Gente do céu!! nunca imaginei ser possível e estava fora dos meus planos e até das minhas mais remotas cogitações, mas já fazem 7 dias que estou sem fumar !! Bem , só Deus sabe o esforço que tem sido porque tem umas horas no dia em que parece que a minha alma vai sair do meu corpo, para desprender-se do meu cérebro na intenção de ir pegar um cigarro. Minha mente está firme no propósito de continuar não fumando, mas meu condicionamento parece ter vida independente. É um duelo de titãs que se trava entre eu e eu por uns dois minutos, que é o tempo que dura esses picos de vontade intensa de fumar.
Não fiz um plano consciente de parar de fumar. Não pensei: ” na segunda-feira, vou parar de fumar”. Isso não funciona comigo e ainda faria eu ter mais vontade ainda de fumar porque sou uma ansiosa de carteirinha. O que aconteceu é que eu pensava esporadicamente na possibilidade de largar, mas esse “pensar esporadicamente” estava boiando na minha cabeça por uns dois anos: ia e voltava, que nem as fases da lua.
Uma noite, indo para casa, me ocorreu de acender um cigarro no estacionamento antes de entrar no carro, já que nunca gostei de dirigir fumando e para não dar vontade, eu fumava antes. Então, era quase como um ritual: o cigarrinho antes do trânsito. Só que me deu um estalo e eu disse a mim mesma:”depois eu acendo”. E estou até hoje para acender aquele cigarro.
Não tem sido uma molezinha, mas para falar a verdade, pensei que fosse uma sensação muitíssimo pior. Eu pensei que eu fosse ter uma crise histérica de abstinência…sei lá, algo raivoso como babar, xingar os outros na rua, querem me atirar da janela (se bem que moro em casa térrea e isso não ia causar grandes danos). Pensei que eu fosse ter que ser internada com crise de enxaqueca ou que eu fosse entrar numa espécie de crise de mutismo e comportamento depressivo ou anti-social.
O que acontece, na real, é que tem os momentos chave em que o cigarro era “de lei”. Por exemplo: ao ler o jornal de manhã, quando tenho que decidir alguma coisa do dia-à-dia e o caso de dirigir antes do trânsito. Não é tanto o vício da nicotina, mas do ritual. Para essas horas, tenho usado chicletes.
Às vezes chicletes normais e,às vezes chicletes Nicorette (com 2 mg de nicotina). Teve um dia em que masquei dois chicletes de nicotina e teve um dia em que masquei 5. Depende do dia.
Hoje fui mascar um chiclete de nicotina e fiquei “azul” de enjoada. Mas ainda sinto vontade de acender o cigarro….
Bom, tudo bem. Podia ser pior e me considero uma “fumante que não fuma” e não uma ex-fumante. Acho que vai demorar um tempo bom para eu me considerar uma ex-fumante. Tenho que ficar esperta ainda. Mas estou feliz comigo por esse tempo sem fumar.
Não parei para agradar as pessoas nem por algum medo qualquer de morrer ou algo assim.
Parei só porque a situação de dependente de um produto estava me incomodando a auto-estima.
Durante uns dois anos pensei esporadicamente sobre minha situação de dependente e a dependência de qualquer coisa é uma escravidão. Mas largar o cigarro é um pouco mais difícil porque não vemos os malefícios de forma tão ruim e breve como outras drogas, tipo cocaína ou álcool. Nosso dia à dia não fica adulterado a ponto de perdermos a lucidez. Por isso eu precisei de pensar por dois anos, sem me cobrar decisão imediata. Foi como se eu tivesse me preparando psicologicamente.
Estou me sentindo bem com a aparência e devo ganhar massa muscular.
Não tenho pânico de engordar ( mas sei que vou ), mas não tenho sentido uma “fome de leão”.
O cheiro do cigarro das pessoas não me incomoda.
Aliás, quando eu era “fumante que fumava”, detestava aquele ex-fumante idiota que ficava dizendo “sai pra lá com esse cheiro de cigarro”. Hoje, estou vendo que ele é mais idiota do que eu pensava porque ele, mais do que ninguém, sabe que não é molezinha parar e deveria ser mais generoso com quem não conseguiu ainda superar o vício. Cada pessoa tem seu tempo e um ex-fumante tem telhado de vidro.
Enfim, vou continuar na batalha. Por enquanto, estou ganhando !
Outubro 29, 2008
Por enquanto, estou ganhando!
Outubro 27, 2008
Blogagem Coletiva Abre Aspas II
HILDA HILST nasceu em Jaú (SP), no dia 21 de Abril de 1930. Radicada no município de Campinas (SP) desde 1965, vivia na chácara Casa do Sol
Formada em Direito pela USP, desde 1954 dedicava-se integralmente à criação literária. É reconhecida hoje como um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Faleceu no dia 4 de Fevereiro de 2004.
Tenho a maior admiração pela poesia da Hilda Hilst e escolhi o poema II do livro Via Espessa (livro este enxertado no livro Do Desejo, publicado pela Editora Globo).
Se te pertenço, separo-me de mim.
Perco meu passo nos caminhos de terra
E de Dionísio sigo a carne, a ebriedade.
Se te pertenço, perco a luz e o nome
e a nitidez do olhar de todos os começos;
O que me parecia um desenho no eterno,
se te pertenço, é um acorde ilusório no silêncio.
E por isso, por perder o mundo,
separo-me de mim. Pelo absurdo.
Hilda Hilst
Gabeira perdeu, mas não está morto.
Pronto: acabou a eleição e o Rio terá Eduardo Paes como prefeito. A diferença de votos para meu candidato, Gabeira, foi pouquíssima e não encheria um Maracanã. E agora? uma cidade com cerca de 12 milhões de habitantes está politicamente dividida. Não sou um brucutu xiita que vai torcer contra o novo prefeito porque isso significaria dar um tiro nos meus própriso pés e em, praticamente, 6 milhões de pares de pés. Mas estou injuriada porque o Rio teve a chance de quebrar paradigmas na forma de gerir uma metrópole e sair do atoleiro provinciano e tacanho no qual se meteu através de eleições passadas desde a eleição daquele casal maquiavélico de mente limitada. Cada povo tem os governantes que merece, é o que diz o jargão popular, mas quando a cidade está dividida dessa maneira, isso não se aplica nem em ditos populares.
O Paes já disse que vai acordar cedo e trabalhar até tarde e que se reunirá com as lideranças dos partidos que o apoiaram para definir os cargos, mas que levará em conta as competências para a farta distribuição de paletós para colocar nas cadeiras de chefia das repartições públicas. Ou seja, o blá blá blá já começou. Nada mudou.
O que fazer de agora em diante? penso que numa democracia, a solução para tal bizarrice política só pode ser a fiscalização em cima. Não pode ser possível que quase metade da população fique quieta, observando asneiras do prefeito, caso ele as cometa.
Mas vamos esperar que ele seja sensacional e que cale a minha boca e me surpreenda (e a todos que votamos no Gabeira).
Gabeira perdeu a eleição com dignidade e conta com a solidariedade e apoio de metade da população dessa cidade. Perdeu, mas não está morto.
Gabeira não usou panfletos, bus-door, out door…não teve apoio das máquinas municipal, estadual e federal. Não negociou com alianças duvidosas e nunca teve apoio de milicianos e outros sub-mini-poderes paralelos. Apenas seu nome, sua trajetória política e seu conhecido caráter ético lhe deram metade dos votos da cidade e por isso considero Gabeira um vencedor moral. Ele pode e tem credencial e aval popular para fiscalizar e incomodar aqueles que tentarem manter o Rio na ignorância.
Venceu a favelização, a anti-cultura, a pobreza de espírito, a violência, abstinência, a máquina pública…venceu a mesmice.
Mas enfim…vamos fiscalizar e torcer para que o Paes faça um transplante de ideologia no meio do seu mandato e se torne uma surpresa agradável.
Senhor prefeito, estamos de olho, viu ? pode acreditar.
Boa sorte pro senhor.
Outubro 14, 2008
O primeiro debate no Rio
Ontem, consegui ver a partir da metade do primeiro bloco o debate do Gabeira com o Paes e o que eu vi foi um Eduardo Paes enchendo a paciência com agressões e atribuindo tais agressões ao Gabeira. Tava chato vê-lo seguidamente juntar o nome do Gabeira ao Cesar Maia.
O Paes fez parte da turma do Maia! ele acha que todo mundo no Rio é surdo, mudo, cego e esquizofrênico?
Além do mais, penso eu: se o Cesar Maia quer apoiar ou não um determinado candidato, que apóie. Não será ele quem vai governar e Gabeira é bem resoluto, determinado a fazer o que acha certo. Tem moral pra isso e inteligência também.
Tava chato também ouvir a voz do Paes falar agressivamente e com ares de ” Gabeira, você não sabe nada do Rio.”
Acho que Paes se preparou, de fato, para ser prefeito e acho bacana pessoas objetivas, determinadas. Acontece que em eleições passadas, em todos os tempos, vimos e votamos em políticos determinados a chegar ao poder e apresentarem propostas ótimas (que não foram realizadas). E aí, eu penso cá com meus botões: eu vou votar no caráter também! de que adianta votar em propostas se o sujeito faz qualquer coisa para chegar ao poder, se alia a qualquer pessoa ou partido (um monte de vezes) para chegar ao seu objetivo e esquece depois que está lá como meu empregado. Sim. Meu empregado e empregado de todo mundo que coloca o sujeito sentado na cadeira com a caneta e nossas vidas nas mãos. O Paes já vai mudando ao longo da trajetória, tipo carreirista e sái falando mal de todo prato que comeu. Imagina depois…
O que penso que é possível fazer nessa eleição, é o eleitor tentar ficar mais esperto e ver de onde vem o candidato, o passado dele, a coerência, as propostas (sim, também, óbvio), as coligações, os apoios, a transparência financeira das doações de campanha e agora, também, o caráter e a questão da ética. Me parece um bom diferencial.
O Gabeira anda meio bravo depois de mais velho, mas não é truculento. Não quer mostrar potência e determinação. Quer mostrar inteligência, retidão e coerência com seu passado político. Quer mostrar serviço e o ano que vem desenha desde já um caminho meio tortuoso economicamente. Há de se pensar nisso. Será necessário ter alguma criatividade, convenhamos.
Ele não falou em investir mundos e fundos nisso ou aquilo e fala muito em parcerias com a iniciativa privada. Acho mais viável.
Enfim, vi nesse primeiro debate um Paes com fome de fazer e acontecer e que faz qualquer coisa para atingir seu objetivo onde parece que os meios justificam os fins e esse filme já vi muitas vezes.
Agressivo e incoerente. Atira contra o PSDB, partido onde estava até o ano passado e usando mesmo a imagem do presidente que ele chamou, não faz muito tempo de chefe de quadrilha. Paes se desculpou com Lula mas, numa hora dessas, acredito que ele pediria desculpas até pro Jerominho se este lhe garantisse a ” vaga” na prefeitura.
Aliás, falando nisso, vi lá no blog da Lúcia Hippólito uma carta de um eleitor que dizia:
“….Entre os distribuidores dos panfletos (de Eduardo Paes), Marcelo Tijollo, candidato derrotado à Câmara de Vereadores, integrante de uma violenta torcida organizada do Flamengo e filiado ao PT do B, mesmo partido de Carminha Jerominho, que dispensa comentários. Pela lógica, Carminha Jerominho apóia Eduardo Paes. “
Este leitor falava da distribuição de panfletos pró-Paes no Maracanã, antes do jogo do Flamengo contra o Atlético Mineiro. Um eleitor flamenguista, que estava indo ver seu clube do coração jogar. Nenhuma trama política.
Enfim, vi um Gabeira coerente e constante. Vi um sujeito que eu gostaria de que fosse prefeito da minha cidade. Um prefeito diferente daqueles que tem feito do Rio uma cidade com medo, provinciana a cada ano após tantos ignorantes e sedentos de poder a qualquer preço governando a cidade e o Estado.
Outubro 10, 2008
Homenagem singela à senhora Olive Riley
A vida de qualquer pessoa dá um livro. Qualquer pessoa, de qualquer lugar. E quanto mais velha fôr, mais interessante é o conteúdo. Esse pensamento já ficava boiando na minha cabeça antes da internet, mas com o advento da globalização isso vai ficando mais claro.
Eu estava lendo sobre o falecimento da blogueira mais velha do mundo, no último dia 12 de Julho. Uma senhorinha australiana que nasceu em 1899, passou por duas guerras mundiais, criou três filhos como cozinheira e garçonete, entre outros trabalhos e estava morado num asilo, ao que parece, decente e, de lá, ela conversava com pessoas de outros países e blogava sua história de vida, dava conselhos aos mais jovens e seu blog era muito acessado.
No seu último post, no dia 26 de Junho, ela escreveu: “os dias [no asilo] voaram, apesar de eu ficar na cama a maior parte do tempo. Ainda me sinto fraca e não consigo acabar com essa tosse”, contou. “A Penny, que fica na cama perto da minha, recebeu a visita de sua filha, que é cantora profissional. Adivinha o que aconteceu? Ela e eu cantamos uma música feliz, como faço todos os dias, e as enfermeiras acompanharam. Foi um belo show.”
Que coisa maravilhosa chegar aos 108 anos e ter a possibilidade de manter contato com outras pessoas e ser bem tratada, ser lúcida e cantar com alegria.
Algumas poucas vezes na vida estive fazendo visitas em asilos e muito raramente nessas poucas vezes vi senhorinhas e senhorzinhos felizes. Normalmente, eles mostram fotos de seus filhos e noras e contam estórias tristes. Uns choram porque a nora não permite que o filho da senhora e seus netos possam ir visitá-los. Uns tentam não mostrar rancor, justificando que a vida é dura e seus parentes não têm tempo para visitas. Uns são bravos e outros taciturnos, não gostam de falar nem com aqueles com quem convivem.
Quem não sabe que tem asilo que trata de forma pouco afetuosa seus habitantes? limitam-se a dar-lhes remédios no horário, banho e alimentação. Tratamento abominável que nem animais merecem, pois carinho alimenta a alma e o coração além de prevenir doenças.
Se eu pudesse sugerir alguma coisa para os proprietários de abrigos, asilos, casas de repouso e similares, eu diria a eles para colocar internet para essas pessoas fazerem amigos ao redor do mundo como a dona Olive, da Austrália. Aliás, lindo nome esse: “Olive”, né?
No Japão, a sociedade têm respeito pelos idosos e sua sabedoria. Aqui no ocidente poderíamos usar como exemplo.
É fato que tem velhinho malcriado, mas por que o preconceito com o velhinho malcriado se no dia à dia encontramos adultos, crianças, adolescentes tão malcriados quanto certos velhinhos?
Além do mais, vai viver num asilo chato, onde só te dão o básico para sobreviver depois de ter vivido uma vida longa plena e cheia de energia… você não ia ficar tremendamente mal humorado (a) e até deprê?
Mas sou sempre otimista, mesmo pateticamente otimista, e acho verdadeiramente que a velhice não é mais como era antigamente. Velhice não é sinônimo de decrepitude e tristeza.
O que maltrata a vida é a falta de perspectiva e movimento, o isolamento e a ausência de carinho.
Madre Teresa dizia com muita sabedoria que não se sentir querido é a pior das doenças.
Dona Olive deixa um exemplo de pessoa que se ajuda ao criar um blog e teve o auxílio, o incentivo de pessoas que sabem que não serão jovens para sempre. Teve também amigos e admiradores anônimos que ela nunca viu o rosto, mas a energia do amor preencheu seus dias e alimentou seu coração.
Um espírito jovial, sem dúvida. Mais jovem do que muitos jovens em idade cronológica.
Não esquecerei seu exemplo.
Que ela esteja lá do outro lado, livre da roupagem claustrofóbica do corpo físico, num lugar onde ela esteja feliz, sem tosse e cantando com seus amigos de juventude !
Senhora Olive Riley
Outubro 8, 2008
7 motivos para não votar em Eduardo Paes
1. Ele vai mudar o discurso quando alcançar o poder. Vai trair o eleitor. Mudou de partido seis vezes. A última as vésperas da eleição. Traiu os amigos.
Exemplo prático: Em 14 anos de vida política é a sexta troca de partido. Em 1993, ainda sub prefeito da Barra da Tijuca, era filiado ao PV, em 1996 foi para o PFL onde se elegeu vereador e deputado federal, em 1999 se filiou ao PTB, em 2001 volta ao PFL, em 2003 vai para o PSDB, por onde se candidata a governador e agora, 2007, vai para o PMDB. Vivia “malhando” Cesar Maia e Cabral Filho.
2. Ele vai aplicar a política de Segregação Social na áreas valorizadas. Como sub-prefeito da Barra e Jacarepaguá e como Secretário de Meio Ambiente promoveu a perseguição e a remoção de Comunidades pobres para abrir caminho para a especulação imobiliária.
Exemplo Prático: Barra da Tijuca, orla da lagoa da Barra. Removeu a Comunidade oriunda de pescadores ( ele mesmo dirigiu um trator ) para fazer uma área de preservação ambiental.
Resultado: Retirou os pobres e no local surgiu o Shopping Barra Point e a sede da Unimed.
Seu lema devia ser: ‘Preservar para as Elites’.
3. Ele é o candidato da especulação imobiliária. Quem sabe por isso sua campanha já tem cinco vezes o custo de todas as demais campanhas?
Exemplo prático: No PMDB queria vender o quartel da PM do Leblon. Queria vender o parquinho da Cedae do Posto 6. Queria vender a delegacia do Leblon. E outras mais. A Prefeitura bloqueou tudo. Agora o que ele quer é acabar com as APACs e escancarar as portas à especulação imobiliária em toda a zona Sul. Mas ele tem antecedentes. Aplicou o ‘cone de sombras sobre as praias’ e gerou uma estranha troca em São Conrado.
4. Ele apoia e é apoiado pelas milícias. A identificação com os políticos ligados as milícias é flagrante.
Exemplo Prático: Disse, no RJ TV, que as milícias levaram a paz a segurança as Comunidades de Jacarepaguá. É só checar no YouTube. Por ‘coincidência’, todas as áreas de milicianos estão fechadas com ele. Na Favela do Gouveia, em Paciência, o centro social do vereador Jerônimo Guimarães Filho
(Jerominho) montou tendas para oferecer serviços gratuitos como escovação de dentes e aplicação de flúor, verificação de pressão arterial, manicure e até emissão de carteira de identidade com funcionários cedidos pelo Detran. Segundo moradores, junto com as tendas para a prestação dos
serviços, chegaram à favela cerca de cinqüenta homens em um caminhão. Eles colocavam placas de CARMINHA Jerominho e do candidato a prefeito EDUARDO PAES nas casas.
5. Ele discrimina e desdenha as minorias e os movimentos sociais. Está sendo processado pelos índios por ofensa moral. Não compareceu a nenhuma convocação para debate com os Movimentos Sociais.
Exemplo Prático: Quando secretário de Esportes do Rio, Eduardo Paes, desdenhou das aspirações indígenas, quanto ao prédio do antigo museu do índio, ocupado pelos Tamoios, que querem ali estabelecer um Centro de Referência da Cultura Indígena. Prevendo ali um estacionamento disse: “Gostaríamos muito de ter a área para que o terreno fosse agregado à área do Maracanã”. O Instituto Tamoio está na Justiça contra uma declaração ofensiva do secretário desqualificando o movimento. Veja no site do Tamoio.
6. É oportunista. Posiciona-se sempre ao lado dos que, momentaneamente, estão em vantagem. Não respeita princípios éticos, acordos, nem linha de conduta. Não tem ideologia, nem coerência política.
Exemplo Prático: Perseguiu incansavelmente o Presidente Lula, o chamou de ladrão e Chefe de quadrilha na CPI dos Correios. Tudo em rede nacional de tv e nos jornais. Agora tenta pegar carona na popularidade do Presidente. Diz que tem “base”, apoio de Lula.
7. Ele usa a Máquina Pública para benefício eleitoreiro. Ele é acusado de Improbidade Administrativa, compra de votos e obras públicas em praça fantasma. Além de gravar programa eleitoral dentro de
uma UPA ,o que é proibido por lei.
Exemplo Prático: A juíza da 8ª Vara de Fazenda Pública, Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto, mandou notificar Eduardo Paes. O MP descobriu que a licitação da Fundação Parques e Jardins, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, dizia que seriam realizadas “obras de melhorias e tratamento paisagístico na praça situada na Avenida Marechal Rondon com Rua Nazário”, na Zona Norte.
Ao visitar o local, a perícia do MP constatou que não existe qualquer praça. As melhorias foram feitas, na verdade, dentro do Conjunto Bairro Novo, que tem uma das entradas pela Rua Nazário. A área é propriedade privada e tem guaritas para o controle de entrada e saída de pessoas e veículos.Para o
MP, o trabalho visou a benefício eleitoral. Depoimento de uma testemunha e panfletos apreendidos pelos promotores indicam que Eduardo Paes e o servidor público Nelson Curvelano estiveram no condomínio e prometeram aos moradores que fariam melhorias na praça. Naquele ano, Paes foi candidato a deputado federal. Curvelano concorreu para deputado estadual, mas não foi eleito.
O panfleto, com fotos e o número de campanha de Paes e Curvelano, dizia que “as obras da quadra e da área de lazer estão sendo realizadas (…). Vamos juntos, agora no dia 6, eleger quem realmente se comprometeu e faz”. Segundo os promotores, “eles (Paes e Curvelano) induziram os agentes públicos competentes para a prática de ato de improbidade e dele se beneficiaram indiretamente, com nítido propósito eleitoreiro”.
Fonte: http://coturnocarioca.blogspot.com/2008/09/eduardo-paes-no.html
Eduardo Paes e as milícias: http://www.youtube.com/watch?v=DXY7DRa2PXA
Não tem como confiar: http://www.youtube.com/watch?v=4TCkVw2ga2A&NR=1
Eduardo Paz?? Esse é o Prefeito que o Rio precisa?
Outubro 5, 2008
Bikes de aluguel Paris x Rio de Janeiro
Acima, as bicicletas de aluguel, disponibilizadas pela prefeitura de Paris a preços módicos.
Basta passar um cartão no dispositivo para que a “máquina” seja liberada.
O ciclista a utiliza e depois a devolve num ponto semelhante a esse.
Enquanto lá na França está tudo indo muito bem pelo reino das bicicletas de aluguel, por aqui parece que vai sair mesmo. Foi apresentado pelo prefeito Cesar Maia e pela empresa Serttel (especializada em trânsito) o bicicletário, os valores e os locais em que as bicicletas ficarão.
A notícia dada:
” Até novembro/2008, serão instaladas oito estações em Copacabana, e até o ano que vem mais 42 estações, sendo: 7 em Ipanema e Leblon, 4 na Lagoa, 11 em Botafogo e Flamengo, 8 no Centro e 12 na Tijuca. Cada bicicletário terá capacidade entre 10 e 20 bicicletas, funcionando das 6 hs às 23. hs. O usuário das bicicletas terão de pagar uma caução pela internet de R$ 350,00, mas que será debitado apenas se não for devolvida a bicicleta (seguro morreu de velho). “
( Caução de 350,00 ??? e pela internet???? e quem não tem internet?? e quem não tiver 350 pratas pra dar de caução??? com 350,00 é possível comprar duas bikes simples!!)
A liberação e devolução da bicicleta será feita pelo celular ( pelo celular?? e quem não tiver crédito no celular ??? meu celular é pós-pago e tenho internet, mas quantas pessoas têm?? que coisa pouco democrática…).
Quem for usar os aparelhos terá até 30 minutos gratuitos (mas só poderá pegar uma bicicleta nova depois de 15 minutos). O valor após os 30 minutos ainda não foi estipulado.
Eu, hein! Acho que devem estudar melhor uma maneira de fazer a coisa funcionar…assim não está muito democrático.
Outubro 1, 2008
Gabeira contra a máfia das sanguessugas de Renan
Pois é…precisa de um sujeito raçudo desses aqui.
Gabeira 43. É o meu voto.
Quem me conhece pessoalmente sabe que normalmente não sou muito paciente com políticos e politicagens. Isso acontece porque, sendo uma jovem senhorinha, já me cansei de ouvir blá blá blás e tive decepções o suficiente. Suficiente? bom, acho que nem tanto porque se assim fosse, eu não teria esperanças e sem esperança não dá pra viver, dentro do meu modo de ver as coisas.
Nos anos 80, quando eu era ainda uma estudante de segundo grau (hoje tem outro nome que não lembro agora), eu conheci o Fernando Gabeira através de um livro intitulado “o que é que é isso, companheiro” e, posteriormente li “O Crepúsculo do Macho”. Nessa época, ele era exilado e o Brasil ainda não havia feito a abertura política, trazendo de volta o pessoal que tava lá fora, como Henfil, Fernando Henrique, Darcy Ribeiro e o próprio Gabeira, entre vários nomes hoje conhecidos e que, inclusive, se venderam a tudo o que eles combatiam como: cobiça, corrupção, etc. Um exemplo? José Genoíno….Dirceuzão…
Desde que voltou, sempre votei no Gabeira, que na época era sujeito mais calmo, menos bravo. Tinha um discurso conciliador, meio de paz e amor e ecologia. Entrou pro Partido Verde e está nele até hoje. Achávamos aquilo um pouco de “esquerda festiva”, mas é bem verdade que sem árvore, não adianta ter rios e cascatas de dinheiro (desculpem o trocadilho). Existe a coligação, mas sabemos que sem coligações não se fazem eleições…fazer o quê?
A questão é que desde aquela época, voto no Gabeira como deputado federal, senador e o que mais aparecer e tenho acompanhado sua trajetória e a acho firme e coerente ideologicamente e eticamente.
Estou feliz que ele esteja menos paz e amor e mais bravo, porque o Rio de Janeiro, esse “Rio de amor que se perdeu”, segundo Vinícus de Moraes já dizia a nos atrás, está precisando de pulso firme e boa vontade.
Ainda acredito que é possível melhorar a cidade e muito é necessário fazer as melhoras.Não acho que ele ou outro consiga fazer tudo num único mandato, mas acredito que o que fôr possível e depender de inteligência e bom senso, ele fará.
Vou votar nele e espero que ele consiga desatar o nó que fizeram na cidade após anos de ignorância e incompetência daquele casal miserável e hipócrita, ladrões, que subtraiu o Rio de janeiro por 8 anos e das tolices e que o factóide do Cesar ajudou a embolar. Nem acho o Cesar ignorante e burrinho. Apenas desorientado. Desorientado, não pode. Dá problema também, certo?
Enfim, sou pela coerência, pela ética, pelo trabalho duro e vontade política.
Se Gabeira decepcionar. caso seja eleito, melhor votar nulo o resto da vida. Isso, claro, na minha opinião, que exponho aqui democraticamente. Respeito a visão das pessoas, mas acho importante colocar que sou daquelas que acompanha os candidatos em que vota e por isso falo bem sobre o Gabeira aqui.
Gosto muito da Jandira, a quem sempre votei também, quando não concorre com o Gabeira e acompanho a sua (dela) atuação. Bom seria se ela fosse vice do Gabeira ou vice-versa, mas não fizeram esse acordo…paciência. Perde o Rio.
Mas enfim, é isso.
Quem fôr votar, procure informar-se sobre a trajetória do seu candidato. Veja as propostas.
Que vença aquele em que a maioria votar e que o eleito faça, pelo amor de Deus, alguma coisa para melhorar a situação porque do jeito que está, não falta muito pro fundo do poço.



