909 Noites Insones

Julho 13, 2009

13 de Julho: Dia do Rock

Arquivado em: Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 11:31 pm

Hoje é dia do rock e eu acho estranho que o rock tenha um dia pra comemorar porque rock  é um ritmo que  começou como uma atitude de contestação. Nunca quis ser instituído, mas vamos lá. Deve ser a globalização.
Rock é um ritmo derivado do rhythm and blues que, por sua vez, veio do blues que veio do gospel (cantado pelos negros  norte americanos escravizados, assim como os escravos daqui cantavam cantigas de lamento para os santos, que levou ao jongo e que levou ao samba). Isso mesmo: o rock e o samba vieram da mesma mãe Africa. Pode pesquisar à vontade! não é papinho furado!
Esse tal de roquenrou já é um senhorzinho de 50 anos e deve ter a cara do Charles Bukowski.
Mas o Chuck  Berry acelerou o rythm and blues e tinha uma atitude inquieta ao cantar e dançar e acabou inventando o rock and roll. John Lennon dizia que se houvesse outro nome para o rock and roll, ele deveria ser Chuck Berry.
Chuck Berry não tinha e não queria ter empresário. Ele mesmo vendia seus shows e contratava a banda pra o acompanhar. Se ele ainda faz shows, com certeza ainda é assim. Chuck Berry desafiou costumes altamente arraigados da sociedade preconceituosa e puritana (e hipócrita) americana  e, sendo negro, abriu as portas para outros roqueiros negros como Little Richard, por exemplo. Para quem se recusava a ouvir rock porque era “coisa de negros”, surgiu o Bill Haley e seus Cometas  e o Elvis. Mas o Elvis tinha voz de negro e as pessoas ainda não o tinham visto; só conheciam sua voz na rádio, quando ele surgiu.  E, de repente, havia o  Elvis, que  era lindo e tinha aquele jeito de dançar que deu a ele o apelido de Elvis, the pelvis. E era branco. Apesar dele ser censurado da cintura para baixo ao aparecer na TV, ele tornou-se o fenômeno que conhecemos. Elvis virou pop e Chuck Berry, não.
Mas o rock quando é assimilado pelas massas, vira pop. Aqui no Brasil, os Titãs, por exemplo. Não tem jeito. A Rita Lee…quantos roqueiros viraram pop depois de certo tempo? por que viram pop ?  porque ficam velhos e precisam se sustentar e à família ? se vendem para o mainstream?  isso é outra discussão acalorada, por sinal.
Mas hoje ainda é dia de rock, como diria o Zé Rodrix, e a minha vitrolinha das segundas vai tocar “Roll Over Beethoven” música do próprio Chuck  com o próprio na guitarra (e hoje tem vídeo!).
It`s  only rock and roll but I like it!  Enjoy it!

Juliette Binoche em dose dupla

Arquivado em: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 2:54 am

Hoje acordei com saudades do cinema e pensei em passar o dia no escurinho da sala de projeção. Isso daria uns 3 ou 4 filmes, mas não confio muito em chegar em casa depois de meia-noite num Domingo. Paciência. É a cidade que anda estranha pra dirigir de noite ou eu estou paranóica ou ambas as opções estão corretas. De qualquer forma, deu pra ver dois filmes e entre um e outro, uma paradinha pra comer alguma coisa. Interessante é que no lugar onde fomos, eu e Caloã, tinha umas 8 salas e em duas delas passavam dois filmes diferentes da Juliette Binoche: “Horas de Verão” e “Paris”. Claro que foram esses dois que escolhemos, não só porque sou fã da Juliette, mas porque gostamos de filmes europeus, suas paisagens, luzes e maneira de contar uma estória sem ser previsível o final.
O primeiro filme, “Horas de Verão”, é um tanto quanto boboca. Eu diria que é um filme com moral da história: ” sua mãe sabe que está velha e vai morrer um dia e que os filhos vão se desfazer das coisas materiais porque o tempo urge e a fila anda. Portanto, não se sinta culpado”. Simples assim. Não tem conflito no filme e a “moral da história”,  aí do lado, poderia ser também a sinopse do filme. E a Juliette Binoche está loira. É muito estranho dirigir num  Domingo de noite no Rio e ver Juliette Binoche loira. 
Já “Paris”, é um filme com uma luz linda, umas tomadas legais da cidade (não iguais a tomada da Bastilha…desculpe a piada sem graça e babaquinha, mas foi inevitável…) e  tem a cena do sujeito de meia-idade dançando para a namorada que arrumou, de 18 aninhos. Situação patética, mas a cena foi hilária. Veja aí embaixo.Adorei o ator.
É um filme leve apesar de todo mundo ter problemas e tem uma pitadinha de humor. A moral da história desse filme poderia bem ser: ” todo mundo tem problema afetivos, financeiros e de saúde mesmo na mítica e glamourosa Paris”.  Tem uma cena em que o sujeito está indo pro hospital e vê as pessoas andando nas ruas, personagens do filme resolvendo seus problemas, tocando suas vidas e reclamando das coisas e ele diz que franceses são assim: sempre insatisfeitos, mas tinham que dar valor ao fato de respirarem com saúde e andarem tranquilos pela cidade. Ahhh…mas isso vale para todo mundo e em todo lugar.
A curiosidade do filme, é que a maior parte dos personagens está na faixa dos 40 anos e a personagem da Juliette diz que aos 4o, não é tão fácil arrumar um namorado porque os homens têm medo de mulheres que sabem o quer e eles preferem as mocinhas jovenznhas que são mais desprotegidas. Eu não concordo com isso. Acho que aos 40 você escolhe e não é mais escolhida e não vejo nada de errado nisso. E aos 40, se quem você escolhe  não está a fim de você, isso não faz  de você a criatura mais infeliz do mundo como quando somos adolescentes. Pelo menos, creio eu, que não deveria sentir-se assim. Shit happens…
Enfim, foi bacana o Domingo e a semana vai começar bonita.
Ah sim..queria dizer que na livraria do Unibanco Artplex (em Botafogo)  tem uma livraria imperdível. Vale à pena ir, mesmo sem entrar no cinema,  porque tem um acervo bem bom de livros sobre cinema, história  e vídeos pra comprar e tal.
Outra coisa: a trilha sonora do filme “Paris” é bem interessante. Não fenomenal, mas interessante. Se der, tente uma degustação “de grátis” por aqui na internet.
Abaixo,  cenas do filme “Paris”.

Julho 10, 2009

Trabalhinho bom de ter

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 1:52 pm

Já comecei a fazer meu zine com cara de revista (ou revista com cara de zine) de arte e literatura e estou na 2 ª fase da capa: 40 x 21 cm (formato aberto). Hoje entro na 3ª fase da capa.
Escolhi como tema, a primeira fase do Modernismo no Brasil, que coincide com os “Anos Loucos” (”Années Folles”) de Paris –  que abrigou os escritores expatriados americanos e inglêses. Juntei as “duas praias” e estou fazendo o meu próprio “balneário” artístico e literário histórico.  Tudo a ver. Pena que o tempo é curto e não dê para fazer algo mais extenso, pois bem que merecia uma pesquisa mais rebuscada posto que a Modernidade tal qual nós a conhecemos, começou ali, em Paris e naquele período (1919/1929). Alastrou-se pelo mundo, posteriormente,  feito fogo salvagem.
Falta ainda a diagramação do miolinho ( “inho” mesmo, pois só tem 8 páginas), mas o conteúdo já foi escrito.
Está sendo divertido fazer porque a liberdade em relação ao visual é total, uma vez que o que conta é a análise do conteúdo do texto e não é um trabalho de cunho comercial.  E, ao mesmo tempo, é um exercício bem interessante que me possibilita experimentar linguagens mais frouxas, ainda que dentro do conceito de Modernismo (e talvez por isso mesmo até…).
Enfim, quando ficar pronto, colocarei a capa aqui.

Julho 7, 2009

Precisava disso?

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 6:26 pm

Nunca vi nem ouvi falar sobre haver ingresso para funeral. Numa boa: se a família de Michael Jackson queria dividir com os fãs a dor de perdê-lo, creio que deveriam ter seguido o inteligente e sensível exemplo da Yoko Ono quando  na ocasião da passagem do John lá pro outro lado. Não teve enterro porque John foi cremado sem muita demora. Logo no dia seguinte à liberação do corpo pelo IML de lá. Mas ela também quis dividir sua dor com fãs e para isso, pediu aos fãs de Lennon ao redor do planeta, que acendessem uma vela e fizessem uma oração por ele, quando os relógios de seus países atingissem o horário equivalente às 18 horas dos EUA (não lembro o horário exato).
Dessa maneira, a energia dos fãs se condensaria numa única energia de amor, grandiosa e concentrada, ao redor do mundo. Acho que John gostou disso, pois minha vela não deixou 1 milímetro de pavio e  nem uma gota de cera sequer para contar a estória  de que foi acesa.  
Naquela época, eu era uma adolescente e ainda acreditava que precisava acender velas para que minhas orações chegassem ao seu destino e tomei aquilo como um sinal de que John tinha recebido de bom grado minhas orações tão comovidas e sinceras.
Elizabeth Taylor, uma diva maravilhosa do cinema e verdadeira amiga de Michael, disse que fizeram do funeral dele um “circo”.
Acho que a família dele teve boa intenção, mas também acho que ficou meio show, com ingresso distribuído e músicas ao vivo.
Lembro quando eu ouvi pela primeira vez o Michael cantando “One Day in Your Life”. Aquela melodia e sua voz entraram lá nos cantinhos da minha alma. Parecia uma tristeza tão doce ou doçura tão triste…algo assim, que comove às lágrimas. Ainda hoje quando escuto, acho muito bonito tudo naquela canção.
O que  é Michael cantando “Human Nature” ? Noooossa…
A voz de Michael acompanhou toda a minha vida porque ele era apenas 6 anos mais velho do que eu. Então, acho que Michael merece todo amor que houver nessa e em qualquer vida, mas precisava disso?

 

Minha Vitrolinha: Beco do Mota

Arquivado em: Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 5:04 pm

vvitOntem o dia foi tumultuado e não deu pra tocar um som na vitrolinha, mas hoje é um novo dia e  estou quase zen. Por isso vou  tocar Milton Nascimento. Mais precisamente, o Milton dos anos 60/70, quando fazia também discos com o “Clube da Esquina” e acompanhado do ” Som Imaginário”.
A  música de hoje é do disco MILTON NASCIMENTO, de 1968.
Nessa fase, a voz do Milton era imbatível e a sonoridade da rapaziada que o acompanhava era sensacional. Quando vou à Minas, levo no mp3 player o som dele dessa época porque acho que traduz musicalmente o clima mineiro (pelo menos, como percebo Minas).
Ah, sim: além dessa, que se chama “Beco do Mota”, ele tem outras tantas maravilhosas, mas procure ouvir a instrumental “Lilia”, que ele compôs para a sua  mãe adotiva  e “Que Bom Amigo”. São de arrepiar lascas de ossos.
Em “Lilia”, ele solfeja o tempo todo. Música forte pacas. Acho que deve ser assim que ele vê sua mãe.
Em “Que Bom amigo” a harmonia é hipnotizante e aderente aos ouvidos.
Escolhi o “Beco do Mota” porque gosto de canções que crescem aos poucos e esta começa com um coro religioso, típico da história de Minas, suas igrejas, canto Gregoriano e tal. Mas a idéia da música, era fazer uma referência à passeata dos cem mil quando o pároco da igreja da Candelária, no Rio, abrigou o tanto de pessoas que deu, para protegê-los de levar porrada do exército.  Muitos religiosos abrigaram pessoas perseguidas pela ditadura naquela triste época.
A passeata dos cem mil, Junho de 1968 (o chamado “ano que não terminou” ), foi motivada pelo assassinato, pela pela repressão, do estudante Edson Luis, que protestava pelo aumento de preço do bandeijão do restaurante Calabouço,do Instituto Cooperativo de Ensino, no Rio de Janeiro.

Quer mais detalhes ?  http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=6807&Itemid=64

O “Beco do Mota” é o Brasil , como diz Milton na letra. Tava todo mundo encurralado “na noite deste meu país”. 
Foi uma noite longa e muito escura mesmo. Ainda bem que eu só tinha 4 anos.

Vamos à letra da canção

Beco do Mota
Milton Nascimento / Fernando Brant.

Clareira na noite, na noite
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu país
Procissão deserta, deserta
Homens e mulheres na noite
Homens e mulheres na noite desse meu país

Nessa praça não me esqueço
e onde era o novo fez-se o velho colonial vazio.
Nessas tardes não me esqueço
e onde era o vivo fez-se o morto. Aviso pedra fria

Acabaram com o beco, mas ninguém lá vai morar
Cheio de lembranças vem o povo, do fundo escuro beco,
nessa clara praça se dissolver

Pedra, padre, ponte, muro
e um som cortando a noite escura colonial, vazia.
Pelas sombras da cidade,
hino de estranha romaria
Lamento água viva

Acabaram com o beco…

Procissão deserta, deserta
Homens e mulheres na noite
Homens e mulheres na noite desse meu país
Na porta do beco estamos
Procissão deserta, deserta
Nas portas da arquidiocese desse meu país

Diamantina é o Beco do Mota
Minas é o Beco do Mota
Brasil é o Beco do Mota
Viva meu país.

Julho 5, 2009

Que Eleanor!? Que Rigby!?

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 3:06 pm

De manhã cedo, minha mãe fica lendo o jornal e  mais tarde, ainda quer assistir a versão televisiva da mesmas notícias. Depois,  fica toda impressionada e, não satisfeita em poluir sua cabeça com notícias de “mata e esfola” , ainda vem me dizer assim com ar de resignação: — Éééé…pra morrer basta estar vivo
Normalmente eu, que diferente dela sou espírita,  respondo invariavelmente: — Aaaahhh…pra ser morto-vivo é que basta estar vivo. Isso é pior.  Falo isso porque vejo, escuto, leio e fico sabendo de casos próximos e distantes de pessoas que tiveram ou estão com um flagelo humano atual que se chama depressão. Caramba, parece epidemia !! pior do que o surto da tal gripe H1N1. Eu tive essa porcaria de doença ( depressão, não H1N1 )  e posso afirmar que não voltarei mais a ter tal coisa. Quando saí dela, após três longos anos, sem tomar remédio,  já saí sabendo que não voltaria mais  a tê-la porque tinha esgotado toda as possibilidades de  desenvolver um câncer e /ou loucura que mata, que morre ou “de dar com pau.”  Também não ia (nem vai) voltar porque conheço as artimanhas mentais sorrateiras , sintomas rasteiros dela ir-se chegando. Fiquei esperta.
Tristeza é outra coisa. Não é bom sentir, mas não coloca uma parede no seu horizonte. Estar deprimida (o), é morrer sem deitar.
Mas por que estou dizendo essas coisas mesmo? ah sim, por causa do jornal da mãe.
Sou espírita, mas não lembro quando foi a última vez que morri de ser enterrada; porém, tenho a impressão de que esta morte morrida, matada  e enterrada é melhor do que aquela morte enrustida, quando as pessoas pensam que você está viva (o)  fazendo fita ou fazendo-se de pobre coitada (o). É barra pesadíssima. É como ir no reino de Hades, o submundo, e voltar sem ninguém querer nem saber como foi a viagem. Uma solidão ancestral. Uma dor milenar, silenciosa e cheia de culpa. 
Ontem de noite, fiquei triste. Não deprê. Apenas triste. Me senti uma Eleanor Rigby que a qualquer momento poderia ir pegar uma meia na gaveta para costurar sem ter a companhia de ninguém. Uma mulher sozinha que iria jogar arroz num feliz casalzinho recém-casado saindo da igreja, felizes e sorridentes. Imaginei a música toda*. Imaginei eu lá de meias remendadas, ombrinhos curvados…
Bom, mas depois de curtir meu momento Eleanor, meu instinto de sobrevivência (ou meu anjo da guarda) veio e falou na minha cabeça: — deixa de palhaçada, Norma. Vinícius de Moraes falou que ele não andava só. Que só andava em boa companhia com seu violão, sua canção e a poesia. Espelhe-se nele que, além de tudo, é brasileiro que nem você. Sem ilha cinza e fria.
É mesmo
- pensei - nada a ver esse papo de Eleanor Rigby. Eu, hein…!
Peguei meu violão e fui espantar a uruca mental (ou, como dizemos, nós espíritas: afastar a auto-obsessão).
E quando minha mãe vier falar: — Ééé…pra morrer basta  estar vivo.
Vou responder: — Mãe, que tal você ir dar uma volta e pegar um solzinho ao redor? E não precisa ir pela sombra, tá?

 *Eleanor Rigby -   música do Paul McCartney, cantada pelos Beatles e que fala sobre todas as pessoas solitárias, na pessoa de Eleanor Rigby.

Julho 2, 2009

Uma das imagens do zine

Arquivado em: Ilustrações — Norma Spagnuolo @ 4:03 am

Noutro dia, achei um desenho que ganhei  de uma amiga. Foi feito a lápis e eu adorei, mas tinha um probleminha: foi feito sobre folha pautada. Eu queria muito usá-lo em algum trabalho e o jeito foi tratar a imagem (com cuidado para não alterar o traço original) e deixá-lo pronto, sem pautas, para o momento propício. Acho que vou usá-lo no zine de arte & literatura. Parece-me que tem tudo a ver com o assunto a ser abordado (anos 20).
Abaixo, o resultado… a ilustração (digitalizada) da minha amiga Selma R.R.
Sou muito fã do seu traço elegantíssimo e, ao mesmo tempo, sem excessos.

 de: Selma R.R.

de: Selma R.R.

Junho 29, 2009

Abandono, Tortura e Violência para com os animais tem que ser considerado crime

Arquivado em: utilidade — Norma Spagnuolo @ 2:30 am

Diga NÃO ao Projeto de Lei 4548/98 em nome dos nossos amigos de 4 patas!

Amigos,

Temos uma missão muito difícil pela frente e precisamos unir nossas forças em nome daqueles que não conseguem se fazer ouvir.

Tramita na Câmara de Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei (PL) 4548/98, de autoria do Dep. José Thomaz Nonô, que visa retirar os animais domésticos do amparo do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), nossa principal ferramenta na luta contra maus tratos em animais.

Apesar da nossa Constituição Federal dizer em seu art. 225 que se impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”, o PL 4548/98 é julgado constitucional pela Comissão de Constituição e Justiça. Total absurdo.

Na JUSTIFICATIVA apresentada pelo Deputado Nonô, vê-se claramente que o intuito por trás do Projeto de Lei 4548/1988 foi permitir que as vaquejadas, rodeios e cavalhadas passem a ser permitidas – até mesmo a farra do boi e as rinhas ficariam legalizadas. Segundo o deputado “existem a vaquejada, a cavalhada e uma série de ESPORTES populares, cuja prática, evidentemente, a lei jamais pretendeu cercear”.

O Dep. Tripoli entrou com um recurso de inconstitucionalidade que foi indeferido e arquivado por falta de amparo no Regimento Interno da Câmara.

Buscando reverter à situação, no dia 27 de maio o Dep. Tripoli apresentou outra ação, “questão de ordem 475/2009”, visto que o indeferimento do seu recurso anterior não havia sido devidamente justificado. Caso a ação do Dep. Trípoli não seja acatada desta vez, o PL deverá ir a Plenário para votação!

Sua aprovação significaria o maior retrocesso da história do movimento de proteção animal no Brasil e não podemos deixar que isso aconteça !!

Pedimos a colaboração de todos no sentido de ligarem para a Câmara no telefone 0800-619619 e também, enviarem emails aos Deputados Federais de seus Estados, assim como, aos líderes de todos os partidos na Câmara, ao Presidente e aos Vices, solicitando a Rejeição do PL 4548/98 quando o mesmo for à votação em Plenário.

Escreva apenas uma vez e encaminhe cópias para os outros orgãos listados abaixo. É rápido e os animais agradecem.

Para acompanhar o andamento do PL 4548/98 e obter os emails dos Deputados de seus Estados acesse o site da Câmara:  http://www2.camara.gov.br/

E-mails da Presidência da Câmara, dos Vices e do “Fala Cidadão”:
presidencia@camara.gov.br
primeira.vice@camara.gov.br
segunda.vicepresidencia@camara.gov.br
cidadao@camara.gov.br

Várias outras ações já estão sendo planejadas para que aconteçam, de forma simultânea, em todos os municípios brasileiros onde a proteção animal for atuante.

É FUNDAMENTAL que o maior número de pessoas participe dessas ações para que elas obtenham resultados positivos.

Faça a sua parte nessa Luta!Os Animais possuem o Direito de Vida e o Respeito pela mesma, Como todos Nós!
Não abandone os Animais! Não seja Omisso!
Abandono,Tortura,Violência…você vai deixar tudo terminar em pizza??? Para ser considerado Crime Depende de Você!
Diga NÃO ao Projeto de Lei 4548/98 em nome dos nossos amigos de 4 patas! Os Animais precisam de você!

E nas próximas eleições, não votem neste Nonô, sujeito ignorante.

Este post foi transcrito aqui, mas pertence a um blog de amor aos animais: http://abrigodaserra.blogspot.com/

Minha Vitrolinha: In The Mausoleum

Arquivado em: Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 1:37 am

vvit A vitrolinha vai tocar In The Mausoleum, de um grupo chamado Beirut, porque esses dias estão com muito clima de enterro; mas a música é boa e nem lembra tanto esse clima porque tem um violino muito bonito, assim como o arranjo todo que me parece bem distante da idéia de algo fúnebre.
 Abaixo, a letra:

Time travels to learn
your secret life
in your mausoleum

And Berlin
is so ugly in the morning light
but with them
I could never feel so right

Olha quem era o monstro do comercial!

Arquivado em: vídeo — Norma Spagnuolo @ 12:12 am

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