Nunca vi nem ouvi falar sobre haver ingresso para funeral. Numa boa: se a família de Michael Jackson queria dividir com os fãs a dor de perdê-lo, creio que deveriam ter seguido o inteligente e sensível exemplo da Yoko Ono quando na ocasião da passagem do John lá pro outro lado. Não teve enterro porque John foi cremado sem muita demora. Logo no dia seguinte à liberação do corpo pelo IML de lá. Mas ela também quis dividir sua dor com fãs e para isso, pediu aos fãs de Lennon ao redor do planeta, que acendessem uma vela e fizessem uma oração por ele, quando os relógios de seus países atingissem o horário equivalente às 18 horas dos EUA (não lembro o horário exato).
Dessa maneira, a energia dos fãs se condensaria numa única energia de amor, grandiosa e concentrada, ao redor do mundo. Acho que John gostou disso, pois minha vela não deixou 1 milímetro de pavio e nem uma gota de cera sequer para contar a estória de que foi acesa.
Naquela época, eu era uma adolescente e ainda acreditava que precisava acender velas para que minhas orações chegassem ao seu destino e tomei aquilo como um sinal de que John tinha recebido de bom grado minhas orações tão comovidas e sinceras.
Elizabeth Taylor, uma diva maravilhosa do cinema e verdadeira amiga de Michael, disse que fizeram do funeral dele um “circo”.
Acho que a família dele teve boa intenção, mas também acho que ficou meio show, com ingresso distribuído e músicas ao vivo.
Lembro quando eu ouvi pela primeira vez o Michael cantando “One Day in Your Life”. Aquela melodia e sua voz entraram lá nos cantinhos da minha alma. Parecia uma tristeza tão doce ou doçura tão triste…algo assim, que comove às lágrimas. Ainda hoje quando escuto, acho muito bonito tudo naquela canção.
O que é Michael cantando “Human Nature” ? Noooossa…
A voz de Michael acompanhou toda a minha vida porque ele era apenas 6 anos mais velho do que eu. Então, acho que Michael merece todo amor que houver nessa e em qualquer vida, mas precisava disso?
Ontem o dia foi tumultuado e não deu pra tocar um som na vitrolinha, mas hoje é um novo dia e estou quase zen. Por isso vou tocar Milton Nascimento. Mais precisamente, o Milton dos anos 60/70, quando fazia também discos com o “Clube da Esquina” e acompanhado do ” Som Imaginário”.
