia leve, apesar do quase humor negro. O protagonista era um sujeito gordinho, de meia idade prestes a perder o emprego de escritor e ainda estava tentando conquistar uma moça bonita que dizia as coisas mais cruéis para ele ao rejeitá-lo. Mas ela não era cruél pela simples crueldade…era um mundo sem mentiras, certo? dizer coisas cruéis sobre alguém era o normal quando se pensava isso. Então, ao ver sua mãe no leito de morte, ele inventou que  a vida não acabava após a morte e que havia um Senhor do Céu que era bom e todo mundo que morresse também iria para um lugar maravilhoso e teria direito a uma mansão para morar. Ele causa sensação no país dele porque, como não havia mentira, era como se ele soubesse de algo que ninguém sabia e ele vira celebridade. Não vou contar o resto porque não sou uma estraga prazeres. O filme é inglês e o título: ” O Primeiro Mentiroso “.
Um bom entretenimento, mas fiquei viajando se o mundo fosse assim.  Definitivamente, não creio que eu esteja pronta para receber todas as verdades que alguém esteja disposto a me esfregar na cara porque acho que sinceridade e sadismo, às vezes, andam muito juntos. Tampouco, eu teria coragem de dizer verdades cruéis que não fazem a menor diferença na vida, nos sentimentos e etc…

Mas a trilha sonora contava com uma pérola antiga da ELO, Eletric Light Orchestra, banda inglesa que fez muito sucesso lá pelos idos dos anos 70: “Mr Blue Sky“.  É uma balada que lembra muito os Beatles e vou tocar na vitrolinha, que tava com a agulha quebrada.

Taí o som e quando ficar a fim de distrair com um filminho nada “cabeça”, mas interessante, fica minha sugestão !

Mr Blue Sky – Eletric Light Orchestra 


 Sun is shining in the sky there ain`t a cloud in sight it’s stopped raining,
Everybody’s in the play

And don’t you know it’s a beautiful new day, Hey, Hey
Running down the avenue, see how the sun shines brightly,
In the city, on the streets where once was pity,
Mr. Blue Sky is living here today, Hey, Hey

[Chorus:]
Mr.Blue Sky, please tell us why, you had to hide away for so long(So Long),
Where did we go wrong ?

Repeat

Hey, you, with the pretty face, welcome to the human race
A celebration, Mr. Blue Sky’s up there waiting,
And today is the day we’ve waited for, Oh-Oh

[Chorus]

Hey, there, Mr. Blue, we’re so pleased to be with you,
Look around, see what you do, everybody smiles at you

Repeat

Mr. Blue Sky, Blue Sky, Blue Sky, Blue Sky, Blue Sky, yi

Mr. Blue, you’ll get it right, but soon comes Mr. Night,
Creepin’ over, now his hand is on your shoulder,
Nevermind, I’ll remember you this, I’ll remember you this way

[Chorus]

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