909 Noites Insones

Maio 14, 2008

Falando em Távola Redonda…

Arquivado em: sobre sons — Norma Spagnuolo @ 3:18 pm

Nos anos 70, Rick wakeman gravou um disco absolutamente sensacional sobre o assunto. Era o disco de vinil (mas tem em CD) :  ”Myths & Legends Of King Arthur & The Knights Of The Round Table” .
Uma super produção, que segundo o próprio Rick, mesmo tendo vendido mihões de discos ao redor do mundo, o saldo financeiro ficou em 0 x 0 porque o custo foi muito caro. 
Deve ter sido mesmo. O disco tem a participação da “The English Chamber Choir”.
Consta que foi um fracasso retumbante de crítica e acho que os ingleses mesmo não gostam nadica do disco por acharem que é uma espécie de “mito e lenda britânicos contados para ignorantes” algo como nossa conhecida “macumba pra inglês ver”.
Eu gosto do disco. Principalmente da música  ”Guinevere” (mas a personagem em si, eu acho insossa pra caramba. Em todas as versões que conheço da lenda ).
Enfim, tem livro, tem filme e tem disco. Pra quem gosta, como eu, é um prato cheio.

As Brumas de Avalon

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:43 pm

Anos atrás, quando saiu o livro “As Brumas de Avalon” – de Marion Zimmer Bradley ( 4 volumes) – eu frequentava um curso no centro do Rio e vivia passando direto da estação do Metrô aonde eu deveria saltar. Desde criança, ao ver no cinema o desenho de Disney ”A Espada Era Lei”, que eu era muito interessada sobre a Lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda.
Normalmente, se dá muita ênfase ao triângulo amoroso formado entre o rei Arthur, sua esposa Gueneviere e seu melhor amigo e cavaleiro Lancelot. Entendo que isso, por si só, já gera uma história (e estória) atualíssima. Amores proibídos, amores que geram dilemas morais, guerras e similares sempre deram, dão e darão ibope. Mas existe muito mais além desse fato nessa lenda, que para alguns estudiosos ao redor do mundo, não é apenas uma lenda.
Assisti, no History Channel, um programa dedicado ao assunto, que até mostrou o local onde estariam enterrado os restos mortais de Arthur (uma espécie de casinhola, com uma tumba dentro dela, que ficava no meio do “nada”, um imenso terreno no interior da Inglaterra, cujo solo estava cheio de pedacinhos de ossos humanos e fragmentos de instrumentos de batalhas medievais).
A lenda em si é enorme para contar aqui, mas recomendo assistir o filme e ler o livro de Marion, além do que mais puder cair às mãos. A literatura disponível é enorme e existem pequenas variações entre cada uma, o que torna a história mais intrigante, mas existem muitos pontos em comum.
Viviane, a grã-sacerdotisa de Avalon, era a irmã de Igraine e Morgause e também era tia de Morgana – meia irmã de Arthur por parte de Igraine. Morgana seguiria os passos da tia Viviane, por ter sido preparada por aquela, uma vez que havia herdado o dom da visão. Igraine também tinha o dom da visão, mas recusava-se a usá-lo por ter raiva de Viviane (que a obrigou a casar com Gourlois (pai de Mogana - a quem detestava ). Só voltou a usá-lo (o dom da visão) quando casou-se com Uther Pendragon, com quem gerou Arthur.
Viviane visava um objetivo: salvar a Bretanha dos saxões, que depois do domínio romano, tomaram- na  de assalto e matavam cristãos e também pagãos, seguidores da Deusa. Avalon também estava ameaçada.
Viviane e Taliesin (Merlin, para os íntimos) eram iguais em forças e visões e se davam bem mas, de vez em quando , tinham idéias opostas de como conseguir a união. Porém concordavam sobre dar uma “forcinha” para Arthur por este possuir a linhagem tanto da Deusa (filho de Igraine, sobrinho de Viviane) quanto dos homens (filho de Uther Pendragon).
Enfim, eram tempos difíceis lá por aquelas bandas da ilha cinza.
Entretenimento garantido e com conteúdo pra lá de interessante.

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