909 Noites Insones

Novembro 12, 2009

Minha Vitrolinha: Mambembe

Arquivado em: Filminhos, Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 4:39 am

vvitNoutro dia, lá na livraria Saraiva, na parte de CDs, vi a trilha sonora do filme ” Quando o Carnaval Chegar” do sempre maravilhoso (e meu cineasta brasileiro favorito) Cacá Diegues. Lembrei de ter assistido o filme na TV uns tempos atrás e do quanto fiquei encantada com a alegria no desenrolar da estória (e dos atores, que eram nada mais, nada menos do que Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão). O clima era de uma alegria contagiante.  Lembro que eu pensei, enquanto assistia o filme, que eles deviam ter-se divertido muito ao gravarem as cenas. O filme é de 1972.
Maria Bethânia e Chico fizeram juntos um disco ao vivo no Canecão, em 1975 e minha irmã tinha ganho aquele disco do namorado dela da época, mas quem usufruiu muito o mimo, fui eu.  Chico e Maria Bethânia juntos têm uma química qualquer rolando entre eles porque sempre passam uma energia interessante. 
Mas voltando ao filme, é a estória de três cantores que não são sucesso nas rádios, mas conseguem um contrato para se apresentarem em homenagem a um rei que chegará na cidade durante o carnaval. Eles não se apresentam, em função de problemas, mas voltam a se juntar para fazerem apresentações mambembes.
Estou colocando aqui, para tocar na vitrolinha, a música “Mambembe”, que faz parte da trilha do filme. Junto, vai a letra da música e a cifra para violão bem como um vídeo do filme que peguei no Youtube. 

Mambembe
(Chico Buarque)

Intr.: D7M / F6/9 / Bb7M / A7 / D7M / F6/9 / Bb7M / A7 /

D7M             F6/9                 Bb7M           A7
   No palco, na praça, no circo, num banco de jardim
D7M              F#7/C#          Bm7       F#7             G6
   Correndo no escuro, pixado no muro Você vai saber de mim
      A7        F#m7(b5)  B7(b9)               E7(9)   C7(9)      F#m7  F7(13)
Mambem__be, ciga________no       Debaixo da pon_____te,     cantan____do
                Bb7M  A7      D7M  C#m7             E7(9)  A7(13)      D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do    Na boca do po_____vo,     cantan___do

           F6/9               Bb7M             A7
Mendigo, malandro, moleque, mulambo, bem ou mal
       D7M              F#7/C#           Bm7         F#7             G6
(cantan___do) Escravo fugido  ou louco varrido Vou fazer meu festival
      A7        F#m7(b5)  B7(b9)               E7(9)   C7(9)      F#m7  F7(13)
Mambem__be, ciga________no       Debaixo da pon_____te,     cantan____do
                Bb7M  A7      D7M  C#m7             E7(9)  A7(13)      D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do    Na boca do po_____vo,     cantan___do

         F6/9             Bb7M                A7
Poeta, palhaço, pirata, corisco, errante judeu
       D7M                  F#7/C#                   Bm7         F#7             G6
(cantan___do) Dormindo na estrada, não é nada, não é nada E esse mundo é todo meu
      A7        F#m7(b5)  B7(b9)               E7(9)   C7(9)      F#m7  F7(13)
Mambem__be, ciga________no       Debaixo da pon_____te,     cantan____do
                Bb7M  A7      D7M  C#m7             E7(9)  A7(13)      D7M
Por baixo da ter____ra, cantan___do    Na boca do po_____vo,     cantan___do

F6/9 / Bb7M / A7 / D7M / F6/9 / Bb7M / A7 / D7M /

Novembro 5, 2009

Destempero no aeroporto

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 4:35 am

A moça e seu marido, recém-casados, indo para a viagem de lua de mel na Argentina, chegam um pouco atrasados no aeroporto e não dava mais para embarcar.  Ela é médica e ele um policial federal.  Ela dá um piti, sobe na esteira de bagagens, diz que não vai sair de lá enquanto não embarcar e xinga os funcionários da companhia de “cachorros”, “mortos de fome” e “nego”. Alguém pede para um policial registrar o ato de preconceito e o policial diz que não houve flagrante e tal e não registra a queixa.
Tudo errado.
Erro # 1 : Chegarem atrasados porque todo mundo sabe que é preciso chegar uma hora antes para fazer o check-in, como está escrito no papel quando compramos as passagens.
Erro # 2 : Sentar na esteira de bagagens não adianta nada. O avião não passa pela esteira para decolar e malas podem ser despachadas em outros vôos se a companhia achar mais conveniente.
Erro # 3 : Perde-se a razão quando a gritaria começa e o atraso foi do passageiro e não da companhia aérea.
(perde-se a razão até mesmo quando a gritaria começa e a culpa é da companhia, não é verdade?)
Erro # 4 :  Gritaria não adianta nada nem quando estamos com a razão.
Erro # 5 :  “Mortos de fome” , ” cachorro” , ” nego”, etc são expressões de preconceito que geram cadeia,  além de ser uma forma de tratamento escrota, elitista de uma classe babaca que se acha acima do bem e do mal.
Erro # 6 : Encheu o saco das pessoas que estavam lá no aeroporto.
Erro # 7 : O policial que deveria acatar a queixa dos funcionários ofendidos, não o fez.  Quer mais flagrante do que o mostrado num vídeo? O vídeo não serve de testemunha? as pessoas presentes não servem como testemunhas?

Acho que é legítimo o direito à reclamação quando uma empresa pisa na bola. Sabemos que muitas empresas pisam feio e que se não reclamarmos, se não formos ao PROCON, no Juizado de Pequenas Causas, vira  ” casa da mãe Joana mesmo”.  Além do que, reclamar… protestar, é um ato de cidadania e é democrático.
O ato que a doutora praticou não tem cidadania. Descontou nos funcionários e deu voz ao seu lado burro e preconceituoso. Burro porque se ela é preconceituosa, problema dela. Mas quando vocifera isso com ares de sinhá, em praça pública, o problema é jurídico.
E convenhamos, né? não se espera um barraco desses de alguém que se acha acima do bem e do mal.
Como o Lobão já dizia: perdeu a pose.

Confira:

Novembro 4, 2009

Zomba, um Basenji cachorro cantor precisa de uma noiva

Arquivado em: Papinho, utilidade — Norma Spagnuolo @ 8:58 pm

Uma querida amiga minha tem um cachorro bem bacana, de uma raça que eu não conhecia: Basenji. Eu já a conhecia a algum tempo, mas não conhecia o seu cachorro. Um desperdício de tempo, pois é um cachorro maravilhoso, um pouco diferente dos outros cachorros. Adoro todos, mas esse é mesmo peculiar. Fiquei sabendo que a sua raça é conhecida como ” a raça do cachorro que não late “. E é verdade! Ele nunca late !! Em compensação, é um cantor nato. O nome dele é Zomba e ele adora aquela musiquinha da vitória do Ayrton Senna nas corridas. Ela faz “pá pá pááá” , catarolando o refrão da música e ele desanda a uivar, num som meio embolado na garganta e a plenos pulmões. Eu adoro ver e ouvir. É diferente do uivo dos cachorros que escutam sirenes ou querem conversar com os outros cachorros da vizinhança.
Pois bem, meu novo amigo Zomba tem uns 8 anos e ficou doente. Tirou o baço porque estava com um tumor enorme e, há pouco tempo, descobriu-se que é um linfoma. Mal conheci o ” rapaz ” e já fiquei triste pela possibilidade dele ir para o céu dos cachorros. Quando o vi, gostei dele de cara e ele não pareceu antipatizar comigo apesar de ter seu jeito reservado. Agora, conversamos bem e ele é um doce comigo. Ele tirou o baço, mas está espertinho, reagindo bem, comendo, bebendo água e, às vezes, brinca. Vai na rua fazer suas necessidades sem, aparentemente, sentir quaisquer desconfortos ou dores.
Em Julho deste ano perdi meu Pepe, meu amigo querido, que esteve comigo por 13 anos e me ajudou com seu companheirismo quando tive depressão muitos anos atrás. Vivi muito por ele naquela época e não é fácil perder um amigo silencioso e mesmo assim tão afetuoso, que nos fala de tantas maneiras.
Estou torcendo para que a quimioterapia funcione, que impeça qualquer expansão e extirpe qualquer seqüela do tumor que foi retirado junto com o baço.
Queríamos arrumar uma esposa para o Zomba, para criarmos um Zombinha. Será que alguém conhece uma Basenji descompromissada? O Zomba é chic, tem pedigree e essas coisas todas que uma noiva pretende do marido.
E que a musiquinha de vencedor seja uma metáfora para mostrar que o Zomba vai sair vitorioso nessa corrida pela vida. Dá-lhe,  Zomba!

Abaixo, umas fotos do Zomba, após a operação. Ele está bem, como podem ver.

Zomba_1

O bonito Zomba

Zomba_2

Um lindo Basenji cantor

Zomba_3

Zomba - um ótimo partido

Outubro 23, 2009

Minha Vitrolinha: Cachaça Mecânica

Arquivado em: Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 6:12 am

vvit Já que no post anterior falei do roqueiro Erasmo, resolvi tocar na vitrolinha um popsambalanço dele, dos anos 70.  Poderia colocar um rock, mas achei bacana mostrar o outro lado deste compositor que poderia embrenhar- se  em qualquer tipo de som que resolvesse fazer.
Um bom geminiano eclético, que navega bem pelos ritmos.

 

 

 

 

Cachaça Mecânica
(Erasmo Carlos)

Vendeu seu terno
seu relógio e sua alma
E até o santo
ele vendeu com muita fé
Comprou fiado
pra fazer sua mortalha
Tomou um gole de cachaça
e deu no pé…

Mariazinha
ainda viu João no mato
matando um gato
pra vestir seu tamborim
E aquela tarde
já bem tarde, comentava:
Lá vai um homem
se acabar até o fim…

João bebeu
toda cachaça da cidade
Bateu com força
em todo bumbo que ele via
Gastou seu bolso
mas sambou desesperado
Comeu confete
serpentina e a fantasia…

Levou um tombo
bem no meio da avenida
Desconfiado
que outro gole não bebia
Dormiu no tombo
e foi pisado pela escola
Morreu de samba
de cachaça e de folia…

Tanto ele investiu na brincadeira
pra tudo, tudo se acabar na terça-feira…

Vendeu seu terno
E até o santo
Comprou fiado
Tomou um gole
João no mato
Matando um gato
Naquela tarde
Lá vai o homem…

João bebeu
toda cachaça da cidade
Bateu com força
em todo bumbo que ele via
Gastou seu bolso
mas sambou desesperado
Comeu confete
serpentina e a fantasia…

Levou um tombo
bem no meio da avenida
Desconfiado
que outro gole não bebia
Dormiu no tombo
e foi pisado pela escola
Morreu de samba
de cachaça e de folia…

Tanto ele investiu na brincadeira
Pra tudo, tudo se acabar na terça-feira…

Outubro 22, 2009

Demorou, Erasmo!!

Arquivado em: Dicas, Papinho — Norma Spagnuolo @ 6:49 am

 

erasmo-rockn-carlos
Saiu o novo disco do Erasmo: Rock `n`Roll e acabei de escutar no site
http://www.coqueiroverderecords.com/erasmocarlos/erasmocarlos.htm

Gosto pra caramba quando o Erasmo faz aquele seu roquenrou básico  e que ele andou deixando de lado em função das baladas mais pops românticas à la Roberto. Neste disco, pelo que ouvi – e que não farei download para comprar na loja – pude perceber um som atualizado tecnologicamente, arranjos modernos com instrumentos e recursos atuais sem serem modernosos e cheios de firulas inúteis que sufocariam a musicalidade natural de Erasmo.
Erasmo está na sua praia e me pergunto porque ele demorou tanto para fazer esse simples bem temperado, que é o que ele faz de melhor.  
Não sei, mas degustei as faixas (no site do link acima)  e me imaginei ouvindo o disco no carro, em casa, no mp3 player (depois que eu ripar o disco oficial)  e acho que será ótima companhia por um tempinho razoavelmente longo.
Faltava a Rita Lee se inspírar e fazer um disco  de rock como aqueles que ela fez com o Tutti Fruti, discos ícones, como o Fruto Proibído e o Entradas e Bandeiras, que apesar da sonoridade ruim deste último, têm uns roquezinhos muito bons também , como “bruxa Amarela”.
Fruto Proibído é  pelo menos pra mim, o melhor disco de rock brasileiro até hoje.
Mas isso é outro papo.
Antiguidade não é posto, mas ter idade mais avançada não significa decrepitude. Assim, os veteranos do rock brasileiro ainda têm bala na agulha musical e Erasmo está aí para provar isso.
Demorou, Erasmo!

Outubro 21, 2009

Um ano sem fumar

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 5:23 am

g1_cigarro_011Ontem , 20 de Outubro, fez um ano que parei de fumar. Que vou dizer? que me sinto bem? bom, isso é verdade. Me sinto mais animada, com a aparência melhor, meu rosto parece que clareou e as pessoas perceberam logo que parei de fumar, que a pele  ficou melhor. O perfuminho, parece que dura mais tempo e os cabelos não ficam mais com cheiro de cigarro. É fato. Mas também é fato que ainda me sinto vulnerável em relação a este vicio e tenho que recorrer ao meu horror de ser dependente de substâncias para poder resistir à tentação de acender um cigarrinho.

Antes de fumar, passei uma semana me reparando (e às minhas ansiedades) e percebi que, ao acender um cigarro em algum momento tenso, eu não resolvia o problema, não acalmava minha alma e apenas adiava por uns minutos (ou uma hora) a  atitude a tomar. E de quebra, ainda estava colocando um problema silencioso de falta de fôlego, suor, pressão baixa e hálito ruim na minha boca. Ou seja, o cigarro não adiantava nada. Só era cúmplice no meu ato de adiar as coisas.
Como eu ecoomizaria uma graninha, estava aí a última boa argumentação para eu deixar de fumar “ um dia” e esse dia chegou quando resolvi adiar acender o cigarro, como tantas vezes adiei decisões para depois de fumar. E assim, venci a ansiedade, dando uma volta no meu próprio mecanismo de defesa.
Estou até hoje para acender aquele cigarro que eu ia acender antes de encarar um trânsito. Esse adiamento é renovado quase todos os dias em que bate a vontade de fumar. Ainda me sinto uma fumante que não fuma e não uma ex-fumante.

Continuo sem evitar fumantes e seus ambientes enfumaçados (embora tenha menos fumantes e seus ambientes enfumaçados do que antes por causa das leis de combate ao fumo); não sou uma ex-fumante chata e repressora porque sei o quanto é difícil vencer um vício. Mas acho que vale à pena largar.
Ganha-se peso? ganha-se sim em função da substituição que se faz do cigarro por uma bala, bombom ou mesmo comida. Mas em compensação, aumenta-se a disposição para fazer atividades físicas.  Fiz Pilates um tempo e foi bem bom. Engordei 8 kilos e perdi um mundo de roupas, mas eu estava franzina de modo que não fiquei propriamente gorda. Se me incomodar muito, é só recomeçar com atividade física constante e ficarei com o peso adequado. Atualmente, eu perderia uns 4 kilos, mas só para tentar caber numas “roupitchas” que eu gostava muito e que estão muito justas.
 
Roubaram minha bicicleta em Março (coloquei a notícia num post de daquele mês), mas devo comprar  outra logo pro final do ano, mais simples, e pretendo pedalar bastante.
Sinto que minha musculatura ganhou mais tonicidade  e,  para namorar, melhora bastante também. Vai dizer que isso não conta pontos preciosos?!!  hehehehe

Enfim, pesando na balança, engordar um pouco foi quase nada de problema se comparado aos diversos ganhos que tive ao largar o meu bom e velho Carlton. Às veze, numa fase mais brava, chupo pastilha Niquitin de 2 mg. É ótimo. Ajuda bastante. Tem o chiclete Nicorete também e eu mascava no segundo mês, que foi quando senti mais falta. Mas faz bastante tempo que não masco mais.

Eu diria a quem quer parar de fumar: não planeje parar: pare agora antes de acender o próximo cigarro. Adie para “amanhã” acendê-lo. E segure a onda. Você pode. Eu pude e fumei por 24 anos.

Outubro 14, 2009

Ainda a Imbra e depois os cartazes cubanos

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 7:42 am

Amanhã, vou dar um pulinho lá no Centro Cultural Caixa Cultural, no centro da cidade, pra ver a amostra dos cartazes cubanos sobre cinema. O título completo ( e correto) da amostra é: CARTAZES CUBANOS – Um Olhar Sobre o Cinema Mundial. Trata-se de uma seleção de 80 cartazes produzidos entre a década de 1960 e o começo dos anos 1990 pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC).
Tomara que esteja um dia mais bonitinho porque andou fazendo uns dias bem ruins cá por estas bandas. Feriadão com chuvão, no Rio, é o Ó como diz um amigo meu.

Aliás, amanhã também vou na Imbra. Às vezes, nem eu acredito que o bendito tratamento que começou no finalzinho  do ano passado ainda não acabou. Já até paguei todo o tratamento e nada de acabar. Fiquei dois meses praticamente sem ir porque a doutora não tinha horário pra mim. OK. Se o problema é agenda, fazer o quê?

Eu poderia e até deveria processar a empresa porque entrei lá para colocar um implante no lado direito e vou sair de lá sem implante e com ponte nova no lado esquerdo, que precisei pagar apesar deles terem quebrado; mas meu desespero para sair daquele lugar é grande o suficiente para concentrar-me apenas em rezar e cooperar para dar tudo certo – o que eu já acharia lucro à essa altura dos acontecimentos. Depois, penso em levar o caso adiante para um bom advogado resolver. Mas antes,  preciso que dê tudo certo e, creio eu, para isso preciso cooperar com o profissional e não pressionar. Vá que ele fique nervoso ? (mas justiça seja feita: o profissional açougueiro que fez o implante errado e mal sucedido, não é o mesmo que me trata agora porque são especialidades diferentes). Estou apenas fazendo a ponte, mas desisti de fazer implante lá.
Desde o implante mal sucedido que mastigo apenas com o lado direito – o lado que eu ia fazer o tal implante – porque minha ponte do lado esquerdo está em manutenção para ser substituída por uma  nova que nunca fica pronta (e não quero pressionar pra não sair errado também já que está paga ).
Enfim, a estória é longa, mas eu  não recomendaria a Imbra de Botafogo nem para um inimigo se eu tivesse um. Aliás, recomendaria para o dentista que me deixou na mão quando eu vim de Saquarema morrendo de dor e ele não me atendeu no telefone apesar de ter-me dado o número pra eu ligar em caso de emergência.

Quando ele botou o pino cicatrizador, passei duas semanas à base de Ibuprofeno e deu aquele problema todo de voltar de viagem com dor, emergencialmente, direto pra Imbra, porque ele não atendeu mais minhas ligações (só atendeu uma vez e mandou ligar depois e sumiu do contato). Depois, fiquei 3 meses com o pino cicatrizador, sem dor. Mas quando ele foi colocar o implante, vi estrelas sem sair do chão.  Ele disse que eu  poderia tentar de novo, dois meses depois da tentativa frustrada de colocar o implante. Eu respondi:  — nem pensar porque não quero correr o risco de passar por isso de novo –  já que foi-me dito que tanto poderia dar certo quanto dar errado de novo.

Me pergunto às vezes: como pode ter dado “rejeição” se não fiz enxerto nenhum ? e se deu “rejeição”, como não poderia dar errado de novo ?

Mas vou lá amanhã e depois verei a exposição dos cartazes. Depois conto como foi em ambos os lugares.

Outubro 7, 2009

Deu branco

Arquivado em: reflexões — Norma Spagnuolo @ 6:48 am

 

 

crisis

 

Estou numa crise de criatividade das brabas. Nem um rabiquinho-inho sequer brota desta mente outrora conhecida como fértil. Ôôô tempo bom…eu era feliz e não sabia…
 Na incapacidade de representar tal situação, coloco o desenho acima, que é do Maurício de Souza e do Júlio (quem será Júlio ?).
Vou ali colocar minha cabeça dentro de um buraco e volto outro dia.

Minha Vitrolinha: Love

Arquivado em: Minha Vitrolinha — Norma Spagnuolo @ 6:31 am

vvit

No dia 9 de Outubro, caso estivesse aqui “no andar de baixo”, John Lennon faria 59 anos. Ele não está mais, mas sua música está e ainda gosto de ouvir umas canções suas apesar de Paul McCartney ser meu Beatle favorito (alguém desconhecia esse fato?). Acontece que John Lennon quando acertava a mão e deixava a preguiça ou a insegurança  de lado, fazia coisas maravilhosas, músicas que sempre me soaram como música clássica apesar da aparente simplicidade.
Na época dos Beatles ele fez coisas de gênio, harmonias esquisitíssimas e que mesmo assim soavam (e soam ainda)  bem nos ouvidos.
A música que escolhi tocar na vitrolinha de hoje é uma daquelas canções que acho complicadamente simples. Não precisa de firulas harmônicas e letra enorme. Diz tudo em letra e harmonia e soa, pelo menos pra mim, absolutamente completa.
Trata-se de LOVE.

Certa vez, perguntaram para ele e Yoko, numa entrevista para a TV, o que os mantinham tão apaixonados, o que os havia unido tão fortemente. A Yoko respondeu que eles se sentiam à vontade um com o outro mesmo quando mostravam seus lados “feios”. Eles não faziam pose um para o outro e gostavam um do outro justamente por se darem tão bem em todos os lados. O John disse que já havia vivido relacionamentos de amor sem sexo e de sexo sem amor e com a Yoko ele viveu as duas coisas ao mesmo tempo.
Para ela, ele compôs muitas canções, mas acho que foi em LOVE que ele conseguiu colocar esse seu sentimento de plenitude de maneira mais exata.  É minha opinião, mas o melhor mesmo é cada um ouvir e concluir por si mesmo  (a).

Eis a letra:

LOVE
(John Lennon)

Love is real,
real is love,
Love is feeling,
feeling love,
Love is wanting to be loved.
Love is touch,
touch is love,
Love is reaching,
reaching love,
Love is asking to be loved.
Love is you,
You and me,
Love is knowing we can be.
Love is free,
free is love,
Love is living,
living love,
Love is needing to be loved.

Outubro 2, 2009

Rio 2016 sem catimba espanhola !!

Arquivado em: Papinho — Norma Spagnuolo @ 5:20 pm

Caiu a última barreira internacional que faltava para o Brasil estar no mundo. O Rio vai sediar os jogos olímpicos e  não adianta chororô e catimba espanhóis. vai haver muito trabalho, mas vai haver melhorias, com certeza. É como escrevi no post anterior: alguma melhoria fica e alguma é melhor do que nenhuma. Na verdade, todo mundo torce pra que hajam muitas melhorias e que elas permaneçam.  
Lembro que na ocasião do PAN, andando de bicicleta na ciclovia do Maracanã, eu via um monte de carros de prestações de serviços de outros Estados estacionados lá perto.  O Rio vai trabalhar duro, mas como no Pan, não vai trabalhar sozinho. O Rio de Janeiro vai ganhar muito, mas o Brasil estará aqui e vai ganhar também. A América do Sul, idem.
Enfim, como o Lula disse: é a hora e a vez do Brasil.
E nossa auto-estima merece!
Uhuuuuu!! Riooooooo!

Torcida

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