909 Noites Insones

Abril 29, 2008

Apoio ao SESC São Paulo

Arquivado em: Papinho, reflexões — Norma Spagnuolo @ 4:57 am

Através de uma querida amiga de São Paulo, tomei conhecimento da funcionalidade do SESC em São Paulo. Na unidade de Pinheiros, almocei e vi as pessoas praticando exercícios. Sei que existem projetos de fomento à cultura que são realizados com zelo e profissionalismo.
Agora, lá vem projeto do Governo Federal para esculachar uma das poucas coisas que funcionam bem em relação à cultura e ao bom exercício democrático de cidadania neste país.
Não fui ainda numa unidade do SESC aqui no Rio para saber se funciona tão bem e tão democraticamente quanto funciona lá. Eu espero que sim, pois no Rio, lamentavelmente a situação da cultura, não anda lá muito bem das pernas e atribuo isso aos 8 anos de (des) governo do casal miserável que andou esquentando lugar na prefeitura e governo do Rio de janeiro, que já foi a muitos anos considerado a capital cultural do país. Enfim, isso é outra estória, para outro post.
Que o SESC SP continue motivo de inspiração e referência para qualquer SESC de outro Estado e para qualquer instituição que se proponha a ser um local de cultura, criatividade, esporte e lazer democrático e bem gerido.
O que importa a mim, como brasileira, é apoiar aonde quer que seja, boas iniciativas e qualquer gestão de cultura que funcione com competência neste país.

Abaixo, publico uma carta pública do Diretor Regional do SESC São Paulo, Danilo Santos de Miranda.

Caros amigos e parceiros do SESC:

Gostaria de compartilhar com todos vocês o risco a que o SESC está exposto neste momento. Talvez já tenham tomado conhecimento pela imprensa: o governo federal lançou medidas para melhoria da formação técnica dos jovens brasileiros que, do modo como estão sendo propostas, por mais bem intencionadas que sejam, constituem ameaça de uma intervenção do Estado em uma entidade privada.

O projeto, em resumo, pretende rever a distribuição dos recursos do impropriamente chamado Sistema S. Determina que boa parte da arrecadação dessas entidades seja remanejada para um novo Fundo destinado à formação técnica. O fato, porém, é que as entidades do chamado Sistema S são em si resultado de Fundos já criados, lá nos anos 40, em parte, com a mesma finalidade.

O remanejamento dos recursos desses Fundos para outro novo Fundo, no entanto, implicará na restrição drástica da diversidade e do alcance da reconhecida ação do SESC, em prejuízo da educação permanente promovida diariamente a seus milhares de freqüentadores assíduos. Diante desse quadro, sinto que é meu dever dirigir-me uma vez mais a vocês, sobretudo porque estou seguro do valor desta instituição. A melhor maneira de conferir o significado de sua ação é vivenciar o dia-a-dia nas unidades (atualmente são 31, somente no Estado de São Paulo); ouvir o relato dos freqüentadores sobre a importância do SESC em suas vidas e para suas famílias; estar e usar os equipamentos e instalações de primeira qualidade, abertos a todos os estratos sociais, e participar das inúmeras atividades que abrangem um amplo arco de interesses e necessidades, reunindo um público extremamente diversificado.

Acredito que todos vocês já tiveram essa oportunidade. São, portanto, testemunhas da natureza beneficamente eficaz, engajadamente eficiente e profundamente educativa do trabalho que o SESC desenvolve há mais de 61 anos. Esse patrimônio não pode ser sacrificado no altar de prioridades transitórias, em nome das quais se engendra um prejuízo incalculável ao país. Tornar a Educação meramente técnica, burocrática e pragmática, dissociando-a do universo simbólico, subjetivo, crítico e criativo, cerne da Ação Cultural, é um evidente retrocesso, fruto de visão flagrantemente obscurantista.

Certo de que compreenderão a gravidade dessa perspectiva, escrevo a vocês, formadores de opinião, representantes de classes, artistas, pensadores, amigos e parceiros do SESC para que se manifestem, pelos meios ao seu alcance, em prol da continuidade de nosso trabalho. Um projeto que, afinal, construímos juntos.

Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do SESC SÃO PAULO

Abril 28, 2008

Blogagem Coletiva “Abre Aspas”

Arquivado em: Sem categoria — Norma Spagnuolo @ 11:06 am

Do Desejo – VII
Autora: Hilda Hilst*

Lembra-te que há um querer doloroso
e de fastio a que chamam de amor.
E outro de tulipas e de espelhos,
licencioso, indigno, a que chamam de desejo.
Não caminhar um descaminho, um arrastar-se
em direção aos ventos, aos açoites
E um extraordinário turbilhão.
Por que me queres sempre nos espelhos,
naquele descaminhar, no pó dos impossíveis,
se só me quero viva nas tuas veias?

Hilda de Almeida Prado Hilst – Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), formando-se em 1952.
Foi na universidade que conheceu sua melhor amiga, a  escritora, Lygia Fagundes Telles. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas, onde hospedou diversos escritores e artistas por vários anos. Ali dedicou todo seu tempo à criação literária.
É reconhecida, quase pela unanimidade da crítica brasileira, como uma das nossas principais autoras, sendo consideradas uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX. Segundo o crítico Anatol Rosenfeld, “Hilda pertence ao raro grupo de artistas que conseguiu qualidade excepcional em todos os gêneros literários que se propôs – poesia, teatro e ficção”.
Distinguida por vários de nossos mais significativos prêmios literários, presente em numerosas antologias de poesia e ficção, tanto nacionais como estrangeiras, há muito seu nome está incluído nos dicionários de autores brasileiros contemporâneos.
De temperamento transgressor, prezando a liberdade, dona de uma rara beleza e coragem, culta e poeta, Hilda teve uma personalidade marcante e sedutora que ia de encontro aos costumes tradicionais vigentes nos anos 50, criando-se um folclore ao seu redor que, segundo alguns críticos, até chegou a ofuscar a importância de sua obra. 
Falecida a 4 de fevereiro de 2004.
Para saber mais sobre Hilda Hilst: http://www.hildahilst.com.br/

 
 
 

Abril 23, 2008

Noite Preta

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 2:49 am

 

Para Meu Xerifão Mick Com Muito Amor

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 1:56 am

Numa tarde de 1996, fui a uma delegacia tirar a segunda-via da carteira de identidade. Chegando lá, a fila estava meio comprida e eu pus-me a esperar chegar a minha vez de ser atendida. Já naquela época, odiava filas e burocracias e meu estado de espírito não estava muito bom porque eu havia perdido no mês anterior um cachorro amigo muito querido chamado Plenty, que me fez companhia e me divertiu e distraiu por 18 anos. Viveu bastante, o meu Plenty.

Então, eis que num determinado momento, ao virar o rosto para o lado, na fila da delegacia, avistei uma coinha dormindo num cantinho da prédio. Cheguei perto pra ver e qual não foi minha surpresa ao ver que se tratava de um cachorrinho. Ele devia ter um ou dois meses de vida, se tanto. Chamou a minha atenção, o fato de seu corpinho estar virado pra um lado e a carinha meio inclinada pra o outro lado. será que tá morto? – pensei. Cheguei perto e vi que não. Eu sabia que aquilo não ia dar certo. Se eu ficasse ali, ia pegá-lo e levá-lo pra casa e minha mãe ia dizer para nós dois ir-mos morar na rua, pois ela também estava ressentida com a perda do plenty.
Voltei pra fila e fui atendida. E o cachorrinho lá na rua e na minha cabeça, me assombrando. Saí do lugar e resolvi dar uma outra olhadinha no cachorrinho, que por sinal, apesar de pequenino e inspirar pena, era bem feinho. Lá estava ele. Então resolvi sair de lá correndo e fazer um lanche para esquecer o assunto.  Você esqueceu? Pois é…eu também não e lá voltei para dar uma última espiadinha no cachorrinho feio. Desta vez, uns policiais estavam tentando dar algo para ele se alimentar. Ele não comia. As pessoas diziam: “tadinho”, “que pequenininho”, essas coisas e meu coração foi derretendo e meu medo de ser colocada para fora de casa junto com um cachorro novo foi sumindo na mesma proporção. Quer saber? pensei: Vou levar. Peguei o bichinho e levei na clinica veterinária mais próxima.  Enquanto ele ficava lá, sendo lavado, fui comprar ração, sabonete de cachorro, toalhinha, e tudo o mais que seria necessário ter em casa.
Por fim, ele ficou limpinho, vemifugado, tratado e tentei entrar em casa e , é claro, que não pude. Minha mãe teria me deserdado se  ela fosse rica !! Então, sem opção, fiquei uns 4 dias fora, dormindo com o cachorrinho na casa de uma amiga.
Depois de árduas negociações por telefone, pudemos ir para casa. Minha mãe disse: Cruz credo, que cachorro feio que vc foi arrumar!!  e não deu muita bola, já que uma cláusula no “contrato”, constava que eu deveria ser a responsável única pelo bem estar do animal, além de me encarregar da limpeza da casa. Uma única “cáca” ou “micro pingos de xixi” dentro de casa, lá iríamos eu e o cachorrinho pro olho da rua de novo. Minha sorte é que eu morava numa grande casa térrea, com bastante espaço externo e isso ajudava a manter uma casa limpa.
Dei o nome de Mick para o cachorrinho feio. Seria Mick porque, uns três dias antes, eu havia assistido ao show dos Rolling Stones, no Maracanã.

E assim foi…
No mesmo ano de 1996, ano em que estava tudo certo para eu ir morar num sítio, no interior (e eu fui, de fato), também acabei pegando uma gatinha que se chama Pedrita e ganhei de uma criancinha um cachorrinho que , segundo ela, iam jogar num valão no bairro de Oswaldo Cruz . Não Pode!!! e lá fui eu aparecer em casa com mais um cachorrinho, ao qual batizei de Pepe.
O Mick, por ser o “mais velho”, curiosamente, sempre cuidava dos outros. Sempre que havia um movimento estranho deles, ele avisava. Corria até mim e depois voltava correndo até onde estava acontecendo algo com algum dos outros dois. Mick era meio “paizão”…. meio “xerifão”. Mas ele também adorava brincar em alguns momentos. Normalmente, ele era sério e sempre com olhar muito expressivo.
Minha mãe, que a ele resistiu tanto no início, afeiçoou-se a ele de tal maneira, que nem parecia aquela pessoa que ia nos pôr para fora de casa. O Mick tornou-se “o predileto” dela porque ela viu que o “feioso” era o animal mais bondoso da casa.

Hoje, 22/04/2008, nosso “xerifão Mick” se foi. Morreu de insuficiência renal na clínica veterinária em que estava há três dias. Eram 18:30 h e eu estava indo lá visitá-lo.

Vai pro céu dos cachorrinhos, meu querido e lindo amigo. Que lá você encontre muito espaço e outros cachorrinhos para cuidar como vc fazia (e gostava de fazer) com as outras “crianças-bichinhos” daqui de casa.
Todos vamos sentir saudades de você.
Que São Francisco de Assis te acolha nos braços depois de dias tão frios e dolorosos.
Com muito amor
Norma, Mummy Leda, Pedrita e Pepe

Abril 22, 2008

No Meio Do Caminho Havia Uma Bike

Arquivado em: Sem categoria — Norma Spagnuolo @ 12:52 am

Hoje, de noitinha, fui visitar meu cachorro na clínica veterinária na esperança de que eu já pudesse trazê-lo de volta para casa. No meio do caminho, parei num sinal vermelho, num cruzamento considerado perigoso, e fiquei lá esperando o sinal abrir distraidamente enquanto pensava no meu velho cachorrinho de 12 anos lá naquele lugar impessoal, sem o calor de uma família, sem sua caminha, suas cumbuquinhas de comida e água…ele deve estar todo deprê com aquele caninho de soro no seu bracinho…eu também estaria. Pensava essas coisas quando, de repente, na minha frente, vi um rapaz numa bicicleta. Ele parou ali, no meio da pista, na minha frente, esperando o sinal abrir também, como se fosse um automóvel. Eu pensei: ele parece um automóvel, ocupando o espaço de um automóvel! acho que ele deve ter lido na internet (ou noutro lugar), que uma bicicleta deve ser respeitada como qualquer outro meio de transporte e está fazendo valer seus direitos. 
Ele me fez refletir sobre os direitos de um ciclista e só achei estranho é que sempre li que o ciclista deve andar pelo lado direito da pista, mas lembrei que vi uma foto de uns ciclistas na Av. Paulista, em SP, que colocaram barras atravessadas em suas bikes onde havia uma plaquinha que dizia: “isto é um automóvel”. Cada bike ocupava o espaço de um carro também, como o rapaz na minha frente. Eu respeito.
De repente, o sinal abriu e lá foi ele embora e eu também.
A propósito: a veterinária aconselhou que eu não pegasse meu cachorrinho hoje e voltei pra casa sem ele.

Abril 20, 2008

Fita K-7 Virtual!!!

Arquivado em: sobre sons — Norma Spagnuolo @ 9:20 am

Hoje em dia, a gente compra um CD ou DVD e nele gravamos as músicas em formato MP3 que conseguimos fazendo download em sites que hospedam tais arquivos.
Olha quanta novidade para quem não tem 20 anos!! CD, DVD, download, site, arquivo, MP3…fora plugins, bluetooth etc etc etc… Quando que em 1980 eu ia imaginar que existiriam tais coisas ? Quando que eu ia imaginar que eu ia poder procurar com calma aquela canção especial que eu adoro e que só sei o nome do cantor e eu ia descobrir rapidinho e ainda baixar “de grátis” e gravar no meu computador para passar para meu MP3 player (ou I-Pod) ? Nunquinha! Isso, só no desenho “Os Jetsons”, se muito!!
Sou do tempo em que um gravador custava uma grana forte e precisava de fitas K-7 virgens, que embolavam dentro do gravador depois de velhas, estragando uma gravação conseguida depois de muito apagar porque o locutor da rádio insistia em colocar a vinheta da rádio no meio da música para não permitir gravações. OOOhh época mesquinha….
Mas fico feliz quando lembro da alegria que eu sentia quando conseguia uma boa gravação da rádio ou do toca-discos para mostrar para meus amigos e o povo me pedia uma cópia. Gastava-se um mundo de tempo para fazer uma fita “maneira”, mas jovenzinhos são sempre jovenzinhos e ficam felizes com coisas que consideramos bobocas quando ficamos adultos. Eu ficava feliz em gravar e mostrar músicas.
Não sei se essa jovenzinha que eu fui foi embora para dar lugar a uma jovem senhora que acha que prazeres simples são prazeres bobocas …eu ainda gosto de gravar músicas, mostrar, compartilhar e fazer cópias para os amigos. Será que esqueci de passar por algum ritual de passagem?
Bom, de qualquer forma, descobri hoje um site em que eu posso gravar fitas k-7 virtuais ! Posso enviar minha fita K-7 por e-mail para os amigos e também posso deixar a fitinha lá no site; também é possível colocar em alguns blogs (menos este…grrrr) e no Orkut.
Me diverti um bocado com esse novo brinquedinho virtual nessa noite de Sábado chuvoso, chatíssimo! E tem a vantagem da fitinha K-7 virtual não embolar !! Ah, e dá para personalizar o layout da fitinha também!
Deu curiosidade de ver ? Então, dê um pulinho no site. Tem que fazer um cadastrinho rapidíssimo(colocar um nome e uma senha) e, aí, fazer sua fitinha. Dá pra ver e ouvir as fitinhas de outras pessoas também. Acho que ainda faltam muitas músicas e artistas, mas parace que a coisa é nova e, posteriormente vão melhorando os serviços.
Minhas fitinhas são de norma.spg. Quem quiser ouvir, fique à vontade!
Bom, lá vai: http://www.mixwit.com/
Divirta-se !!!!

 

Orazi ou Garfield ?

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 2:32 am


É ou não é o Garfield em carne,osso,pêlos e gordurinhas ???!!
Mas a dona deste gato italiano diz que ele se chama Orazi…

Abril 17, 2008

Magrela Nova!

Arquivado em: Sem categoria — Norma Spagnuolo @ 6:48 am

Enfim, depois de 7 dias de ansiosa espera finalmente minha bicicleta chegou. Não é nenhuma TREK, que eu considero a Ferrari das bicicletas, mas ela é uma magrela simpática e nesses tempos de ladrões bem vestidos e informados, não vai chamar muita atenção (assim espero!!). Olha a foto dela aí em cima! só que não vou usar cestinha porque gosto de andar a pé até a padaria, jornaleiro, esses comerciozinhos de bairro…
Ainda não fui dar umas voltinhas porque a chuva não dá uma trégua. Desde antes de ontem que só chove. Aliás, que tanto chove nessa cidade? O verão foi horroroso, sem musa, sem hits da estação, sem solão, sem um super espetáculo altamente comentado e, desde 1º de Janeiro de 2008, acho que pelos menos choveu dois meses. Não tem mais essa de “Rio, meu mar, praia sem fim…” da música: “O Barquinho”. Para os dias de hoje, seria mais adequado: “Rio meu mar, chuva sem fim…” e “o barquinho” já teria virado em alto-mar faz tempo.  Quero estreiar logo minha magrela indomável, mas tá difícil…. Em Londres deve ter mais sol. Pena que tudo lá é em Euro…

Abril 14, 2008

de Brecht

Arquivado em: Poesia — Norma Spagnuolo @ 12:51 pm
Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída,
quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
na noite em que o mar a engoliu,
os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre consquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.

Bertolt Brecht
(1898-1956)

Abril 12, 2008

Trailer de Barbarella (1968)

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:30 pm

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