909 Noites Insones

Julho 13, 2009

Juliette Binoche em dose dupla

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:54 am

Hoje acordei com saudades do cinema e pensei em passar o dia no escurinho da sala de projeção. Isso daria uns 3 ou 4 filmes, mas não confio muito em chegar em casa depois de meia-noite num Domingo. Paciência. É a cidade que anda estranha pra dirigir de noite ou eu estou paranóica ou ambas as opções estão corretas. De qualquer forma, deu pra ver dois filmes e entre um e outro, uma paradinha pra comer alguma coisa. Interessante é que no lugar onde fomos, eu e Caloã, tinha umas 8 salas e em duas delas passavam dois filmes diferentes da Juliette Binoche: “Horas de Verão” e “Paris”. Claro que foram esses dois que escolhemos, não só porque sou fã da Juliette, mas porque gostamos de filmes europeus, suas paisagens, luzes e maneira de contar uma estória sem ser previsível o final.
O primeiro filme, “Horas de Verão”, é um tanto quanto boboca. Eu diria que é um filme com moral da história: ” sua mãe sabe que está velha e vai morrer um dia e que os filhos vão se desfazer das coisas materiais porque o tempo urge e a fila anda. Portanto, não se sinta culpado”. Simples assim. Não tem conflito no filme e a “moral da história”,  aí do lado, poderia ser também a sinopse do filme. E a Juliette Binoche está loira. É muito estranho dirigir num  Domingo de noite no Rio e ver Juliette Binoche loira. 
Já “Paris”, é um filme com uma luz linda, umas tomadas legais da cidade (não iguais a tomada da Bastilha…desculpe a piada sem graça e babaquinha, mas foi inevitável…) e  tem a cena do sujeito de meia-idade dançando para a namorada que arrumou, de 18 aninhos. Situação patética, mas a cena foi hilária. Veja aí embaixo.Adorei o ator.
É um filme leve apesar de todo mundo ter problemas e tem uma pitadinha de humor. A moral da história desse filme poderia bem ser: ” todo mundo tem problema afetivos, financeiros e de saúde mesmo na mítica e glamourosa Paris”.  Tem uma cena em que o sujeito está indo pro hospital e vê as pessoas andando nas ruas, personagens do filme resolvendo seus problemas, tocando suas vidas e reclamando das coisas e ele diz que franceses são assim: sempre insatisfeitos, mas tinham que dar valor ao fato de respirarem com saúde e andarem tranquilos pela cidade. Ahhh…mas isso vale para todo mundo e em todo lugar.
A curiosidade do filme, é que a maior parte dos personagens está na faixa dos 40 anos e a personagem da Juliette diz que aos 4o, não é tão fácil arrumar um namorado porque os homens têm medo de mulheres que sabem o quer e eles preferem as mocinhas jovenznhas que são mais desprotegidas. Eu não concordo com isso. Acho que aos 40 você escolhe e não é mais escolhida e não vejo nada de errado nisso. E aos 40, se quem você escolhe  não está a fim de você, isso não faz  de você a criatura mais infeliz do mundo como quando somos adolescentes. Pelo menos, creio eu, que não deveria sentir-se assim. Shit happens…
Enfim, foi bacana o Domingo e a semana vai começar bonita.
Ah sim..queria dizer que na livraria do Unibanco Artplex (em Botafogo)  tem uma livraria imperdível. Vale à pena ir, mesmo sem entrar no cinema,  porque tem um acervo bem bom de livros sobre cinema, história  e vídeos pra comprar e tal.
Outra coisa: a trilha sonora do filme “Paris” é bem interessante. Não fenomenal, mas interessante. Se der, tente uma degustação “de grátis” por aqui na internet.
Abaixo,  cenas do filme “Paris”.

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