Recebi hoje da FEB (Federação Espírita Brasileira) um boletim que contém um link para uma estorinha da Mônica, de Maurício de Souza, cujo tema é a reencarnação. Taí: http://www.monica.com.br/comics/reencarnacao/
Acho isso o máximo porque é a constatação de que nesses tempos de transição planetária que estamos passando, muita gente boa das artes está ligada aos fatos e passando adiante.
Os artistas sempre foram considerados os “doidos mansos” do mundo, mas por que será ? há quem diga que, justamente, pelo fato de os artistas terem uma sensibilidade tal que não lhes permite serem fechados ao mundo das idéias e das inspirações, e então, eles captam essas coisas que acontecem sutilmente no presente (e a maioria não percebe) ou ainda, artistas percebem os tempos do porvir. Ou ambos.
É fato também que artistas, em geral, não são muito de preconceitos e isso, por si só, já os coloca sintonizados com as mudanças que sempre ocorrem nas sociedades, na cultura dos lugares que se alastram mundo à fora tempos depois; e aí, vemos agora uma pá de coisas sobre a reencarnação sendo colocadas sob as luzes dos holofotes de maneira menos tímida que antes.
A TV Globo sempre flertou com o tema e lembro bem da novela “A Viagem” de Ivani Ribeiro, com a Cristiane Torloni e o Antonio fagundes. Está repetindo agora, de tarde, “Alma Gêmea’ e em breve , a nova novela das 18 horas da emissora também tratará do tema e vai se chamar ” Além da Vida”.
No cinema, não faz muito tempo, passou o filme “Bezerra de Menezes” sobre aquele que também é conhecido como o médico dos pobres e apóstolo do espiritismo.
Em Abril deste ano, será lançado o filme Chico Xavier: http://www.chicoxavierofilme.com.br/site/
Ouvi alguma coisa sobre o Steve Spielberg ter pedido autorização para filmar “Nosso lar”, livro clássico do espírito André Luis, psicografado por Chico Xavier, que conta a vida numa colônia/cidade espiritual chamada Nosso lar, onde André Luis foi morar ao desencarnar. Vamos aguardar…
Livros, nem se fala..tem um mundo de livros bons sobre o tema, mas para quem quer conhecer o básico, recomendo sempre O Livro dos Espíritos, obra decodificada por Allan kardec. Livro em forma de perguntas e respostas que considero o livro mais importante da doutrina porque foi meu primeiro contacto com ela e que me abriu as portas da percepção, além de eu ter achado de uma lógica absoluta (e ainda acho). Toda coleção de livros de Kardec são imprescindíveis para descortinar o véu sobre o assunto. Download : http://www.kardecian.org/download.html
A partir daí, tem um mundo de livros para escolher, de diversos autores encarnados e desencarnados.
Enfim, coisa bacanas e necessárias atualmente.
fevereiro 3, 2010
Espiritismo na Globo, no cinema, nos quadrinhos e nos livros
janeiro 31, 2010
Minha Vitrolinha: Marcos Valle
Tempos atrás, falei aqui sobre o quanto gosto do Erasmo, principalmente, sua fase “bicho grilo” , mas nunca falei do compositor que me fez sentir vontade de aprender a tocar violão: Marcos Valle.
Os anos 70 foram ruins de muitas maneiras, principalmente politicamente, mas para uma criança que curtia música, era algo absolutamente delicioso escutar o rádio. Tinha o Erasmo, o Simonal, Rita lee & Tutti Fruti, Elis Regina se consolidadando além de Chico Buarque, Caetano, Gil e Gal em suas fases mais criativas e muitos outros de muitas vertentes diferentes, como sempre foi uma característica bem brasileira. Tinha até um sujeito chamado Abílio Manuel, que tinha uma música intitulada “Pena Verde”, que era super interessante e que consegui ouvir no YouTube noutro dia e foi genial. Ripei e tudo.
Mas enfim, falava do Marcos Valle. A obra do Marcos Valle é recheada de sucessos que tornaram-se temas de novelas da Globo e, inclusive, foi ele quem fez a maioria das músicas de Vila Sésamo. Ou seja, fazia canções para jovens e também crianças da época e sempre com aquele jeito moderno, linguagem moderna, arranjos bacanas e dizendo coisas de paz e amor. Os Paralamas do Sucesso gravaram “Capitão de Indústria”, mas os sucessos de Marcos Valle são inúmeros e incluem ” Com Mais de 30″ – onde ele dizia que não acreditava em ninguém com mais de 30 anos -, tinha “Garra”, “O Cafona”, “Que Bandeira”, “Mustang Cor de Sangue” (Simonal gravou esta e Os Paralamas tocaram-na num show ao vivo), “Tango” , “Quarentão Simpático”, “Meu Herói” ( “… meu héroi é o amor, só sabe dar beijo…meu herói não briga, se brigar, apanha”…” ), ” Os Grilos” e suas primeiras músicas, quando ainda era apenas uma espécie de filho temporão da bossa-nova e fez ” Viola Enluarada” e “Preciso Aprender a Ser Só”. Tem muito mais.
Lá pelos anos 80, eu não curtia muito a música que ele estava fazendo porque achei muito diferente das anteriores, mas deve ser pelo fato de eu já ser uma adolescente e “estar noutra”…não gostei do disco “Estrelar”, quando ele flertava com a coisas de malhação, academias, umas coisas de moda que eu achava nada a ver e acho nada a ver até hoje.
Mas enfim, Marcos Valle fez coisas muito bacanas e deixo aí rolando a música “Garra”, de um disco excelente e raro de achar, apesar de ter uma das capas mais horrorosas que já vi na vida.
GARRA
(Marcos Valle)
Corro por dinheiro, ra ra
até jogar no chão meu corpo inteiro, ra ra
eu vou morar no centro da cidade, ra ra
eu não conheço nem minha cidade, ra ra
mas eu vou vencer
quero a realidade, ra ra
eu sei ganhar dinheiro de verdade, ra ra
se eu não morrer até o fim do ano, ra ra
eu prego capital a todo pano, ra ra
se eu não morrer
e se Deus quiser
aí eu vou parar e vou olhar
a vida que eu não vi
coisas como o amor,
e as coisas claras como a luz do sol,
e o tempo que eu perdi..
Corro por dinheiro, ra ra
até jogar no chão meu corpo inteiro, ra ra
eu vou morar no centro da cidade, ra ra
eu não conheço nem minha cidade, ra ra
mas eu vou vencer
se eu não morrer
De Volta ao Mundo Virtual
Estou de volta ao mundo virtual. Foi assim: fui saindo, saindo e quando vi, já fazia um tempo que eu não perambulava pelos meus lugarejos virtuais favoritos, nem me embrenhava mais pelas cyber-vielas das adjacências.
Quem não precisa às vezes dar um tempo das coisas, mesmo as mais bacanas, para tomar novos ares ?
Nesse tempo, andei vendo filminhos, lendo coisas legais e outras que considero absurdas (sobre uma dessas coisas absurdas comentarei mais tarde) e aproveitei para pegar uma corzinha e também para fazer uns exames básicos de saúde.
Estou bem, obrigada, mas minha lombar anda me maltratando um pouco e logo logo o médico vai ver pelos raios-X se está tudo no lugar. No laudo diz que está , mas só convivendo com meus ossinhos para saber que não deve estar, não. A não ser que eu precise ir na rezadeira que nem certas mães fazem com seus pimpolhos quando a medicina não acha nada.
Bom, mas no geral a ausência foi bem boa e volto pensando em falar, primeiramente, sobre meu entusiasmo para ver este filme que estreou ontem aqui no Rio – não sei se no Brasil todo – “Nine”. Filme com elenco 5 estrelas: Daniel Day-Lewis fazendo papel de um diretor de cinema dos anos 60, cuja mãe é nada mais, nada menos do que a divinamente bela e talentosa, e jamais siliconada ou botoxada, Sophia Loren. Por mim, por si só, isso já valeria ir assistir. Mas tem Penelope Cruz, que neste filme lembra muito a maneira de atuar como Sophia nos anos 70. Bom, pelo que assisti no trailer, lembrei de La Loren no filme ” Felizes Para Sempre”, que assisti numa matinê com minha mãe e minha irmã. Lembrou outros filmes também, mas esse que citei foi o que mais achei a ver. Aquela coisa de mulher pobre, batalhadora e maravilhosamente exuberante que Sophia passava.
Eu e minha irmã assistíamos Sophia no cinema e queríamos ser como ela quando crescêssemos. Não deu. Vamos ter que nascer de novo e rezar muito porque Deus deve ter jogado a fôrma fora, mas sobrou a parte de mulher pobre e guerreira e com Deus é sábio não discutir, certo?
Embora seja um musical e eu não seja muito chegada ao gênero, pretendo ir assistir amanhã. Já gostei da proposta de fazerem uma releitura da estética cinematográfica dos anos 60 (Daniel Day-Lewis faz o papel de um diretor de cinema italiano dos anos 60 em crise criativa e emocional), assim como da fotografia e do elenco. Ouvi dizer e li em uns blogs, que a música é bem boa também. E então, conto depois como foi ” a experiência Nine “.
Ao longo da semana, aos poucos, vou comentando o que andei fazendo, vendo e lendo nas férias.
É bom estar de volta !
dezembro 23, 2009
Verão e Natal
Chegou o verão e o Natal está batendo à porta. As ruas estão cheias de carros, os shoppings estão cheios de gente e eu estaria normalmente de saco cheio de tudo isso, mas neste ano não estou. Acho que isso se deve ao fato de eu ter exercitado a paciência ao longo deste ano e, para uma pessoa cronicamente ansiosa como eu, sinto que subi um degrauzinho na minha escala particular de qualidade de vida. Aprendendo a lidar com os atropelos com paciência, tenho a impressão de que fico menos rígida, inclusive para comigo mesma e, sem pressa para ser ” perfeita “, a vida flui melhor e as pessoas ao redor me parecem todas agradáveis. Certo: tem aquelas pessoas que parecem que têm como missão de vida azucrinar quem está com semblante tranquilo, mas aí é que está: se você percebe que isso existe e nada do que você faça vai mudar isso, você relaxa e despluga sua energia da energia dessas pessoas. Não é molinho, mas faz parte do exercício de paciência, que envolve outras tantas pequenas medidas.
Não posso dar dicas sobre isso como quem dá uma receita de bolo (e as pessoas não são iguais), mas posso dizer que cada um tem dentro de si os recursos para saber quando desplugar das coisas que lhes fazem mal e acho que a maturidade ajuda. Pra 2010, vou tentar manter esse ritmo e ver se melhoro minha organização, pois sempre fui adepta do lema “caos, sinal de ordem”, mas começo a perceber que muitas idéias se perdem em papeizinhos avulsos anotados e espalhados pro bolsas, pela casa, pelas gavetas, em cima de móveis, embaixo de móveis, dentro de pastas de diversos tamanhos, etc…
Como não ser ansiosa assim?
Meu espírito natalino nunca foi um dos mais desenvolvidos, mas gosto da noite do dia 24, quando estou na minha casa, em paz, comendo comidinhas (sem exagerar), vendo um filminho ou ouvindo uma musiquinha e renovando minha fé na paz e no amor, na igualdade, na democracia, na liberdade de opiniões, naquela lição altamente “subversiva” que Jesus já pregava há 2.000 anos atrás: Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Isso é muito punk, porque a pressa, o medo e a cultura em que se vive não facilitam as coisas, mas ninguém disse que seria molinho, né?
A todos os amigos espíritas universalistas (ou espiritualistas, se preferirem) e também krishnas, budistas, umbandistas, católicos, xintoístas, presbiterianos, luteranos, batistas e de todas as crenças, desejo um Natal cheio de harmonia, alegria, paciência e amor no coração.
Livro: Minha Fama de Mal – Erasmo Carlos
Não faz muito tempo, acabei de ler o livro do Erasmo Carlos que tá aí ao lado: “Minha Fama de Mal”. Não chega a ser propriamente uma biografia, mas também não deixa de ser totalmente. Ele conta passagens de sua infância na Tijuca, sua amizade com o Tim Maia, que também era da Tijuca e entregava a comida que sua mãe fazia, na casa do futuro parceiro de Roberto. Tem bastante casos divertidos e não pude deixar de rir quando li a passagem em que ele disse que estava gritando desarvorado na bicicleta por causa de um tiro que foi disparado num jogo de futebol de várzea que ele foi assistir e acabou engolindo um inseto (ele disse que era besouro, mas besouro é meio grande e então, acho que ele se enganou…).
Conta sobre a passagem dele por São Paulo, onde morou no tempo em que gravava um show da Jovem Guarda, aos Domingos. E um pouco sobre sua eterna Narinha, os filhos e sobre seu processo de criação com Roberto e sozinho. Ah, sim: e a gente tem uma idéia de como era a tal Jovem Guarda e tem-se uma idéia da força daquele movimento musical que, normalmente, associamos à alienação política.
Enfim, um livro leve para entreter em tempos de férias, quando a gente põe os pés pro alto e descansa até cansar disso.
novembro 30, 2009
Minha Vitrolinha: Coleção
Estava com saudade de ouvir a voz do Cassiano, um compositor que não fez enorme sucesso, mas que conseguiu emplacar duas grandes canções nas rádios brasileiras uns bons tempos atrás.
Seu swing de bluesman brasileiro, sua voz quente e suas letras de amor apaixonadas e melodias fáceis de cantar atraíram fãs para sua música e eu sou uma dessas fãs, pelo Brasil.
Essa música foi regravada pela Ivete Sangalo, mas com todo respeito que tenho por ela, curto mais a versão do autor – que é a que eu toco na vitrolinha hoje.
Acho que todo mundo conhece a versão da Ivete. Assim, fica fácil de comparar.
A seguir: Coleção, com o autor Cassiano.
Coleção
Cassiano
Sei que você gosta de brincar de amores
Mas ó: comigo, não
Sei também que você…
Eu não sei…mais nada
Um dia você vai ouvir de alguém
O que ouvi de ti
Então irá pensar como eu sonhei em vão
Não vá…ou vá
Você é quem quer…
Quer saber?
Eu amo você.
Sei também que você…
Eu não sei…mais nada
Sei que um dia você vai ouvir de alguém
O que ouvi de ti
Então irá pensar como eu sonhei em vão
Não vá…ou vá
Você é quem quer…
Quer saber?
Eu amo
Quer saber?
Eu amo
Quer saber?
Eu amo você
Na torcida
Hoje fui sozinha ao Maracanã assistir Fluminense X Vitória ( o Flu ganhou e está fora da degola da primeira divisão por um beicinho de pulga…ufa! ). Já teve gente que me perguntou porque vou sozinha, como se fosse um programa terrivelmente perigoso ou bizarro para uma mulher. Oras, perigoso não é porque a torcida do Fluminense tem um mundo de crianças, mulheres e velhinhos e só não tem pets porque é proibido (ainda bem, pois seria péssimo para eles).
Normalmente, quando vou, a partida é contra times de fora do Rio e assim, não tem perigo nenhum de dar briga de torcida e bizarro não é porque já foi o tempo em que futebol era coisa só pra machos. E já foi tempo em que mulheres não iam ao futebol sozinhas como faz tempo que mulheres podem ter automóveis e dirigir sozinhas, terem título de eleitor e votarem sozinhas e mil outras coisinhas. Assim como homens são excelentes chefes de cozinha e muitos deles odeiam futebol Sim! existem milhares de brasileiros que detestam jogo de futebol nesse país tropical !
Também conta o fato de o Domingo de sol em frente à TV é um suplício quando se mora praticamente ao lado do Maracanã e você vê desde cedo na porta da sua casa bandeirinhas do seu time passando pra lá pra cá ou pessoas indo comprar o ingresso cedo, com a camisa do time. Você não tem como não cogitar de ir, já que o “Maraca é nosso”. Outra coisa interessante em ir sozinha para este verdadeiro templo do futebol é que é uma experiência quase sociológica. Você encontra homens de várias posturas sobre isso lá nas arquibancadas, onde gosto de ficar. Tem aquele homem que olha pra você como algo comum; tem aquele que é super gentil, fala com você sobre o erro do jogador; tem aquele te olha como se você estivesse caçando um homem porque “falta um homem para levá-la” e tem aquele que fica com cara de bravo, como se você estivesse invadindo o sacrossanto território masculino e por isso você é necessariamente lésbica como um homem que odeia futebol é necessariamente gay.
Não sei se é assim com outras torcidas e em outros estádios, mas na pacífica torcida do Fluminense, nos jogos onde o adversário é de fora, o ambiente é assim, bem bom e com nenhum clima estranho.
Hoje, ao meu lado, em pé, havia uma menina de uns 16 anos, magrelinha de cabelos compridos e vozinha aguda que cantava todas as músicas que as torcids organizadas entoavam. A gente só ouvia a vozinha dela animada, cheia de animação e entusiasmo. Eu tinha que sorrir para aquilo. Pensei que um dia, quando eu for uma velhinha octagenária com o ouvido no radinho escutando o jogo em casa, ela eserá uma jovem senhora de uns 40 anos e estará no Maracanã com os filhos ou/ e filhas que serão tricolores por sua influência. Com certeza ela é uma tricolor do futuro, fazendo novos tricolorzinhos – principalmente se ela casar com outro tricolor.
Tinha um rapaz lá se divertindo com a menina e ao mesmo tempo vi um homem com o filho pequeno, de uns 7 anos, olhando para ela com olhar sério, de quem não acha aquilo “nada apropriado para uma menina”. Postura ridícula, mas ainda tem homens assim. A menina estava com uma outra menina e um menino, todos da mesma faixa de idade. Um dia, o filho dele irá ao jogo com suas amigas meninas e elas poderão ser mais entusiasmadas do que o filho dele. Qual o problema? meninas e mulheres são muito entusiasmadas mesmo com tudo quando se interessam por algo. E quanto mais jovens, mais animadas são. Cindy Lauper cantava “Girls just wanna have fun” (garotas só querem se divertir ) . Em qualquer idade é assim e em qualquer atividade também. Alguém discorda de que isso é muito legal?
novembro 29, 2009
Prazeres e Desprazeres no Trabalho
Acabei de comprar este livro do escritor suiço radicado no Reino Unido, Alain de Botton. Fiquei interessada em lê-lo porque, além de eu me interessar sobre esta questão do prazer (e desprazer) no trabalho, li a matéria que o jornal o Globo fez neste mês com o autor. Na matéria em questão, Alain disse coisas interesantes, que só fizeram aguçar minha curiosidade e deu para entender porque o moço tem até fã clube e poster pregado nas paredes de quartos de uns jovens lá pela Inglaterra. Ele é atual e vai fundo nas questões sem ser chato. Sua facilidade de comunicação e de expôr ao mundo temas espinhosos, polêmicos, de maneira a clarear as idéias do leitor, assim como quem toca com dedos de veludo no inconsciente coletivo, faz com que lê-lo seja um prazer.
Abaixo, umas declarações suas que considero instigantes e que me chamaram a atenção para este seu novo livro :
” Muitos de nós caem de paraquedas em empregos que não necessariamente requerem nossa preciosa habilidade”.
De fato, quantos de nós fazemos atividades que não têm nada a ver como nossas habilidades naturais porque desde cedo nos foi dito que precisamos ter um trabalho que nos sustente e quase sempre não havia modo de entrarmos na nossa área de habilidade na ocasião em que nossa necessidade de pagar as contas era mais forte do que a possibilidade de achar algo na nossa área ?
Principalmente, quem nasceu no Brasil nos anos 60 e passou a adolescência sob um estado de ditadura, onde não havia incentivo nem respeito aos adolescentes e jovens em formação, as pessoas não tinham crédito educativo e estudar na faculdade era para ricos (não é muito diferente de hoje em dia, mas já existe ENEM, cotas disso e daquilo).
Era uma época de forte “quem indique” e se você não conhecia as pessoas certas na hora certa, ia ter que pegar o que aparecesse, pois havia uma inflação madrasta que colocava os jovens entre a necessidade e a vocação, ainda mais quando o jovem em questão tinha pendores artísticos, área conhecida por muito tempo como área de elite e para elite. Tava lascado: nas camadas mais simples ele seria chamado de indolente, vagabundo ou jovem-problema.
Independente do contexto brasileiro, latino ou sul-americano, ainda tem o fato de que jovens ficam indecisos em qualquer continente e a falta de orientação familiar prejudica um bocado e isso não é incomum também.
O que se criou, foi um estado de coisas em que as pessoas entram no mercado achando que devem ser felizes fazendo o que odeiam porque se espera isso delas: a felicidade estampada no rosto por ter a dignidade de se sustentar mesmo às custas de sua frustação profissional, que leva a um vazio existencial. É cruel.
Alain de Botton menciona esse fato na frase:
” Temos grandes expectativas de que precisamos ser felizes trabalhando e que o trabalho deve estar no centro de nossas vidas e aspirações, A primeira pergunta que fazemos a novos conhecidos não é de onde vem, mas sim o que eles fazem”.
Pois é…se a pessoa têm alto cargo numa multinacional e vive à base de Prozac, tudo bem. Se a pessoa vive em paz de espírito, com sorriso no rosto sendo um operário numa fábrica de rolhas ou em escritor não publicado, então é um perdedor na vida, sem futuro e medíocre. Ter é mais importante do que ser e isso é grave como já dizia o psicanalista Erich Fromm * anos e anos atrás.
Quando o sujeito é feliz sem rios de dinheiro, diz-se que é um alienado, um sujeito à margem da sociedade, um sonhador ou um artista (que gera um certo status de pessoa “alternativa”). Ao mesmo tempo, as revistas vivem dando dicas de temas holísticos sobre como viver bem, ser mais zen e toda essa coisa para a classe média assimilar e sentir-se mais culpada por não conseguir atingir a “iluminação”.
É uma merda: tenha dinheiro, uma casa na praia, um Audi na garagem segurança e seguro de vida e seja zen. Mas ninguém diz na revista seja o que vc quiser, faça o que você gosta, viva com o mínimo para se sutentar e seja zen.
Particularmente, acho muito complicado ser feliz num emprego onde cada vitória sua, cada idéia bacana, cada atitude positiva na empresa e bem aceita seja alvo de inveja, de “bola nas costas”, de olhares de desdém. Não me adaptaria a isso nunca porque me enche mortalmente a paciência disputar cargos ou atenção de diretorias. Sou da praia dos sonhadores, que preferem dormir em paz sem a ajuda de um Rivotril.
Acredito que tudo tem um preço e cada um sabe seu limite e o quanto custa chegar até o tal limite.
Aceitar desafios faz parte em qualquer atividade e é saudável, mas vender a alma fazendo algo que odeia por dinheiro e status, só gera problemas e torna as pessoas exigentemente insuportáveis com quem é feliz sendo simples.
O livro de Alain de Botton aponta para essa questão do trabalho numa época em que o planeta passa por modificações energéticas, espirituais, e nada mais adequado do que refletir sobre o que nos fazem felizes e o quanto podemos fazer pela nossa felicidade sem nos violentarmos por ela, pois seria um conta-senso, como é o caso de ter trabalho de altos salários às custas de uma existencia miserável que nos torna seres doentes que adoeceriam aqueles que convivem conosco.
Não creio que importa se você ganha muito dinheiro ou pouco, mas sim se você está feliz ou, ao menos, satisfeito consigo mesmo e sua atividade. Quantos desequilíbrios são gerados pelo fato das pessoas fazerem o que odeiam em nome da necessidade de sustento e de agradar as pessoas ?
De Botton é uma leitura imprescindível para os dias de hoje.
* Erich Fromm = Influenciado por Freud e Marx, Erich Pinchas Fromm é considerado um dos principais expoentes do movimento psicanalista do século 20. Dono de uma carreira controversa e polêmica, Fromm estudou principalmente a influência da sociedade e da cultura no indivíduo. Entre os seus muitos livros, destacam-se “O Medo e a Liberdade”, “Ter ou Ser ? ” e “A Arte de Amar”. Para o psicanalista, a personalidade de uma pessoa era resultado de fatores culturais e biológicos, o que contrastava com a teoria de Freud, que privilegiava, principalmente, os aspectos inconscientes do psiquismo.
Conjunção de Urano com Júpiter em Áries – 2010
Noutro dia, enquanto esperava na sala de espera do dentista, estava passando na TV, no programa da Ana Maria Braga, uma entrevista que ela fazia com um astrólogo que disse que em junho de 2010, vai acontecer uma conjunção astrológica muito importante, que irá afetar a vida de todas as pessoas: Urano sairá do signo de Peixes, onde está há uns anos e irá para o signo de Áries, onde fará conjunção com Júpiter, que também irá passar pela casa do carneirinho. Depois, não vi mais porque chegou minha vez de ser atendida e hoje, lembrando disso (sei lá porque cargas d`água) resolvi pesquisar na grande rede para ver se os astrólogos todos ao redor do mundo estão falando nisso e o que exatamente poderá acontecer.
Não vi muitas coisas, mas talvez seja porque ainda está meio cedo e quando chegar em meados de Dezembro, então haverá mais matérias sobre o assunto, como é de praxe.
Mas, pelo que entendi, funciona mais ou menos assim: quem tem o mapa astral na mão, vê em que casa do mapa está situado o signo de Áries. Ali, no iniciozinho da casa, no grau O, de Áries, no início de Junho de 2010, haverá a tal conjunção de Urano com Júpiter em trânsito. É como se esses dois planetas fossem dois automóveis que se emparelharão na estrada, sinalizando um para o outro.
(fonte: astro.com)
Não sou astróloga, mas a conjunção de Urano com Júpiter em Áries deve trazer boa sorte porque Urano simboliza mudanças repentinas, the flash, e Júpiter é o planeta da expansão, da boa fortuna, da sorte. Estando no impulsivo e destemido Áries, signo de fogo, chuto cá com meus botões que, independente da casa em que você tiver o signo de Áries, esta será a casa onde haverá mudança brusca de sorte ou de expansão. Mas não estou levando em consideração se a casa onde tem o signo de Áries já tem algum planeta ou planetas “morando” lá, desde o seu nascimento, os chamados planetas natais.
Ex: vamos supôr que eu tenha Vênus (planeta do amor) em Áries, então a conjunção do Urano com Júpiter em trânsito fará conjunção com meu planeta Vênus natal e pode fazer minha vida amorosa, minha maneira de paquerar, algo assim, dar um salto de muita sorte, de uma hora para outra, talvez até conhecendo alguém numa situação inesperada, onde eu teria tido o impulso de tomar uma iniciativa qualquer, tipo: ir numa festa que eu antes não queria ir e daí, eu me apaixonando à primeira vista pela pessoa que encontrasse na festa. Temos aí: a impulsividade de Áries (no caso, usada para eu ir à festa), o encontro repentino com uma pessoa irresistível aos meus olhos. Ou seja: Urano (coisa repentina) , conjunto com Júpiter (sorte), ambos em trânsito fazendo conjunção com minha Vênus (amor) natal. Sacou ?
Teria que ver a casa onde mora o signo de Áriesno seu mapa. Se tenho Áries na casa 4 (casa do Lar, da família) , por exemplo, este encontro mágico poderia dar-se numa festa de aniversário familiar, na casa de uma prima minha.
Foi o que entendi do breve tempo que ele falou e do que pesquisei.
Neste site, em inglês, a astróloga falou algo sobre a conjunção em àries passando pelas casas astrológicas.
http://www.lynnkoiner.com/astrology-articles/the-great-jupiter-uranus-conjunction-of-2010
Mas consultar um astrólogo sério, profissional, seria uma ótima pedida. Não apenas por causa dessa conjunção,. mas também porque o Saturno saiu de Virgem, indo para Libra e Plutão saiu de Sagitário indo para Capricórnio. Planetas lentos e de grandes modificações na vida de todo mundo. Ou seja, os planetas importantes estão se deslocando e isso não é de se ignorar.
2010 promete !
Obesos nos aviões
A foto aí ao lado foi postada originalmente num blog inglês sobre aviação e o dono do blog disse que a foto foi-lhe dada por um comissário de bordo da empresa aérea American Airlines. Tá dando o maior rolo porque querem aplicar punição ao suposto funcionário ( se é que o blogueiro falou a verdade) e, nesses tempos de atitudes politicamente corretas, tal foto mostra o quanto as empresas aéreas falham ao lidar com passageiros fora dos padrões de “normalidade”. Mas cá entre nós: as empresas aéreas falham ao lidar com todo mundo, seja por overbooking, por extravios de bagagens, roubos de malas ou/ e o conteúdo destas e essa questão de poltronas para pessoas obesas, não me parece culpa da empresa aérea e sim da empresa fabricante das aeronaves. O problema da American Airlines é que ela deveria ceder dois assentos para o passageiro obeso e não procede desta maneira. Mas como disse acima, com overbooking, já complicam a vida do passageiro que vai ocupar uma poltrona, imagine daquele que precisa ocupar duas…
Neste caso, a American Airlines escreveu: “A American Airlines tem entre suas principais preocupações a segurança e o conforto dos seus passageiros e tripulações e, conseqüentemente, passageiros são orientados a reservar dois assentos se eles sabem que vão precisar. Se o voo não estiver lotado, todavia, as necessidades destes passageiros são atendidas sem custos (me engana que eu gosto !) , sempre que possível”.
Empresas aéreas deveriam respeitar mais os passageiros melhorando seus serviços para todos: gordos, magros, negros, brancos, orientais, ocidentais, etc etc E as fabricantes de aeronaves poderiam projetar uma área de assentos para pessoas com sobrepeso. Acho que isso demonstraria respeito aos consumidores, de modo geral.






