A moça e seu marido, recém-casados, indo para a viagem de lua de mel na Argentina, chegam um pouco atrasados no aeroporto e não dava mais para embarcar. Ela é médica e ele um policial federal. Ela dá um piti, sobe na esteira de bagagens, diz que não vai sair de lá enquanto não embarcar e xinga os funcionários da companhia de “cachorros”, “mortos de fome” e “nego”. Alguém pede para um policial registrar o ato de preconceito e o policial diz que não houve flagrante e tal e não registra a queixa.
Tudo errado.
Erro # 1 : Chegarem atrasados porque todo mundo sabe que é preciso chegar uma hora antes para fazer o check-in, como está escrito no papel quando compramos as passagens.
Erro # 2 : Sentar na esteira de bagagens não adianta nada. O avião não passa pela esteira para decolar e malas podem ser despachadas em outros vôos se a companhia achar mais conveniente.
Erro # 3 : Perde-se a razão quando a gritaria começa e o atraso foi do passageiro e não da companhia aérea.
(perde-se a razão até mesmo quando a gritaria começa e a culpa é da companhia, não é verdade?)
Erro # 4 : Gritaria não adianta nada nem quando estamos com a razão.
Erro # 5 : “Mortos de fome” , ” cachorro” , ” nego”, etc são expressões de preconceito que geram cadeia, além de ser uma forma de tratamento escrota, elitista de uma classe babaca que se acha acima do bem e do mal.
Erro # 6 : Encheu o saco das pessoas que estavam lá no aeroporto.
Erro # 7 : O policial que deveria acatar a queixa dos funcionários ofendidos, não o fez. Quer mais flagrante do que o mostrado num vídeo? O vídeo não serve de testemunha? as pessoas presentes não servem como testemunhas?
Acho que é legítimo o direito à reclamação quando uma empresa pisa na bola. Sabemos que muitas empresas pisam feio e que se não reclamarmos, se não formos ao PROCON, no Juizado de Pequenas Causas, vira ” casa da mãe Joana mesmo”. Além do que, reclamar… protestar, é um ato de cidadania e é democrático.
O ato que a doutora praticou não tem cidadania. Descontou nos funcionários e deu voz ao seu lado burro e preconceituoso. Burro porque se ela é preconceituosa, problema dela. Mas quando vocifera isso com ares de sinhá, em praça pública, o problema é jurídico.
E convenhamos, né? não se espera um barraco desses de alguém que se acha acima do bem e do mal.
Como o Lobão já dizia: perdeu a pose.
Confira:

