909 Noites Insones

janeiro 1, 2012

Feliz 2012 para os sãos e para os desequilibrados !!

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 12:56 am
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Mais um ano. Mais uma chegada na reta final de um ano e este até que não foi dos piores. Normalmente, os anos ímpares para mim não são maravilhosos e não sei se já estou sugestionada, mas sempre espero que os anos pares sejam melhores que os anteriores, ainda que tenham aquelas previsões sinistras de fim do mundo e tal. Bobagem. Para mim, final de um mundo é uma transição de uma situação para outra e isso acontece o tempo todo. Talvez, desta vez fique um pouco mais óbvia esta transição…quem sabe ?
Falando nisso, andei vendo uns vídeos sobre o planeta intruso, a coisa do fim dos tempos…assisti palestras, li em livros e tomei conhecimento disso tudo lá atrás, no início dos anos 90. Naquela ocasião, até fiquei meio alarmada em função de uma mensagem que falava sobre isso e supunha ser psicografada. Quem me conhece sabe que sou espiritualista, mais precisamente universalista ou reeencarnacionista e acredito muito na vida após esta vida material, mas como Kardec sempre deixou claro ( claríssimo ) para desconfiar sempre, sigo seu conselho.
Mas aí, eis que à medida que os anos passam, pipocam mensagens, e mesmo eu desconfiada, acabei procurando saber o que poderia ser racional e lógico entre tantos alardes. Eu deixei de ficar alarmada quando me toquei de uma coisa bem simples: seja de bala perdida, ataque cardíaco ou invasão alienígena, a gente vai morrer e esta é a única verdade absoluta aqui nestas bandas terrenas (ou terráqueas). Assim, munida desta minha certeza lógica, li e vi coisas sobre o assunto e a minha conclusão é também  muito simples. Se eu tiver que viver, que eu tente viver bem e viver bem é viver sem medo do futuro porque isso gera ansiedade; viver sem culpa porque culpa gera dores no corpo e depressão e que eu viva sem certezas porque a certeza engessa e faz a gente ficar despeitado, rígido e racalcado censurando as pessoas que fazem o que a gente cismou que era errado. Certo e errado é relativo…tem a ver com cultura local, leis dos códigos institucionais e tal. Meu código interno é não magoar, ofender e humilhar  ninguém deliberadamente, propositalmente. Matar e roubar também estão fora do que considero certo.

Mas coisicas do dia à dia, a gente vacila mesmo…fazer o quê? se eu soubesse de tudo, ia ter asas barrocas. Você sabe definir tudo o que é certo ou errado ? aposto que não (como eu).

Também entendi que viver tentando ser melhor do que sou não dá porque eu vou acabar indo queimar no ” mármore do inferno “ por hipocrisia já que lá do outro lado nossa mente fica exposta; nossa alma é o que pensamos (cérebro é diferente de mente).

Então, meus caros, 2012 está aí. O que se inicia é um tempo novo feito uma reforma na nossa casa onde nossa casa é o planeta Terra. Você sabe, uma reforma é mais chata e penosa do que construir uma casa nova. Então, temos que passar por umas coisas chatas, situações duras, para que este planeta seja um planeta melhor com gente pensando positivamente, apesar de não se tornar um planeta de anjinhos imaculados.
Pelo que entendi, apenas temos que deixar fluir em nós o nosso lado luz e não ignorar o nosso lado sombra. Temos que assumir o nosso lado sombra para que ele seja melhorado, um pouco mais iluminado. Estamos todos aqui juntos porque temos afinidades e ninguém é melhor do que ninguém. Apenas temos defeitos diferentes. E daí ?
O fato de sermos imperfeitos não faz de nós pessoas malvadas, cruéis. Apenas é uma fase e esta fase está começando a mudar e tudo que precisamos fazer é tentar melhorar um pouquinho nosso lado sombra no que formos capazes de fazer. Vale pedir ajuda de um amigo, de um analista ou fazer uma boa e verdadeira auto-análise.
A questão é bem simples…. se eu me melhoro, melhoro a energia ao meu redor e se cada um fizer isso, o bairro melhora, a cidade, o país e o mundo. E só eu posso fazer isso por mim e, por tabela, ao mundo. Interessante ver que se a situação nunca muda, podemos  tentar mudá-la e se não conseguimos, podemos mudar a forma de ver a questão e mudando a nós mesmos teremos novos olhares do que parece tão bom pros outros e ruim pra nós…Bom, mas tem que ter discernimento porque a maioria, às vezes, também é burra como dizia Nelson Rodrigues e acho que isso não é totalmente errado. consciência é tudo, amigo / amiga.
Então, é isso.
Não tenho medo do fim do mundo, fim dos tempos ou o que for. Seja o que Deus quiser. Sou o que sou e tento me melhorar, de verdade… me analiso e tento fazer o certo ainda que nem sempre eu acerte. Estamos num mundo material e preciso ficar esperta ao menos pra me defender. Sou draconiana ? se for, lamento, mas sou uma draconiana que passou pro lado do Cristo porque Cristo era democrático e falava para os sãos e também a todos os perturbados do planeta,, igualmente. Nada mais subversivo. Considero uma exemplo e tanto.
Que venha 2012 ! Amor e paz para todos ! Para os sãos e para os desequilibrados !

dezembro 1, 2011

Democracia e bons modos nas redes sociais

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 12:42 am
Interessante a matéria do UOL tecnologia sobre regrinhas básicas de etiqueta nas redes sociais. Não que eu seja adepta das reclamações sobre privacidade ou que eu seja aquela pessoa mala que fica reclamando que o FB virou ORKUT. Mas seja qual for a rede social, um pouquinho de bom senso e respeito ao feudo virtual alheio é fundamental, certo ?  Só uma coisinha antes de voltar nesse assunto:  o FB é uma rede social tanto quanto o ORKUT e este último, eu abandonei anos atrás, assim que chegou o FB, por causa das zicas que estavam sendo cada vez mais frequentes…trolls & vírus & e etc. Quase ninguém tinha FB e hoje eu não acho que tava bom, que era uma maravilha.  É uma bobagem reclamar que o povo que tá frequentando o FB é gentalha ou coisa parecida. Li uma idiotice destas lá no FB e me contive em respeito aos meus amigos que não têm que ficar lendo bate boca e blá blá blá. Mas era óbvio que o FB ia se popularizar e quem não acha isso bom, vai se inscrever no beautiful, rede social onde só entra gente bonita – que para entrar, precisa passar pela aprovação dos que já estão lá. Quer ser superior, tenta entrar lá, oras!

O sujeito mala que reclama que o FB tá virando ORKUT é um pobre que anda de carro que fala mal do pobre que anda de ônibus, porque quem é rico mesmo, anda de helicóptero. Vai pro beautiful, então ! lembrando que beleza não espelha o caráter.

Pronto, desabafei e posso fazer isso aqui porque aqui é meu feudo particular e quem não gostar de ler alguma coisa que escrevi, a porteira virtual está sempre aberta tanto para sair quanto para entrar. Sou pela democracia sempre.

Bom, mas a matéria do UOL dá umas dicas úteis para este convívio virtual globalizado e vale dizer que nas redes sociais, assim como em praias e parques, diz o bom senso que não se deve fazer tudo o que quiser sempre, pois ainda que eu não seja recriminada por algo que disse ou fiz, posso acabar sendo excluída por ser chata, grossa, mal educada e coisas assim. E não é isso que eu quero, senão eu não estaria ali. certo ? isso, creio eu, é válido pra todo mundo. Então, aí vão as dicas do UOL tecnologia.

  • Antes de marcar alguém em alguma foto, peça permissão. Afinal, nunca sabemos se a pessoa vai querer se expor naquela situação.
  • Se você precisa dar um recado a alguém, cobrar ou até mesmo relembrar algum caso, faça por mensagem privada. Nem sempre a pessoa marcada no post gostaria de compartilhar essas informações com todos os amigos da rede.
  • Cuidado ao compartilhar correntes, vídeo, fotos e textos pronto. Você pode estar entupindo a timeline de seu amigo com coisas repetidas, além de ser tachado de chato ou sem opinião. Tenha critério ao republicar conteúdos.
  • Evite postar informações irrelevantes sobre o seu dia a dia. Se expor sem necessidade pode soar egocêntrico da sua parte, além de, mais uma vez, encher a timeline de seus colegas com conteúdos pouco interessantes.
  • Tenha cuidado ao expor suas opiniões, especialmente sobre assuntos polêmicos. Lembre-se que, diferente de uma discussão ao vivo, suas palavras serão armazenadas por muito tempo e, se você for grosso ou mal educado, todos vão se lembrar disso com frequência.
  • Jogos e aplicativos são legais, mas pare de ficar mandando convite para esse tipo de coisa dentro da rede social. Cada um tem suas preferências e, provavelmente, já deve conhecer algum joguinho que o agrade.

novembro 25, 2011

Vampiros de tempos em tempos

Filed under: Papinho,vídeo — Norma Spagnuolo @ 10:17 pm

Papo vai, papo vem, me perguntaram se eu vou ver o filme Amanhecer. Não vou. Não vou porque não gosto daquele rapaz que faz o papel do vampiro e nem acho interessante ver a disputa de um vampiro com um lobisomem por uma menina tão indecisa. Assisti os episódios pela TV  e achei muito pouco provável que uma garota daquelas fluísse tão em paz entre os dois clãs, que a protegiam um do outro. Coisa mala, isso.
Lembro de quando vi Entrevista com o Vampiro e fiquei aburdamente impressionada com a cena dos vampiros sugando o sangue de uma voluntária para a cena de teatro e o público achando a cena maravilhosa, realista no que eles supunham ser apenas uma simples cena. Coisa punk ! demorei a dormir e tudo ! Esse tipo de coisa da Anne Rice, autora do livro, é que fez da saga do Lestat o sucesso que foi na ocasião, lá pelos anos 90 que, por sinal, achei vampirescos mesmo ! 
Vampiro me dá medo e acho que é porque viajo nas metáforas vampirescas com pessoas reais de energia extremamente ruins.  Digo isso porque tem gente que vai chegando com graça e calma na vida da gente e a nosso convite, vai adentrando na nossa casa, nossas idéias, nosso dia à dia e quando você vê, mais cedo ou mais tarde, te coloca pra baixo, te manipula, faz você se sentir culpada caso não ceda a todos os caprichos e vontades e mesmo reclamando de você, não te deixa ir embora, podendo ficar bastante agressivo (a)  caso você queira partir. Tem gente vampiresca que não tem inveja do que você tem e sim do que você é e assim, se apropria de suas frases, suas idéias e suas coisas na mesma proporção em que te assedia moralmente, te faz perder a auto-estima aos poucos, tira sua motivação e iniciativa para fazer coisas novas e quer lhe manter ali no território conquistado e que busca manter estático e sem visitas & novidades a todo custo, como quem monta guarda na porta da prisão. Vai me dizer que vampiro é bacana só porque sabe seduzir e manter um tempo de cortejo cintilante ? 
Na música também é assim, vampiro vai, vampiro vem. Rita Lee cantou o doce vampiro e o Concrete Blonde lançou um disco inteiro sobre o tema, em 1990. O disco está sendo relançado este ano e se chama Bloodletting e tem até bônus em comemoração aos 20 anos de seu lançamento.  Meu lado roquenrou gosta muito desse disco de sonoridade ótima e letras bem boas, intimistas e de quem sofre mesmo. Não é um disco feliz, claro, mas não é tão escuro. Fala de coisas que machucam e, por exemplo, Beast compara o amor com uma besta feroz, que nos deixa nocauteados, em frangalhos. Aliás, sobre esta música, a entrada da guitarra no início, é uma das coisas mais furiosas e belas que já ouvi numa entrada de guitarra. Entra mesmo feito um amor desembestado na música. Conceitualmente, é um discão também e não tem nada da baba adocicada que querem atribuir aos vampiros, estes seres “por fora, bela viola e por dentro pão bolorento”.

Vou deixar aqui em baixo o vídeo feito em 1990 para a música tema do vampiresco disco Bloodletting, com Concrete Blonde.

outubro 28, 2011

Estar mais criativo ou menos criativo após os 40 ?

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 7:24 pm

Passeando pela internet, vi um blog estrangeiro que uma jornalista americana criou em que ela conta estar fazendo um trabalho de pesquisa sobre pessoas que ficam mais criativas após os 40 anos.  Li aqui, li ali e não vi “a coisa’ da maneira como ela expõe e ainda me custa a entender. Ela mostra uns vídeos com entrevistas de pessoas que já faziam anteriormente algum tipo de atividade artística ou produziam eventos culturais e tal.
Bom, em primeiro lugar penso que, se as pessoas já fizeram antes atividades criativas, o fato de elas serem mais criativas hoje pode ser uma consequência natural da experiência, pois parece que ela está levando em conta que só é mais criativo quem tem algum tipo de reconhecimento público ou está pintando ou gravando CDs, coisas que não fizeram antes. Aí tem três coisas: mudar de ares pode ser também apenas uma sequência natural, pois nada impede alguém que pintava, resolver aprender a cantar, compôr, etc. A outra coisa, é que ser reconhecido publicamente  não quer dizer  que a pessoa esteja mais criativa e, terceiro, pode acontecer de apenas a pessoa achar que a hora de mostrar sua veia criativa ao mundo seja esta – e pode ser após os 30, os 40 ou 50. E se antes não podia por razões financeiras, por exemplo ? ou os filhos eram pequenos e não dava tempo de dedicar-se à produção do que sempre quis ?  
Não estou nem falando sobre estar criativamente no mundo, lidando com coisas cotidianas da vida, resolvendo problemas comuns da vida com criatividade…estou falando de exercer a produção artística mesmo, como ela menciona.
Particularmente, acho que os artistas (conhecidos ou não), têm um pico, um topo, em alguma idade na vida onde está mais produtivo e produzindo coisas em que se transcendem, chegando a surpreenderem a si próprios. Mas isso pode ser antes dos 40 e não necessariamente após os 40. Estar mais produtivo e não mais criativo. A qualidade varia…
Quando se está mais velho, tenho a impressão de que existe um pouco mais de calma, menos ansiedade pelos resultados assim e assado, sem perder o entusiasmo. Na faixa dos 20 anos, tem muito hormônio, muita sede de novidade, muita pressa – pelo menos eu vejo assim quando olho para meus vinte anos.
De qualquer forma, tudo é muito relativo. Você que me lê agora pode ter 45 anos estar fazendo algo que considera mais ou menos e eu poderia achar sensacional e ser profundamente tocada pela sua arte. Não é, segundo seu ponto de vista, seu melhor momento e até achar fraco em relação a sua produção da juventude, mas eu amo e daí ?
Tem gente que parece vinho e fica mesmo melhor com a idade em alguma coisa, ou em tudo, mas não penso que seja regra. E muito menos tem a ver diratmente com estar apenas mais criativo e muito menos mais talentoso.
Então, a questão é simples: nunca é cedo e nem nunca é tarde porque sempre haverá alguém que curta e a cobrança por ser melhor ou pior em relação ao que era antes, é coisa da cabeça do próprio artista. 
Se não deu para fazer antes, que seja agora. Mas faça! crie ! sem essa de estar mais ou menos criativo, mais ou menos melhor que antes.
Não vejo muito sentido na pesquisa da moça…

outubro 4, 2011

Living in The Material World

Filed under: Filminhos — Norma Spagnuolo @ 9:34 pm

No dia 2 de Outubro, teve uma pré-estréia do documentário “Living in the Material World”, sobre o ex-Beatle George Harrison. Isso significa que deve aportar cá por estas bandas lá pelo fim do ano. E como boa fã dos Beatles e de George, estarei na poltroninha comendo pipoca, curtindo o show.
George não foi um Beatle mero coadjuvante entre dois egos imensos como Paul e John. Além de excelente guitarrista, melhor do que John Lennon, segundo o próprio Lennon, George era um sujeito doce, mas com muita atitude. Tinha o humor tão ácido quanto o próprio Lennon e era tão trabalhador quanto McCartney. Conta-se que ele foi o único a manifestar a insatisfação com o fato de Lennon levar a Yoko para as sessões de gravação. Foi lá pra perto do John e da Yoko e falou na cara de ambos que aquilo estava inibindo a produção do grupo ( se isso é certo ou errado, é outra questão), mas ele teve peito de dizer o que ninguém tinha coragem de fazer, com medo de cair na porrada com Lennon, que era muito agressivo. Não falou pelas costas. Dizem também que chegaram a sair na mão, mas isso nunca foi confirmado por nenhum dos Beatles. George também caiu na porrada com um cara que entrou em sua casa armado de uma faca, uns anos antes de desencarnar. O larápio foi preso e George foi para o hospital com corte na mão.
Da mesma maneira, George ficava muito nervoso com a Beatlemania e cada vez mais detestava ser um Beatle, tanto quanto Lennon.
Sua produção musical foi melhorando e aparecendo, se impondo aos poucos à medida que ele, o mais novo do quarteto, ia amadurecendo com artista e homem.
George era ousado e como tal, lançou um álbum triplo na sua primeira experiência como artista solo. isso mostrava como ele tinha material cortado pelos parceiros Lennon & McCartney.  Ele podia ter dado com os burros n`água, mas foi muito bem sucedido.
George era doce e discreto, mas não um pamonha, como se vê.
Foi ele quem influenciou os parceiros em ralação a refletir sobre a espiritualidade e também era entusiasmado com cinema, tendo sido produtos de alguns filmes do grupo Monty Phaton e fez um sem número de paródias e ironias sobre si mesmo, seus sucessos e a obra dos Beatles e seu sucesso. Ele sabia que era tudo passageiro e , inclusive, seu disco triplo de estréia tinha este título : All things Must Pass (Todas as Coisas Passam).
Quando John desencarnou, ele se juntou aos outros 3 ex-companheiros de Beatles e gravou sua composição que fez em  sua homenagem ( a Lennon). lembranbdo que ele era sempre o primeiro a dizer que não tinha o menor interesse em reativar a banda.
George foi o primeiro artista a fazer um show beneficente. Foi o Concerto para Bangladesh, para ajudar as pessoas que passavam fome, na Índia. Juntou todos os bons músicos que ele conhecia e mandou ver. Isso, no início dos anos 70.
Dizem que ele era o Beatle que mais mudava a aparência, a que ele respondeu: mas é disto que se trata a vida: mudanças.
Enfim, George era nervoso, com muito senso de humor, com bom coração,discreto irônico, muito criativo e paciente. Além de lindo e talentoso.
Nos anos finais de sua vida, era conhecido como “jardineiro”, pois gostava de ficar cuidando dos jardins de sua mega propriedade. Então, um dia, o câncer no cérebro o levou.  Deixou músicas lindas para a posteridade e um filho que é sua cópia idêntica na aparência e no gosto pela guitarra.. 
Durante um concerto em tributo a George, Dani Harrison tocou guitarra junto de Paul McCartney e outros amigos do pai. Então, no fim, paul falou que sempre que olhava pro Dani enquanto tocava, ele tinha a sensação de que o tempo passou para todos e George estava ali, novinho, como na época dos Beatles.
Enfim, um documentário merecido, dirigido por Martin Scorcese e tem o título de uma das canções de George: ” Living in the Material World” ( “Vivendo no Mundo Material”).
Hare Krishna, George ! Que você esteja feliz aonde estiver !

Abaixo, o trailer.

Democracia é para todo mundo

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 8:46 pm

Tenho lido por aí muitas opiniões sobre a declaração do Rafinha Bastos sobre a Wanessa Camargo e o bebê. Então, vou dizer o que acho também: Primeiramente, acho que é democrático que as pessoas digam o que querem seja em cadeia de televisão ou ao meu lado. Por outro lado, também acho democrático as pessoas sofrerem as consequências de seus atos e palavras. Senão vira bagunça e mais uma forma de opressão neste país. Ou seja, se tenho dinheiro e poder, vou poder falar tudo e você que não tem, não vai ter direito de resposta. Não é por aí.
O Rafinha tem todo o direito de não gostar de ninguém e de expressar publicamente sua opinião e tem que saber que ele mesmo sofrerá as consequências do que disser. Ingenuidade dele achar que, porque está num programa de TV humorístico, tem licença para falar tudo sem ter responsabilidade sobre isso.
Penso que liberdade deve vir acompanhada de discernimento e noção de limites.
Não sou fã de Wanessa, mas nem por isso me daria o direito de falar que comeria o bebê. Além de não ser engraçado, é de mau gosto e grosseiro.
Cancelaram propagandas de TV, perdeu o emprego e outros trabalhos por fora e isso porque o país é reacionário ? Nesse caso, não creio.
Disseram que se a Wanessa não fosse casada com um dos patrocinadores, isso não teria acontecido e que se se ela fosse uma mulher desconhecida, também não.
Ora, quer dizer que ela não pode ser defendida porque ela é esposa de um dos  patrocinadores ? se ela fosse uma desconhecida, a piada” teria sido menos ofensiva ?  Se você tem uma mulher grávida na sua família, você ia deixar o seu vizinho gritar para a sua rua toda escutar que ele comeria sua parente e o bebê que ela espera ? Eu não ia deixar.  Eu ia lá pra perguntar qual o problema dele.
Liberdade de expressão é bom para todos e acho que é democrático aquele dito popular que diz: quem fala o quer, ouve o que não quer.
Rafinha Bastos foi infeliz e ponto final. Acabou. Logo, ele arruma um novo trabalho. O que ele pode fazer agora é refletir sobre a atitude dele e pegar leve na “brincadeira”, futuramente.

agosto 31, 2011

Estação Insight

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 2:24 am

Num dia qualquer, alguém te diz que não adianta ser muito sensível, “sensível demais” às coisas da vida porque isso faz doer a caminhada e é preciso ter distanciamento emocional para tomar decisões necessárias para viver melhor. Dizem que ser sensível demais gera medo, culpa, gera isolamento, auto-proteção e por aí vai.  Então, talvez, pela fragilidade de uma fase longa  de frustrações e dificuldades, você vai e começa a fechar as portas de alguns sentidos dizendo a si mesmo (a) que as pessoas têm razão e se pergunta de que serve se comover com pessoas, cenas, canções, atitudes e tudo aquilo que lhe faz sorrir de bobeira e chorar, quando poderia ser mais “pés no chão” e produtiva.  E segue a vida. Não sou mais sensível “feito um adolescente deslumbrado”, nem quero mais ser apaixonante e a partir de agora estou encaixada no mundo “real”, seguindo o senso comum e querendo um acento normal no trem da vida.  Não paro mais pra pensar criticamente, nem estou criativamente no planeta, tentando interpretar a música da vida segundo meu ritmo interno.
Passam-se meses, anos e você se sente razoavelmente bem neste novo você que você inventou pra si mesmo (a) até que, um dia, você começa a achar que aquele eu mais prático e insensível não precisa ser tão prático e autero. Não sabe quando começou a pensar isso, nem o que detonou essa reflexão, mas o fato é que o pensamento está lá na cabeça, formado e pronto. Você começa a achar que o que ganhou antes não foi em vão, só que já aprendeu o suficiente sobre ponderação; onde está escrito que para ter praticidade e pés no chão, preciso ser insensível ? sei agora que não e sei também que extremos são prejudiciais para qualquer lado.
Não foi uma morte, não foi um coma, nem um sono profundo. Ao contrário, foi uma vigília, olhos bem abertos para ver sem filtros a paisagem, ouvir o som da realidade, geralmente mais alto e menos harmônico que o sussuro doce da paz e do amor. Mas a boa e velha percepção das coisas sutis estava lá, ainda que no segundo plano.
O mundo é muito grande, maior que nossos pequenos problemas passageiros (ainda que a fase de problemas seja longa).
Todo tempo é tempo de crescer e aprender.
Este vídeo aí embaixo, é um desenho vivo do que escrevi. Estou passando pela vida e tudo é muito rápido e mutável.  Cada estação é um novo insight. Se, às vezes, estive com a cortina da janela fechada, isso não quer dizer que tenha que ser sempre assim.
E ser apaixonante não é ruim. Vida também é paixão e fé.

agosto 2, 2011

O Primeiro Mentiroso e ELO

Filed under: Filminhos,Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 6:36 pm

O mundo dos filmes é uma fonte inesgotável de idéias e viagens mil. Noutro dia, comecei a assistir um filme que eu achava que ia ser uma bobagenzinha para entreter e relaxar a mente, como de fato foi, mas valeu à pena. A estória era a seguinte: um sujeito vivia num planeta Terra onde ainda não havia sido descoberta a mentira. Ou seja, todo mundo no planeta só falava a verdade nua e crua. O enfoque poderia ter sido dramático, mas era uma comédia leve, apesar do quase humor negro. O protagonista era um sujeito gordinho, de meia idade prestes a perder o emprego de escritor e ainda estava tentando conquistar uma moça bonita que dizia as coisas mais cruéis para ele ao rejeitá-lo. Mas ela não era cruél pela simples crueldade…era um mundo sem mentiras, certo? dizer coisas cruéis sobre alguém era o normal quando se pensava isso. Então, ao ver sua mãe no leito de morte, ele inventou que  a vida não acabava após a morte e que havia um Senhor do Céu que era bom e todo mundo que morresse também iria para um lugar maravilhoso e teria direito a uma mansão para morar. Ele causa sensação no país dele porque, como não havia mentira, era como se ele soubesse de algo que ninguém sabia e ele vira celebridade. Não vou contar o resto porque não sou uma estraga prazeres. O filme é inglês e o título: ” O Primeiro Mentiroso “.
Um bom entretenimento, mas fiquei viajando se o mundo fosse assim.  Definitivamente, não creio que eu esteja pronta para receber todas as verdades que alguém esteja disposto a me esfregar na cara porque acho que sinceridade e sadismo, às vezes, andam muito juntos. Tampouco, eu teria coragem de dizer verdades cruéis que não fazem a menor diferença na vida, nos sentimentos e etc…

Mas a trilha sonora contava com uma pérola antiga da ELO, Eletric Light Orchestra, banda inglesa que fez muito sucesso lá pelos idos dos anos 70: “Mr Blue Sky“.  É uma balada que lembra muito os Beatles e vou tocar na vitrolinha, que tava com a agulha quebrada.

Taí o som e quando ficar a fim de distrair com um filminho nada “cabeça”, mas interessante, fica minha sugestão !

Mr Blue Sky – Eletric Light Orchestra 

 Sun is shining in the sky there ain`t a cloud in sight it’s stopped raining,
Everybody’s in the play

And don’t you know it’s a beautiful new day, Hey, Hey
Running down the avenue, see how the sun shines brightly,
In the city, on the streets where once was pity,
Mr. Blue Sky is living here today, Hey, Hey

[Chorus:]
Mr.Blue Sky, please tell us why, you had to hide away for so long(So Long),
Where did we go wrong ?

Repeat

Hey, you, with the pretty face, welcome to the human race
A celebration, Mr. Blue Sky’s up there waiting,
And today is the day we’ve waited for, Oh-Oh

[Chorus]

Hey, there, Mr. Blue, we’re so pleased to be with you,
Look around, see what you do, everybody smiles at you

Repeat

Mr. Blue Sky, Blue Sky, Blue Sky, Blue Sky, Blue Sky, yi

Mr. Blue, you’ll get it right, but soon comes Mr. Night,
Creepin’ over, now his hand is on your shoulder,
Nevermind, I’ll remember you this, I’ll remember you this way

[Chorus]

julho 29, 2011

Joan Jett & gentes de atitude

Filed under: Papinho — Norma Spagnuolo @ 6:19 pm

Estou de volta ao meu modesto feudo cibernético após longa ausência. Pensei em varrê-lo do mapa virtual, assim como fiz com minha recém rasgada página Orkutiana. Mas depois do sucinto, porém veemente, protesto da Mink, minha amiga querida lá dos idos da faculdade de Design, estou de volta.  Manter um blog pode ser uma coisa muito chata em determinado período da vida, principalmente quando pegamos muitas coisas pra fazer ao mesmo tempo. E fiz, viu ? este último semestre, particularmente, foi de endoidar.
Nesse meio tempo, teve de tudo ao redor para se comentar…descobri a cantora Joan Jett, cuja voz conhecia pela música I Love Rock`n`Roll, mas não sabia quem cantava. A descobri por acaso, numa dessas passeadas pelas vielas do mundo virtual. Curioso é que sua voz algo rasgada, forte, está aí desde os anos 80 e nunca por aqui se falou muito dela, salvo pela música que mencionei acima. Ela está viva, cantando rock exatamente com a mesma disposição e não faz o estrondoso sucesso aqui que faz lá fora. Assim como a Patti Smith.  Será que no Brasil “muderno” ainda se cultiva a visão de que rock é para os garotos ? ou será uma simples questão de censura machista onde mulheres com atitude não são muito divulgadas para, talvez, não influenciarem as mulheres frutas de futuras gerações ? Será mais conveniente iludirem as mulheres com uma idéia de falsa emancipação, onde o máximo que elas conseguem é serem independentes mexendo suas bundas-melão antes de se tornarem bundas-maracujá ?
Não precisa ir muito longe, basta ver que escritoras que ajudaram a mudar a mentalidade de mulheres lá fora, ao longo dos anos, séculos, também não são editadas por aqui como, por exemplo, Anais Nïn. O máximo que achamos de sua lavra literária, são dois livros ou três e mesmo assim, em função do filme Henry & June, que foi um filme produzido sobre um trecho de um de seus mais de 20 volumes do seu diário ( publicado na íntegra apenas após sua morte, por determinação dela mesma).
Nem menciono o imenso acervo artístico e literário de mulheres lésbicas que deram suas contribuições valiosas para enriquecer a cultura de seus países como por exemplo, aquelas que viviam na Paris dos anos 20 ( Les Anées folles – Os Anos loucos): Djuna Barnes, Sylvia Beach (que foi a primeira pessoa a editar do próprio bolso, Ulisses, de James Joyce), Gertrud Stein, Isadora Duncan, Natalie Barney, Jannett Flanner, Adrienne Monnier (sócia de Sylvia Beach na livraria parisience Shakespeare & Co ), Colette e por aí vai…um mundo de mulheres cultas, além do seu tempo, que eram autoras, editoras, dançarinas, escritoras, etc ..(muito etc).
Depois delas, a Europa não foi mais a mesma e, consequentemente, o mundo. Mas vieram outras mulheres, lésbicas e heterossexuais também. Não estou fazendo apologia ao lesbianismo.
Aliás, no Brasil tem isso, de dizer que mulher  inteligente e com atitude  não é boa de cama e/ou não gosta de homem…bobagem.
Ah, sim…e o homem que não gosta de futebol e não pega mulher que tá dando mole, não é chegado em mulher. Bobagem II.
Sei que é clichê dizer que rock and roll é atitude, mas é mesmo. Não está ligado apenas a um gênero musical e sim às atitudes de pessoas de todas os gêneros que nadam contra a maré do senso comum, que nem sempre quer dizer, bom senso.
O Brasil é lindo e amo este país, mas anda a passos lentos por causa desse tipo de censura cultural.  Um pena, pois a diversidade que aqui existe é propícia para fazer germinar individualidades geniais, com soluções para todo tipo de problema social e esta nossa miscigenação está  longe de ser perniciosa e improdutiva, como aquele louco atirador da Noruega mencionou na sua carta de trocentas páginas.
Vou colocar a Joan Jett aqui embaixo. Não sei se ela é gay ou não e nem me interessa saber. Pra mim, é apenas uma heroína da resistência, vivendo de seu som, sem nenhum histórico sensacionalista e que inspirou o filme The Runaways, sobre um período de sua vida. Aliás, ela mesma fez questão de orientar a atriz que a interpretou ( Kristen stewart) 

Bom, mas é isso, meu blog. Aqui me tens de regresso. Viu, Mink !?

maio 17, 2011

Novo CD da Kate Bush – Director`s Cut

Filed under: Papinho,sobre sons — Norma Spagnuolo @ 2:56 am

Kate Bush acaba de lançar um novo cd. Desta vez é um trabalho de releituras sobre algumas músicas suas de dois discos anteriores: Sensual World e The Red Shoes. Particularmente, não gosto muito de The Red Shoes, mas do Sensual World, adoro a música que dá título ao cd. Aliás, a música Sensual World criava, já naquele ano, uma atmosfera meio mística, algo que diáfana, que em 2005 preencheria todos os dois ábuns que compõem  o trabalho magistral AERIAL.
AERIAL é uma obra prima em todos os sentidos e raramente vi algo assim, que beira a perfeição. Desde o trabalho gráfico até as músicas e arranjos, passando pelo conceito que liga todas as músicas como se fossem umas prolongamentos de outras….sem falar que não perde o clima aéreo, clima de sonhos…é um trabalho sonoro que me lembra uma tela de pintura.
Mas este novo trabalho, Director`s Cut é uma releitura, como disse antes, e ainda não escutei na íntegra porque foi lançado hoje. O que esperar ? Não sei…talvez algo diametralmente oposto do que foi feito anteriormente, mas sem perder essa coisa da modernidade, do onírico e, às vezes,  de fantasmagórico, que a Kate imprime como marca registrada.
Penso que vai ser difícil tornar Sensual Word melhor do que é, mas ela refez a canção ( Sensual World) com o novo título de ” Flower of the Mountain” e no youtube ainda não está completa.
O que leva alguém tão  reconhecidamente criativa a retrabalhar suas obras ? talvez a liberdade que se conquista com a idade, ou a maturidade que permite nova visão sobre um velho assunto, ou quem sabe, a vontade de experimentar novas tecnologias e parcerias vocais em canções que ela curtia no seu repertório antigo. Pode ser também não tenha composto nada que a agradasse desde a obra prima AERIAL, de 2005.
Mas enfim,  tá saindo do forno e daqui a pouco vou conferir.
Depois, volto e dou minha singela opinião pessoal para vocês, meus fiéis e queridos meia dúzia de leitores !
Tenho andado numa correria danada neste semestre e por isso tenho postado pouco. Mas acho que a partir de Julho, as coisas vão acalmar.

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