909 Noites Insones

Março 31, 2008

Dualidade

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 12:53 am

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Março 29, 2008

O Que Diria Glauber Rocha?

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 1:35 pm

Não faz muito tempo, aconteceu uma rodada de debates sobre humor no Cine Odeon, no Rio, e o Marcelo Madureira (leia-se Casseta & Planeta) falou em alto e bom som para todo mundo escutar: “Glauber Rocha é uma merda”. Pronto: instalou-se o caos.
Vai ter até sessão de desagravo a Glauber Rocha com exibição do filme ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol”, lá na ABI.  Desagravo? que coisa…
Tanta coisa absurda, surreal mesmo, acontecendo no país e ninguém faz um desagravo à situação….veja a situação caótica da saúde no Rio de Janeiro. Quem vai fazer um movimento pelas crianças mortas pela dengue?

Francamente, acho que Glauber Rocha deve estar se revirando no túmulo.
Acho que ele ia dizer: “O sujeito acha meus filmes uma merda? ele falou isso? que máximo, bicho! é sinal de que aqueles mesmos filmes de merda prepararam o terreno nesse país, desde sempre, provinciano, ridículo e raso para que  redatores de humor de televisão comprometida com a alienação das massas possa falar qualquer coisa democraticamente, se o dono da emissora deixar (tsc tsc) .Esse é o problema: nada mudou e continua tudo uma merda neste país  desde quando morri aí embaixo. Só que agora varrem para debaixo do tapete. O mal não tem mais cara, o que é muito mais perigoso.
Todo mundo que tem um mini-poder qualquer sobre um grupo ou uma população, assume o discurso politicamente correto e cidadãos morrem de dengue, de bala e de atropelamentos impunes, numa política genocida crescente e silenciosa e de longa data ”.

Pois é, qual o problema do outro não gostar dos filmes do Glauber? se ele acha uma merda, a opinião é dele…talvez ele devesse ter guardado a opinião para si mesmo porque, parece, ninguém havia lhe perguntado nada sobre Glauber Rocha. Mas isso é outra história. A questão é: o fato do sujeito ser consagrado e/ou excelente significa que ele deve ser unanimidade? não, né? então pra que desagravo e tal? que besteira…

Março 28, 2008

Depois da Páscoa

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 11:39 pm

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Cidade de Riscos

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 5:49 pm

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Rabiscos, Sons e Liberdade

Arquivado em: Ilustrações, Papinho — Norma Spagnuolo @ 5:41 pm

De vez em quando, colocarei aqui uns rabisquinhos que fiz (e faço) para dar uma função a eles. Acho sempre egoísmo quando alguém cria alguma coisa e não mostra. E daí se não é bonito ou se houverem pessoas que não gostam ou até mesmo que detestam a sua criação? é impossível agradar a gregos e troianos e acho que nem todo mundo deve apreciar  “O Nascimento de Vênus”, de Botticelli. Não há unanimidade no reino das criações.  Em compensação, se existe alguém, uma pessoa sequer, que se divirta, se distraia ou reflita sobre o que você fez, já está de bom tamanho. A função foi dada.
Certa vez, há muito tempo atrás, a esposa de um amigo meu foi internada num hospital e permaneceu lá por umas semanas.  Eu não podia visitá-la porque eu tinha um trabalho escravizante e na hora da visita eu nunca podia ir. Então, num sábado, ao visitar uma amiga, encontrei lá esse casal amigo, com a esposa dele já bem melhor e ao me ver, ela abriu o maior sorrisão e me deu um abraço caloroso. Eu retribuí e fiquei feliz com a melhora do seu (dela) estado de saúde. Durante um lanche, conversávamos sobre o que aconteceu e como foi a vida lá no hospital e ela me disse: —Norma, sabe aquela música que você fez assim, ó: lá ra ra rá (cantarolando uma musiquinha que eu tinha feito tempos atrás e sempre tocava pra turma). Eu ri e disse: sei sim, claro ! – ao que ela respondeu: quando eu tava ansiosa ou com dor, lá, eu sempre cantava essa música e me sentia bem…eu ficava alegre e lembrava da galera toda tocando e cantando.
Então, naquele momento, fiquei muito comovida e pensei que não havia dinheiro no mundo que pagasse aquela sensação. Era uma musiquinha simples, despretensiosa que eu fiz sem ser música formada, apenas para expressar minhas coisas e serviu para alguém num momento difícil. Esse é o grande barato de criar coisas e compartilhar, sem egocentrismo, sem grilos de crítica…é apenas fazer o que der na telha e de um momento de necessidade de se expressar, você vai e faz alguma coisa que amanhã pode ser bom para alguém.
Sempre digo aos meus amigos que não sejam carrascos com suas criações…seja uma música que eles considerem “meio ruinzinha” ou um desenho que considerem “meio tosco”; deixem fluir…melhorem se puderem e acharem que devem, mas façam  e mostrem sem grilos de críticas alheias.
Quanto a tal auto-crítica, acho saudável, mas perfeição, acho que só mesmo Deus.
O que nosso artista interno cria, nosso crítico interno detona sem dó nem piedade, mas no fundo, tudo é muito relativo, pois nunca se sabe se daqui a três dias ou três anos, você passará a gostar do seu rebento criativo. E se não gostar…e daí? ué….faça outro melhor depois. Simples assim: Liberdade de espírito.

Amigos

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 5:04 pm

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Peixe Eletrônico

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 12:09 am

Peixe Eletrônico Provoca Maremoto

Março 26, 2008

O Mundo Em Mono

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 2:24 pm

Estou ouvindo o mundo em mono desde antes de ontem. O Otorrino só pode me atender na sexta-feira e até lá vou vivenciando essa experiência esdrúxula. É esdrúxula porque, apesar de ser ruim na maior parte do tempo, percebi que tem suas vantagens.  Por exemplo: sempre que estou vendo um filminho bom à beça, parece que algum big caminhão rastreia as ondas de minha TV e resolve passar roncando alto o motor estridente exatamente na hora mais importante da trama, quando o diálogo é importantíssimo. Resultado: eu não escutava o diálogo e ficava irritada. Agora, pode pousar um boeing em frente ao portão que eu não estou nem aí, pois os diálogos do filme, já não estou escutando mesmo…ponto pra mim. Sem diálogo mas, também, sem roncos. E sempre se pode contar com as legendas em alguns filmes…ahaaa!!
Falando em ronco: de noite durmo um sono leve a maioria das vezes, principalmente agora que tenho dormido cedo.E em mono, durmo feito um bebê. Ruído nenhum me acorda. Aliás…. será que é por causa disso que não tenho tido mais noites insones? se essa situação não tiver cura, mudarei o nome do blog para: “sou surda, mas durmo no paraíso”.
Outra vantagem que descobri em estar 50% surda, é que não escuto mais metades de conversas em filas ou passando pela calçada. Com isso, parece que estou no meio de um filme, onde sinto a paisagem estranhamente mais silenciosa. Parece que o sentido da visão fica mais desenvolvido. “Olha, se você quiser ficar curada da miopia, te aconselho a ficar surda”… Imagino diálogos surreais.
Na sexta-feira, já imagino como será após a ida ao Otorrino: ele deve fazer limpeza, caso não seja algo mais sério (embora eu não acredite em “algo mais sério”) e sairei de lá ouvindo tudo amplificado: aquele programa de TV que eu odeio (e minha mãe adora) ficará ecoando lá no quarto e nas minhas entranhas, enquanto tento tirar um som no violão. O som do microfone do vendedor de frutas no “sacolão” ficará martelando no meu cérebro por minutos intermináveis e o carro de som passando na avenida, anunciando com estardalhaço de zilhões de decibéis ”leve um refrigerante grátis na compra de duas pizzas”, entrará pelos meus tímpanos adentro suscintando em mim mil idéias do que ele deve fazer com as pizzas. Aliás, odeio carros de som. Devia ser proibido ! e se fosse reincidente, o anunciante devia ser degredado para a Antártida para vender gelo seco aos ursos.
Enfim, vou aguardar calma e silenciosamente pela sexta-feira para voltar ao mundo dos ouvintes plenos.

Sabão Ecológico

Arquivado em: Sem categoria — Norma Spagnuolo @ 12:50 pm
Li no Ecoblog, uma coisa interessante que achei que seria bom colocar aqui.
Olha só isso:
 ”Segundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D’Avignon, “a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera, um dos principais gases causadores do efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. O óleo de cozinha que vai para o ralo da pia chega ao oceano pelas redes de esgoto. Em contato com água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano.”Assim, uma solução viável e fácil para resolver o problema, é pegar este óleo de cozinha, filtrá-l0 e misturá-lo (aquecido) à soda cáustica, aromatizante e água. Como a soda cáustica é tóxica e pode provocar queimaduras, é preciso usar luvas e fazer o sabão em lugar mais arejado para não comprometer as vias respiratórias.
Ele é um sabão bio-degradável, que se decompõe por bactérias depois de usado (lembra das aulas da “tia Teteca” em que ela dizia que existem as bactérias boazinhas e as ruinzinhas? pois então…essas bactérias são as do bem).
O sabão é ecológico porque evita que o óleo de cozinha chegue aos rios e cause degradação da água e impermeabilização do solo.

A receita:
Material
5 litros de óleo de cozinha usado (passados previamente por uma peneira)
2 litros de água
200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama
Preparo
1) Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
2) Coloque, com cuidado, a água fervendo
3) Mexa até diluir todas as escamas da soda
4) Adicione o óleo e mexa
5) Adicione o amaciante e mexa novamente
6) Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
7) Corte o sabão em barras
ATENÇÃO: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura
Por: Irene Lôbo

Em escala menor, pode fazer assim também:

1) Peneire o óleo para retirar os resíduos e impurezas;
2) Aqueça o óleo sem deixar ferver
3) Use luvas e adicione soda cáustica (350ml para cada litro de óleo);
4)   Para dar perfume ao sabão, adicione 1ml de aromatizante ou amaciante.
Mexa lentamente durante 20minutos;
5) Deixe descansar por um dia se for cortar em barras;
Após uma semana o sabão está pronto para ser usado * Hoje vou comprar os ingredientes e vou experimentar fazer.
** Depois, coloco a fotografia aqui.

Março 25, 2008

Bikes na Av. Paulista

Arquivado em: Sem categoria — Norma Spagnuolo @ 5:15 pm

Li essa notícia e transcrevo uns trechos aqui. Tomara que não demore para que no Rio e noutras cidades aconteça a mesma coisa. Acho que já é um começo….

Empresas se unem para oferecer vagas e empréstimo de bicicletas em SP
Os altos índices de congestionamento registrados na capital paulista neste ano têm feito com que, além da administração pública, algumas empresas privadas tomem iniciativas para tentar melhorar o tráfego nas ruas de São Paulo.
Empréstimo
Para os segurados da empresa, o empréstimo das bicicletas é gratuito. Basta apresentar o cartão do segurado e o documento de identidade para retirar a bicicleta e o capacete nos seis pontos de apoio existentes na região da Avenida Paulista (veja abaixo). A bicicleta emprestada deverá ser devolvida até as 20h todos os dias no mesmo local em que foi retirada.

Por enquato, as bicicletas não podem ser alugadas. As empresas informaram que estudam a possibilidade de prestar este serviço para o público em geral. Atualmente, os ciclistas não ligados à seguradora poderão estacionar suas bicicletas nos locais autorizados por até 12 horas. A tarifa cobrada é de R$ 2,00.
Estacionamentos participantes:
- Hospital Santa Catarina – Avenida Paulista, 200
- Top Center – Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 424
- Garagem subterrânea Trianon – Alameda Jaú, 850 (entrada e saída pela Alameda Santos, s/nº)
- Conjunto Nacional – entrada pela Rua Padre João Manuel, 60
- Garagem São Luís – Avenida Paulista, 2378
- Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569
- Novotel Jaraguá - Rua: Martins Fontes, 71

link para a reportagem completa:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL362009-5605,00-EMPRESAS+SE+UNEM+PARA+OFERECER+VAGAS+E+EMPRESTIMO+DE+BICICLETAS+EM+SP.html

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