Ontem , 20 de Outubro, fez um ano que parei de fumar. Que vou dizer? que me sinto bem? bom, isso é verdade. Me sinto mais animada, com a aparência melhor, meu rosto parece que clareou e as pessoas perceberam logo que parei de fumar, que a pele ficou melhor. O perfuminho, parece que dura mais tempo e os cabelos não ficam mais com cheiro de cigarro. É fato. Mas também é fato que ainda me sinto vulnerável em relação a este vicio e tenho que recorrer ao meu horror de ser dependente de substâncias para poder resistir à tentação de acender um cigarrinho.
Antes de fumar, passei uma semana me reparando (e às minhas ansiedades) e percebi que, ao acender um cigarro em algum momento tenso, eu não resolvia o problema, não acalmava minha alma e apenas adiava por uns minutos (ou uma hora) a atitude a tomar. E de quebra, ainda estava colocando um problema silencioso de falta de fôlego, suor, pressão baixa e hálito ruim na minha boca. Ou seja, o cigarro não adiantava nada. Só era cúmplice no meu ato de adiar as coisas.
Como eu ecoomizaria uma graninha, estava aí a última boa argumentação para eu deixar de fumar “ um dia” e esse dia chegou quando resolvi adiar acender o cigarro, como tantas vezes adiei decisões para depois de fumar. E assim, venci a ansiedade, dando uma volta no meu próprio mecanismo de defesa.
Estou até hoje para acender aquele cigarro que eu ia acender antes de encarar um trânsito. Esse adiamento é renovado quase todos os dias em que bate a vontade de fumar. Ainda me sinto uma fumante que não fuma e não uma ex-fumante.
Continuo sem evitar fumantes e seus ambientes enfumaçados (embora tenha menos fumantes e seus ambientes enfumaçados do que antes por causa das leis de combate ao fumo); não sou uma ex-fumante chata e repressora porque sei o quanto é difícil vencer um vício. Mas acho que vale à pena largar.
Ganha-se peso? ganha-se sim em função da substituição que se faz do cigarro por uma bala, bombom ou mesmo comida. Mas em compensação, aumenta-se a disposição para fazer atividades físicas. Fiz Pilates um tempo e foi bem bom. Engordei 8 kilos e perdi um mundo de roupas, mas eu estava franzina de modo que não fiquei propriamente gorda. Se me incomodar muito, é só recomeçar com atividade física constante e ficarei com o peso adequado. Atualmente, eu perderia uns 4 kilos, mas só para tentar caber numas “roupitchas” que eu gostava muito e que estão muito justas.
Roubaram minha bicicleta em Março (coloquei a notícia num post de daquele mês), mas devo comprar outra logo pro final do ano, mais simples, e pretendo pedalar bastante.
Sinto que minha musculatura ganhou mais tonicidade e, para namorar, melhora bastante também. Vai dizer que isso não conta pontos preciosos?!! hehehehe
Enfim, pesando na balança, engordar um pouco foi quase nada de problema se comparado aos diversos ganhos que tive ao largar o meu bom e velho Carlton. Às veze, numa fase mais brava, chupo pastilha Niquitin de 2 mg. É ótimo. Ajuda bastante. Tem o chiclete Nicorete também e eu mascava no segundo mês, que foi quando senti mais falta. Mas faz bastante tempo que não masco mais.
Eu diria a quem quer parar de fumar: não planeje parar: pare agora antes de acender o próximo cigarro. Adie para “amanhã” acendê-lo. E segure a onda. Você pode. Eu pude e fumei por 24 anos.